Workshop de Peritos em Lixo Marinho da CDB

Vista pessoal no primeiro dia do Workshop, em Baltimore, EUA - ©Heidi Acampora

Vista pessoal no primeiro dia do workshop, em Baltimore, EUA – ©Heidi Acampora

por Heidi Acampora, da ABLM – Associação Brasileira do Lixo Marinho

07 de janeiro de 2015

A Secretaria da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) convidou partidos, outros governos, comunidades locais e indígenas e organizações relevantes para nominarem peritos para participar do Workshop de Peritos da CDB para Preparar um Guia Prático para Prevenir e Mitigar os Impactos Negativos Significantes do Lixo Marinho em Habitats Marinhos e Costeiros, que  aconteceu de 2 a 4 de dezembro de 2014, em Baltimore, Estados Unidos da América.

Participantes de todas as partes do mundo foram chamados para representarem seus países e aconselharem no assunto lixo marinho. Um documento que compilava afirmações existentes atuais foi providenciado pela Secretaria e foi solicitado aos peritos no assunto que comentassem e complementassem o documento. Porém,  o objetivo principal do workshop era levantar medidas para prevenir, reduzir e mitigar o lixo marinho em um contexto global, preparando assim o documento que irá servir como um guia prático para lidar  com o lixo marinho ao redor do mundo, de acordo com o conselho da CDB. Dessa forma, era importante ter representantes de todos os continentes e seus vários países.

No primeiro dia do workshop, os participantes fizeram apresentações sobre seus trabalhos atuais em lixo marinho em seus respectivos países e instituições de origem. No segundo dia, os participantes se dividiram em dois grupos de discussão: lixo de origem no mar & na terra. Dessa forma, os participantes puderam explorar de forma profunda suas especialidades, aconselhando quais medidas deveriam ser adicionadas ao documento da CBD. É conhecido que os avanços no diagnóstico e pesquisa diferem de região a região, país a país, continente a continente e que, enquanto temos áreas que já começaram a lidar com o problema do lixo marinho, nós ainda temos áreas que necessitam do diagnóstico inicial para detectar quantidades e fontes de lixo marinho. Assim, foi muito importante obter todas as diferentes opiniões que cada pessoa pôde trazer, de sua própria experiência, em seus países de origem/trabalho.

No terceiro e último dia, os participantes tiveram como missão, concordar sobre o documento que foi construído através de seus conselhos, e cada parágrafo foi cuidadosamente discutido e concordado ou discordado pelo grupo. Ao final dos 3 dias de workshop havia um sentimento de missão cumprida e nos estávamos felizes em termos produzido um documento que reflete as visões de peritos ao redor do mundo, os quais tem trabalhado duro individualmente para lidar com o problema do lixo marinho em seus próprios países, e que agora se uniam com o mesmo objetivo, globalmente.

Eu me senti muito honrada de estar representando o Brasil, através da Associação Brasileira do Lixo Marinho (ABLM), bem como a Irlanda, através do meu trabalho no Instituo de Tecnologia Galway-Mayo (GMIT), na reunião e por poder aconselhar medidas que podem vir a ajudar países a prevenir, reduzir e mitigar o lixo marinho em nossos oceanos.

Foto do grupo de participantes do workshop - ©Heidi Acampora

Foto do grupo de participantes do workshop – ©Heidi Acampora

 

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