Fernando de Noronha recolhe 240 toneladas de lixo por mês

Por dia, são 8 toneladas. Boa parte do material chega pelas correntes marítimas

Foto: João Santos www.flickr.com/photos/26429023@N06/2531875841

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por Gustavo Frasão, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
gustavo.caldas@icmbio.gov.br

Brasília (31/10/2014) — O Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha (PE) recolhe cerca de 240 toneladas de lixo todos os meses, uma média de 8 toneladas por dia. Boa parte do material é lixo marinho, gerado por embarcações – muitas vezes estrangeiras – chega pelas correntes marítimas e é coletado nas praias da Unidade de Conservação (UC).

“Todo o lixo é triado na usina de compostagem, que separa o lixo orgânico do reciclável, já que não temos aterro sanitário. O que é orgânico nós aproveitamos como adubo e o que não é enviamos ao continente para ser tratado”, explicou Ricardo Araújo, chefe do Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha.

Nos últimos anos, a quantidade de lixo produzido na UC aumentou devido ao crescimento de turistas no arquipélago. “A nossa média histórica é de 61 mil visitantes, mas em apenas 12 meses recebemos 70 mil turistas”, salientou Araújo.

Para combater o problema, o Parque faz campanhas educativas e ambientais, envolvendo moradores, crianças, turistas e servidores, incentivando a redução do consumo de descartáveis. Além disso, são feitas limpezas periódicas nas praias, incluindo alguns mutirões, para conscientização do público.

“Nós adotamos um sistema de recarga de garrafinhas pet. Agora, é proibido vender esse tipo de material dentro da nossa UC. O turista compra um ticket e tem direito a recarga de água, por meio de uma máquina parecida com a chopeira. Isso diminuiu em 60% a quantidade de lixo de garrafa pet produzido dentro do Parque, número bastante expressivo”, finalizou o chefe da UC.

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