Praia de Icaraí volta a sofrer com lixo e afasta frequentadores

Limpeza diária da Clin não está dando conta dos detritos que chegam pelo mar. Trabalho é realizado duas vezes por dia na orla mas não está sendo suficiente

Companhia de Limpeza de Niterói informou que o lixo é trazido pela maré das praias do Rio de Janeiro. Foto: André Redlich

Companhia de Limpeza de Niterói informou que o lixo é trazido pela maré das praias do Rio de Janeiro. Foto: André Redlich

por Patrícia Vivas, do Jornal O Fluminense
23/04/2014

Moradores e frequentadores da praia de Icaraí, na Zona Sul de Niterói, puderam aproveitar a orla na manhã de ontem, pois a grande quantidade de sujeira que tomava conta do local tinha sido retirada. No entanto, à tarde, quem decidiu curtir o fim do dia na praia teve que voltar a driblar a sujeira. A maré trouxe novamente detritos para a areia.

A Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) informou que estes detritos atirados ao mar, geralmente nas praias do Rio de Janeiro, são trazidos pela maré para a orla das praias de Niterói, principalmente para a Praia de Icaraí.

A companhia disse, ainda, que a limpeza no local é realizada diariamente durante a noite com maquinários específicos e, durante o dia, uma equipe de garis fica responsável pela manutenção da limpeza no local.

Sujeira – No feriado, grande quantidade de lixo foi vista, principalmente entre as ruas Miguel de Frias e Álvares de Azevedo. Detritos como garrafas e copos plásticos foram trazidos pela maré. Os banhistas que foram à Praia de Icaraí tiveram que conviver com muito lixo e disputar espaço na areia com os urubus.

A secretária Maria de Fátima Silva, de 32 anos, levou os filhos para brincarem ontem pela manhã na praia. No entanto, na segunda-feira ela teve que voltar para casa por conta do lixo que tinha no local.

“Sempre trago meus filhos para jogarem bola na areia da praia. Ainda bem que hoje ela está mais limpa, porque ontem tive que desistir e voltar para casa. Fiquei com medo deles se machucarem nos detritos”, afirmou a secretária.

A aposentada Linda Gomes também reclamou que não está conseguindo fazer sua caminhada diária.

“Gosto de andar na areia, mas do jeito que está não dá”, disse.

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Enquanto praias da Região Oceânica tiveram grande procura no feriado, Zona Sul de Niterói ficou vazia devido à sujeira. Quantidade de lixo na areia afastou frequentadores

Durante a sua corrida diária, o militar Emilio Augusto teve que driblar os urubus e tomar cuidado com o lixo na areia. Foto: Marcelo Feitosa

Durante a sua corrida diária, o militar Emilio Augusto teve que driblar os urubus e tomar cuidado com o lixo na areia. Foto: Marcelo Feitosa

por Igor Mello e Patrícia Vivas, do Jornal O Fluminense
21/04/2014

Quem tentou tomar banho de mar na Zona Sul de Niterói foi surpreendido pela sujeira que tomou conta da orla e chegou até a areia. Os banhistas que foram à praia de Icaraí, durante a tarde de ontem, por exemplo, tiveram que conviver com muito lixo e disputar espaço na areia com os urubus.

A maior concentração de lixo foi vista entre as ruas Miguel de Frias e Alvares de Azevedo. Uma grande quantidade de detritos, como garrafas e copos plásticos, foram trazidos pela maré. A enfermeira Carolina Hipolito, de 35 anos, desistiu de deixar os três filhos tomarem banho no local e pretendia rumar para Camboinhas, na Região Oceânica.

“Eu não costumo vir para Icaraí. É a primeira vez que trago eles e estou apavorada com a quantidade de sujeira. Sempre evitei porque falam que a praia é suja, mas agora está pior que nunca. Com essa água imunda não confio de deixar eles tomarem banho”, afirmou a enfermeira.

O militar da reserva Emilio Augusto, de 50 anos, tentou driblar os urubus e o lixo para manter o hábito de correr diariamente nas areias de Icaraí. Segundo ele, que é morador do Centro, a quantidade de detritos oferece risco inclusive à saúde dos frequentadores.

“Quem garante que no meio desse lixo não tem uma seringa usada, por exemplo? As autoridades dizem que Icaraí é a Princesinha do Mar de Niterói. Se querem comparar com Copacabana, deveriam dar tratamento parecido. Falta limpeza e infraestrutura aqui”, critica, lembrando da ausência de banheiros e de um posto para os salva-vidas.

Durante a tarde, nenhuma equipe da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) foi vista no local para tentar resolver o problema da sujeira na areia da praia de Icaraí.

Movimentação – As praias da Região Oceânica de Niterói ficaram cheias no feriado de Tiradentes, mesmo com o tempo instável. Em Camboinhas, o movimento não foi tão grande durante o feriadão, mas na praia e prainha de Itacoatiara era possível encontrar os moradores da cidade aproveitando os últimos dias de folga.

De acordo com o proprietário do quiosque “Camboinhas, lá vou eu de novo”, Jader Lucena, de 57 anos, o tempo instável não foi a favor de quem queria aproveitar a praia nesse feriadão.

“O movimento foi fraco, mas dentro da normalidade do tempo que não ajudou. Além disso, muita gente viajou já que foram muitos dias livres seguidos. Mas mesmo assim a praia não ficou completamente vazia, teve gente que veio mesmo com o tempo esquisito. Eu mesmo se não fosse comerciante já estaria aproveitando a praia”, comentou.

Já na praia e prainha de Itacoatiara, o movimento foi bom durante o feriado. Na manhã de ontem, muitas famílias ocuparam a areia da praia. Foi o caso do administrador Alex Gomes, de 37, que voltou de viagem no domingo e decidiu aproveitar os últimos dias de feriado na praia com a família.

“Mesmo sem muito sol, dá pra aproveitar uma praia. Nós voltamos de viagem ontem (domingo) e temos até quarta-feira para curtir o mar”, disse.

O vendedor Guido Pimentel, de 50, relatou que, embora o tempo estivesse ruim, muita gente aproveitou para curtir a praia.

“O movimento não foi grande como deveria ser para um feriadão, até porque é final de mês, a população também viajou, mas ainda assim deu para aproveitar”, contou.

Tempo – Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta terça e quarta-feira, últimos dias do feriado prolongado, a possibilidade de chover chega a 90% e até trovoadas devem ocorrer a qualquer hora do dia.

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Filme Institucional da ABICOM – Associação Brasileira de Polímeros Biodegradáveis e Compostáveis

Filme Institucional da ABICOM – Associação Brasileira de Polímeros Biodegradáveis e Compostáveis – Mostrando as vantagens da utilização de embalagens de produtos do consumo diário com o bioplástico.

Procure no produto que você compra nos supermercados se possui o selo de compostável. Ele pode ser encontrado em bolachas, arroz, açúcar, canetas e nas sacolinhas distribuídas nos estabelecimentos.

Este material pode ser descartado juntamente com os compostos orgânicos, se transformando durante a compostagem em adubo orgânico.

Nós da ABICOM, disseminamos o conhecimento dos benefícios dos polímeros biodegradáveis e compostáveis à sociedade e ao meio ambiente.

www.abicomweb.org.br
www.facebook.com/abicomassociacao
www.youtube.com/abicombrasil

MMA mostra no Senado como está a implantação da logística reversa

Em quatro anos, aterros sanitários receberão apenas rejeitos

© Global Garbage Brasil

© Global Garbage Brasil

por Rafaela Ribeiro, do Ministério do Meio Ambiente
Quarta, 09 Abril 2014 17:46
Última modificação em Sexta, 11 Abril 2014 16:11

Na terceira audiência pública da Subcomissão de Resíduos Sólidos do Senado, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (09/04), em Brasília, a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Zilda Veloso, explicou como tem sido o trabalho para a implantação da logística reversa das cinco cadeias estabelecidas pela Lei 12.305/2010, art.33: embalagens de óleos lubrificantes, embalagens em geral, lâmpadas, eletroeletrônicos e medicamentos. “Após a implantação dessas cadeias, vamos revisar as que já foram estabelecidas por resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama): pilhas e baterias, pneus, agrotóxicos e óleos lubrificantes”, disse.

A diretora do MMA detalhou as etapas do processo para os acordos setoriais. Desde a instalação dos grupos de trabalho, a realização dos estudos de viabilidade técnico-econômica, avaliação e aprovação do Comitê Orientador para Implantação dos Sistemas de Logística Reversa (CORI), publicação de editais, recebimento e analise de propostas, ajustes, consultas públicas e, finalmente a assinatura do acordo setorial.

© Global Garbage Brasil

© Global Garbage Brasil

INCENTIVOS

Zilda Veloso dividiu a mesa com o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), presidente da subcomissão, e três representantes da indústria que participam ativamente de todo o processo de construção desses acordos em cadeias diferentes. O vice-presidente Executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Lauro Moretto, do setor de medicamentos; o diretor da Área de Responsabilidade Socioambiental da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), André Saraiva, de eletroeletrônicos e Ana Paula Bernardes, da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), da cadeia de embalagens em geral. Os três destacaram desafios como a desoneração e outros incentivos para a reciclagem, problemas de bitributação de produtos reciclados, os custos da coleta seletiva e da logística reversa e a viabilidade econômica da reciclagem em alguns casos.

“A lei não estabelece simplesmente o fim dos lixões, vai mais além. Fala que em até quatro anos depois da publicação da lei, o que tem que ser encaminhado ao aterro é somente o rejeito. Então não é só eliminar os lixões, é também tratar a área contaminada e o município ter o sistema de gestão implantado que começa pelo plano de gestão dos resíduos”, explicou Zilda Veloso. “Para conseguirmos encaminhar apenas o rejeito aos aterros, o sistema de logística reversa precisa estar funcionando, a logística é um dos instrumentos para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)”.

Ecossistemas marinhos: o depósito de lixo do nosso planeta

Agência Ambiental Europeia lança vídeo para alertar sobre o problema global do lixo marinho

por Natalie Andreoli, da Associação Brasileira do Lixo Marinho
23 de abril de 2014 | ablm-sc@globalgarbage.org.br

Tudo aquilo que jogamos no lixo pode acabar indo parar no mar. O conhecimento sobre este problema global está aumentando cada vez mais, não apenas em relação aos impactos sobre a vida marinha, mas também sobre a saúde humana e para a economia. Pensando em compartilhar as informações existentes até o momento, a European Environment Agency (EEA – Agência Ambiental Europeia) lançou o vídeo The waste dump of our planet – a look at Marine Litter (O depósito de lixo do nosso planeta – um olhar sobre o lixo marinho).

O vídeo é narrado por Constança Belchior, que trabalha na EEA, e inicia mostrando o rápido percurso de uma sacola plástica usada para transportar maçãs, até seu descarte na lata do lixo. Mas muitas vezes não é isso que acontece e a sacola pode acabar indo parar no rio ou no mar, sendo esta uma das razões pela qual os ecossistemas marinhos estão se tornando um depósito de lixo e a situação está ficando cada vez pior, prejudicando a vida marinha.

Não são apenas as sacolas plásticas que são ingeridas por animais, as garrafas plásticas, bitucas de cigarro, petrechos de pesca, embalagens e outros itens que estão entrando em nossos mares também estão causando danos à vida marinha. No vídeo é citado um estudo realizado no mar do Norte, com aves (Fulmar), que mostra que 95% dos animais estudados continham plástico em seus estômagos, sendo encontrados em média 35 pedaços por animal, podendo assim causar mortes. Além disso, a vida marinha pode, por exemplo, se emaranhar em pedaços de rede de nylon, e acabar sendo sufocada, estrangulada ou morta.

O vídeo enfatiza que o lixo nas praias é apenas o topo do iceberg, pois muito dele está em alto mar ou no fundo do mar. O mais surpreendente é que a maioria do lixo marinho não é proveniente de navios ou banhistas, mas sim originado em terra, às vezes em locais longe do litoral e que mesmo quando usamos sacolas plásticas por um curto período de tempo, os efeitos prejudiciais ao meio ambiente duram por um período bem maior. É feita uma comparação dizendo que se o plástico tivesse existido no período do Renascimento (final do século XIV, início do século XV), nós ainda estaríamos lidando com esse lixo plástico em nossos mares.

Em mais de 100 anos descartando o plástico, nós criamos um grande problema. Este lixo está se acumulando em cinco grande áreas em nossos oceanos. No Pacific Garbage Patch (Mancha de Lixo do Pacífico) o tamanho desse lixo flutuante é duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.

Então, no final das contas, para combater o lixo marinho temos que evitar que ele chege até nossos mares e isso começa com as escolhas que fazemos no nosso dia a dia. Para auxiliar nessas escolhas, o vídeo dá as seguintes dicas:

– Recuse-se a usar sacolas plásticas de uso único, ao invés disso, você pode usar uma sacola reutilizável;

– Evite embalagens plásticas ou garrafas plásticas de uso único;

– Seja voluntário para ajudar a limpar a praia ou monitorar o lixo nela;

– Na Europa, foi desenvolvido o aplicativo EEA mobile app em que você pode registrar o lixo que você encontra nas praias e isso pode ajudar a aprender mais sobre o problema.

Por fim a narradora menciona que aquilo que jogamos no mar pode prejudicar os seres humanos, pois o lixo marinho pode acumular substâncias tóxicas, os peixes podem ingerir este material e ao ingerirmos o peixe, ele pode conter essas minúsculas partículas tóxicas de plástico. Estamos apenas começando a entender este problema, mas ele pode ser muito grave.

Mundialmente existe uma grande quantidade de pessoas que está trabalhando para tentar resolver o problema do lixo marinho, como a Associação Brasileira do Lixo Marinho. Se você quiser ajudar a fazer parte da solução e conhecer mais sobre os projetos que estão em andamento, envie um e-mail para ablm@globalgarbage.org.br.

Vídeo: Cariocas e turistas sujam praias do Rio apesar do programa Lixo Zero

Várias latinhas foram encontradas jogadas em Copacabana.
Restos de comida e cachorros são fatores que contribuem para a poluição.

© Paula Giolito

© Paula Giolito

Bom Dia Brasil
Edição do dia 21/04/2014

O fim de semana foi de muita sujeira nas praias do Rio de Janeiro. A cidade tem um programa para multar quem joga lixo no chão, mas há uma série de péssimos exemplos nas areias.

A equipe do Bom Dia Brasil encontrou várias latinhas jogadas na praia de Copacabana e foi conversar com as pessoas que jogaram o lixo no local errado.

Repórter: Vocês deixaram 6 latinhas lá.
Banhista: Sim, porque passa alguém e pega.
Repórter: A latinha de vocês?
Banhista: Sim, nós bebemos.
Repórter: Quem pega?
Banhista: Os catadores de lata.
Repórter: Você acha que isso dá bom exemplo, deixar lixo na praia?
Banhista: Não, péssimo exemplo, mas a gente pensa no próximo, porque ele precisa também.

Alguns turistas paulistas também foram abordados:

Repórter: Vocês deixaram muito lixo na areia, e quem vai catar?
Senhor: Nós somos inteligentes, nós somos de São Paulo.
Senhora: Trouxemos uma sacolinha, colocamos lixo na sacolinha, não jogamos lixo.

Outro grupo levantou e deixou a praia cheia de lixo. A repórter pergunta para uma argentina se ela viu quem deixou o lixo e ela responde que as pessoas se foram e não levaram nada do que foi consumido.

Um dos cartões postais do Rio, a Praia de Copacabana ficou com as areias cheias de sujeira. Muitos dos dejetos vêm com a maré, mas muitos são de pessoas que deixam nas areias.

O programa “Lixo Zero” completou oito meses e as pessoas continuam sendo multadas. Quem for flagrado esquecendo um lixo na areia pode pagar a partir de R$ 98,00.

O programa da prefeitura tem apoio popular e já aplicou quase 48 mil multas em 62 bairros, nas ruas e praias da cidade. Nas orlas de Copacabana e Arpoador, a equipe não viu fiscais.

“O povo brasileiro vai sentir na hora que afetar o bolso dele, assim o povo funciona. Não custa nada trazer uma sacola. Se cada um fizer a sua parte vai ajudar, então todo mundo tem que fazer a sua parte”, defende o engenheiro Rodrigo Bessa.

Tem gente que não aguenta e até cata o lixo dos outros. “A gente fica ligado e briga com a pessoa. Fala com a pessoa: pô, recolhe o seu lixo”, conta o empresário Ricardo Coutinho.

Muitos barraqueiros também fazem a sua parte. “Estou varrendo porque aqui é o lugar mais lindo que existe no Brasil e aqui é onde começa a Cidade Maravilhosa”, diz o barraqueiro Jeziel Cruz.

“Temos esses sacos reciclados para os clientes quando vêm pedir para não deixar o lixo espalhado pelo chão”, defende o barraqueiro Douglas Inácio.

O último monitoramento quinzenal das areias das praias do Rio feito pela Secretaria do Meio Ambiente revela que, das 36 praias, metade foi considerada não recomendada.

Muita gente acha que comida é biodegradável e que não vai fazer mal à natureza, mas isso é um engano. Restos de comida e a presença de cachorros na praia são dois dos fatores que mais contribuem para a poluição nas areias. É aquela poluição que ninguém vê: bactérias, coliformes fecais.

“Lugar de cachorro não é na praia”, defende um banhista. Outro visitante defende o cão: “o meu cachorro ele não está poluindo nada. Está brincando com a bola e está sujando muito menos que todo mundo que está aí”.

“Fica difícil.  Não dá para as crianças conviver, brincar na areia com os cachorros passeando para lá e pra cá, fazendo as suas necessidades. Aí complica, a criança pode pegar uma doença”, lamenta o barraqueiro Diego Rocha.

A Companhia de Limpeza disse que programa Lixo Zero tem 51 equipes na orla do Rio.

Clique aqui para assistir ao vídeo