Jovens têm palestra sobre biologia e limpam praia antes do verão chegar

Adolescentes conversaram com professor de biologia em Santos, SP.
Evento foi promovido pelo Instituto Querô e reuniu jovens de 14 a 18 anos.

Adolescentes tiveram aula com professor antes de realizar limpeza (Foto: Divulgação / Instituto Querô)

Adolescentes tiveram aula com professor antes de realizar limpeza (Foto: Divulgação / Instituto Querô)

LG Rodrigues, do G1 Santos
30/11/2014 07h34

Com o verão chegando, um grupo de jovens se reuniu para realizar um trabalho socioambiental nas areias das praias de Santos, no litoral de São Paulo. Os adolescentes se reuniram em frente à Concha Acústica e iniciaram os procedimentos de limpeza da faixa de areia retirando detritos como objetos plásticos e de papel após conversar com um biólogo convidado para o evento, que foi promovido pelo Instituto Querô.

Para os estudantes que participam das oficinas, o evento foi algo que modificou a rotina e levou os adolescentes para um ambiente diferente. “Achei legal porque traz um pouco mais de cultura para os jovens mais envolvidos com o cinema. É algo muito importante porque falamos sobre os problemas do mundo e tentamos conscientizar. O mundão precisa de ajuda”, diz Nicole Vasconcellos.

Após conversar com o biólogo Renato Kiko Tamasato, os jovens seguiram pelas praias com sacolas biodegradáveis limpando a faixa de areia. “É uma ideia bem bacana para que possamos passar o nosso conhecimento para os jovens. Vivemos um momento de descaso político muito grande e quem paga são os munícipes que não têm coleta de lixo e resíduos nas praias”, diz o profissional, que é professor de biologia há 11 anos.

Tamasato afirma que a conscientização sobre a preservação do meio-ambiente é um importante assunto e que é por vezes deixado de lado, o que aumenta a importância desse tipo de evento com jovens. “Outros países estão anos luz à frente, mas no Brasil isso é algo que acaba sendo deixado de lado. É necessário passar informações sobre os problemas do meio ambiente dentro das salas de aula, para os alunos, ou ficará difícil de educar o brasileiro”, conclui.

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Lixo de navios em areias catarinenses

Embalagens internacionais encontradas em praias de Imbituba evidenciam falta de respeito às leis de prevenção da poluição marinha

Embarcações nem sempre destinam corretamente os resíduos gerados a bordo

Embarcações nem sempre destinam corretamente os resíduos gerados a bordo

Por Associação Mukti, Nosso Bem Estar
26/03/2014 15h49

Praias paradisíacas, dunas, lagoas, esportes radicais… essas são algumas das palavras que nos remetem à cidade de Imbituba. Contudo, nos últimos tempos, temos visto novos elementos nesta paisagem: navios de carga, dragas, guindastes, contêineres, pedaços de navios encalhados à beira mar, entre outros.

Como em tudo onde há a presença do ser humano, essas embarcações geram resíduos que são trazidos às praias pelas correntes marítimas, o que nos traz um questionamento: Será que isso é certo? Será que com a expansão do porto de Imbituba irá aumentar a quantidade de resíduos – lixo – encontrado em nossas praias?

Este artigo tem como objetivo informar ao leitor sobre como devemos agir e exercer nossa cidadania, fiscalizando esse ambiente e cuidando dessa paisagem para que ela continue linda de viver.

Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, as principais fontes de poluição dos oceanos são: a dragagem dos portos, o derramamento de óleo, o esgoto lançado pelas cidades e o descarte de resíduos feito diretamente no mar. Estima-se que até 20% do lixo marinho provém de navios, embora os números possam variar por região.

Com a construção e expansão de alguns dos portos brasileiros, a quantidade de navios percorrendo nossa costa aumentou consideravelmente nos últimos anos. Consequentemente a quantidade de resíduos encontrados no litoral também aumentou.

Os portos têm grande papel na fiscalização da destinação correta desses resíduos já que, como determina a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), quando um navio chega ao porto, deve entregar a este o lixo gerado a bordo. Por isso o porto precisa elaborar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

O porto de Imbituba é um dos portos brasileiros que está em expansão. A presença de navios ao longo das praias do município está cada vez maior. Em seu Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, esse porto prevê e contrata empresa terceirizada para realizar a coleta e destinação dos resíduos gerados em embarcações.

Contudo, de acordo com relatos de moradores da região, foi encontrado no litoral Imbitubense lixo característico de navio. Embalagens de origem internacional, latas de tinta e óleo, luvas de borracha, pincéis de tinta, panos impregnados de óleo, entre outros, são resíduos que começam a ser encontrados nas praias de Imbituba.

Todo o navio, quando destina os seus resíduos ao porto, deve pagar por esse serviço de recolhimento. E esta pode ser uma das causas pela qual as leis e políticas para correto acondicionamento/destinação desses resíduos não é respeitada.

De acordo com a Marinha Brasileira, o descarte de lixo na faixa de 200 milhas, que corresponde ao mar territorial brasileiro, é considerado crime passível de multa, que varia de R$ 7 mil a R$ 50 milhões. Apesar do rigor da punição, um flagrante nesses casos é praticamente impossível.

O lixo encontrado nas praias do mundo é altamente perigoso para a fauna associada ao ambiente marinho/litorâneo. Todos os anos são encontrados mamíferos marinhos e tartarugas mortos no litoral catarinense com a presença desses resíduos em seu aparelho digestivo, que pode até mesmo ter ocasionado a morte desses animais. As aves também são outro grupo altamente afetado por esse tipo de lixo.

Importante mencionar que ambientes sujos também NÃO são adequados para SERES HUMANOS.

O que fazer? 

Caso encontre resíduos que têm características de provirem de navios, recolher o resíduo (para que este não volte ao mar) e informar a vigilância sanitária do município.

Vigilância Sanitária de Imbituba: (48) 3255-2047

Curiosidade

São estimados que em torno de 6.4 milhões de toneladas de lixo marinho são descartadas nos oceanos e mares a cada ano. Cerca de 8 milhões de itens de lixo marinho são despejados nos oceanos e mares todos os dias. Mais de 13 mil pedaços de lixo plástico estão, atualmente, flutuando em cada quilômetro quadrado do oceano.

Bibliografia indicada: www.globalgarbage.org

Fonte: Associação MUKTI – www.muktiworld.org/brazil


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Fernando de Noronha recolhe 240 toneladas de lixo por mês

Por dia, são 8 toneladas. Boa parte do material chega pelas correntes marítimas

Foto: João Santos www.flickr.com/photos/26429023@N06/2531875841

Foto: João Santos www.flickr.com/photos/26429023@N06/2531875841

por Gustavo Frasão, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
gustavo.caldas@icmbio.gov.br

Brasília (31/10/2014) — O Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha (PE) recolhe cerca de 240 toneladas de lixo todos os meses, uma média de 8 toneladas por dia. Boa parte do material é lixo marinho, gerado por embarcações – muitas vezes estrangeiras – chega pelas correntes marítimas e é coletado nas praias da Unidade de Conservação (UC).

“Todo o lixo é triado na usina de compostagem, que separa o lixo orgânico do reciclável, já que não temos aterro sanitário. O que é orgânico nós aproveitamos como adubo e o que não é enviamos ao continente para ser tratado”, explicou Ricardo Araújo, chefe do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha.

Nos últimos anos, a quantidade de lixo produzido na UC aumentou devido ao crescimento de turistas no arquipélago. “A nossa média histórica é de 61 mil visitantes, mas em apenas 12 meses recebemos 70 mil turistas”, salientou Araújo.

Para combater o problema, o Parque faz campanhas educativas e ambientais, envolvendo moradores, crianças, turistas e servidores, incentivando a redução do consumo de descartáveis. Além disso, são feitas limpezas periódicas nas praias, incluindo alguns mutirões, para conscientização do público.

“Nós adotamos um sistema de recarga de garrafinhas pet. Agora, é proibido vender esse tipo de material dentro da nossa UC. O turista compra um ticket e tem direito a recarga de água, por meio de uma máquina parecida com a chopeira. Isso diminuiu em 60% a quantidade de lixo de garrafa pet produzido dentro do Parque, número bastante expressivo”, finalizou o chefe da UC.

“Tenho o maior orgulho em trabalhar aqui, pois foi por onde consegui terminar a faculdade e não desisti.”

Diego Souza Rocha, 29 anos, nasceu no bairro da Ilha de Guaratiba, zona oeste da cidade maravilhosa. E onde reside até hoje. Carioca e de família simples, Diego passou por muitas dificuldades como a maioria dos brasileiros. Mas não se acomodou na posição de excluído social. “Muitas pessoas ficam tristes e desanimadas com os problemas que têm na vida. Uma das coisas que me incentiva muito é a minha alta autoestima, tenho que lutar”, afirma o rapaz batalhador.

Diego Souza Rocha. Foto: Moskow

Diego Souza Rocha. Foto: Moskow

por Andre Aicaua, da Revista Reticência
31/10/2014

O jovem começou sua história de conquistas ainda na infância, quando foi trabalhar com a jardinagem – atividade peculiar da região de Guaratiba, com grande concentração de hortos. Logo se destacou na profissão pelo seu entusiasmo e alegria ao cuidar das plantas. Com isso, conquistou a admiração e a confiança dos clientes. Nada demais para quem carrega um sorriso largo em seu rosto. E, por causa desse seu jeito otimista e perseverante, seus chefes o incentivaram a fazer um concurso público. A empresa escolhida foi a COMLURB e o cargo público, gari.

Estudou e se dedicou mais uma vez à superação. Em 2006 foi aprovado. Fez treinamento na coleta de rua pelas redondezas de Irajá e Marechal Hermes por nove meses. O expediente era puxado, começava às 6h e se estendia por todo o dia. Só chegava em casa às 21h. “No início tudo é mais difícil. Na época diziam que o gerente era carrasco. Mas pra mim foi show, aprendi muito. Iniciante tem que ser cobrado mesmo”, relembra satisfeito com seu esforço.

Além da jornada de trabalho extensa e exaustiva, ainda tinha a dificuldade de locomoção. Num dia de eleição, foi escalado pra trabalhar no turno da noite. E não conseguiu voltar para casa. O último ônibus com destino a Campo Grande partia de Marechal à meia noite. De lá até Guaratiba ficaria sem transporte. O que fez Diego dormir no alojamento da empresa.

Mais uma vez sua dedicação chamou a atenção. Agora, o gerente da região, Cesar Balona, sinalizou o interesse em incentivar seu funcionário a crescer na empresa. “Sr. César, para crescer tem que estudar, não é? Não tenho condição. Acordo às 3h da manhã e chego em casa às 21h. Fui tentar fazer um curso de informática, exausto, dormi na sala de aula”, contou.

Durante o trabalho, numa das ruas de Bento Ribeiro, ficou sabendo o nome do gerente do Recreio – Moacir. E foi até lá num domingo de chuva só para esbarrar com o tal Moacir. Explicou seu caso e soube da necessidade de contingente para as praias de Prainha, Abricó e Grumari. E soube também da dificuldade de pessoal para trabalhar na região. Moacir precisava de funcionários que morassem próximo ao Grumari e assim foi feita a mudança.

No início do verão de 2007, após nove meses de ralação no asfalto e 38km de deslocamento de sua casa, Diego passou a trabalhar na praia. A apenas nove quilômetros de distância da sua casa.

Trabalhando na coleta do lixo das Praias de Abricó e Grumari, pensou em cursar arquitetura e paisagismo. Seguiu seu impulso, estudou e concluiu o curso de Gestão Ambiental. No primeiro período sofreu preconceitos por parte de alguns colegas de turma, quando falava sobre sua profissão. Mesmo assim, nunca escondeu o orgulho de ser o que é e de fazer o que faz. “No segundo período aquelas pessoas que me olhavam de rabo de olho já não estavam mais. Enquanto eu, com todas as dificuldades, fui ficando até me formar. O tema do meu trabalho final na faculdade foi o descarte de lixo eletrônico”, fala com orgulho.

A oito anos trabalhando na praia, conquistou o carinho e a amizade dos banhistas e dos surfistas locais. O gestor ambiental passou a avaliar a conscientização da população em relação a degradação do meio ambiente e ao reaproveitamento de materiais recicláveis. Segundo Diego, os frequentadores da praia estão mais conscientes. E vê uma grande melhoria nos 2,4km da orla do Grumari. Observa que a quantidade de lixo recolhido é menor que há sete anos atrás. E alimenta seu otimismo com a perspectiva de uma vida mais sustentável. Com muitas ideias na cabeça e a vontade de ser uma pessoa melhor, ele afirma que não exerce a função de gari apenas pelo salário, mas porque gosta.

Coleta seletiva, descarte de lixo, programas educacionais e conscientização dos banhistas, compostagem, parcerias entre a iniciativa privada e a companhia de limpeza municipal, a criação de uma praia modelo e mais um monte de ideias. Isso tudo é combustível para alimentar seu desejo de cuidar da natureza e exercer sua cidadania em contato direto com o meio ambiente.

Municípios da Baía de Todos-os-Santos discutem a gestão de resíduos sólidos

© Global Garbage Brasil

© Global Garbage Brasil

por Secretaria do Turismo do Estado da Bahia
25 de julho de 2014

A necessidade de elaboração do Plano de Gestão Integrada e Resíduos Sólidos nos 18 municípios da Baía de Todos-os-Santos, como está previsto pelo Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) Nacional, foi discutida em seminário realizado, nesta sexta (25), pela Secretaria do Turismo da Bahia e Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia.

O subsecretário do Turismo, Benedito Braga, abriu os trabalhos, representando o secretário Pedro Galvão e destacou o a importância das ações de planejamento e atenção aos cronogramas. A promotora Karinny Guedes, da Câmara de Saneamento do Ministério Público da Bahia, falou aos participantes da reunião sobre a forma mais eficaz de elaboração do plano de gestão integrada de resíduos sólidos.

Sob a coordenação das Superintendências de Investimentos em Pólos Turísticos e de Serviços Turísticos da Setur, o seminário reuniu prefeitos e secretários do Turismo e Meio Ambiente dos municípios de Salinas da Margarida, Jaguaripe, Saubara, Nazaré, Muniz Ferreira, Candeias, Itaparica e Maragojipe. A ausência de representantes de São Francisco do Conde foi registrada em razão do velório da prefeita da prefeita Rilza Valentim, que morreu nesta quinta (24) e será sepultada hoje.

A promotora Karinny Guedes foi uma das que homenageou Rilza Valentim, afirmando que a prefeita elaborou o plano de gestão dos resíduos sólidos e deixa um bom exemplo neste setor. “É preciso associar ações de educação ambiental, estabelecer metas para a redução da produção de resíduos sólidos e promover a responsabilidade compartilhada entre poder público, empresas e sociedade”.

A representante do MP lembrou a falta de eficácia dos aterros sanitários. “Foram gradativamente transformados em lixões, entre outros motivos, pela falta de metas para ampliação da coleta seletiva e redução da produção de resíduos”, explicou Karinny Guedes.

Avanços – As diretrizes para o plano de gestão de resíduos sólidos avançam com a realização deste seminário, avaliou o subsecretário Benedito Braga. “Isto favorece o ambiente onde se desenvolverão projetos do Prodetur Nacional, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)”, disse.

O conjunto de ações na Baía de Todos-os-Santos prevê investimentos de R$ 214 milhões e contrapartida do Estado. Entre as ações previstas estão a inserção da população nativa nos projetos de infraestrutrura e capacitação profissional, informa Benedito Braga. O programa vai alterar o perfil da zona turística e atrair visitantes interessados no setor náutico e cultural em área dos municípios situados no entorno da baía.

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