A Participação das ONGs nas Políticas Públicas: O Ponto de Vista de Gestores Federais

© Global Garbage Brasil

© Global Garbage Brasil

por Felix Garcia Lopez e Rafael Abreu, do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Brasília, abril de 2014

Com base em 53 entrevistas semidiretivas, este texto analisa percepções de gestores da alta burocracia federal quanto à decisão de implementar políticas públicas por meio da cooperação com organizações não governamentais (ONGs). Sistematiza-se os motivos que justificam a cooperação, as vantagens e desvantagens da implementação por meio de ONGs em face da burocracia pública e dos papéis relativos atribuídos à burocracia e às ONGs nas políticas federais. Os resultados apontam que os gestores entrevistados atribuem às organizações civis funções e competências que a burocracia não poderá substituir no curto e médio prazos, tais como expertise, capilaridade, flexibilidade e engajamento nas políticas mencionadas. Mas a burocracia é considerada indispensável à implementação bem- sucedida das políticas, por ter quadros permanentes e melhor infraestrutura, condição complementar à continuidade e institucionalização das políticas. Estas distinções retratam visões que diferem daquelas que constituíram o arcabouço do modelo neoliberal, nos anos 1990, no qual os apelos à eficiência, pela via da delegação estatal às organizações civis, constituíram o núcleo das reformas legislativas visando maior engajamento das ONGs nas políticas. Hoje, as organizações são consideradas uma via para reforçar ou fortalecer políticas do Estado, e não como substitutas a elas.

Acesse o sumário executivo

Acesse o documento (527 KB)

Ebook sobre projeto de uso compartilhado do ambiente Marinho tem apoio da CPRM

Capa do ebook

Capa do ebook

por Serviço Geológico do Brasil (CPRM)
12 de novembro de 2014

A Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), com o apoio do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e patrocínio da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), lançaram o ebook Legislação Federal – Uso compartilhado do ambiente Marinho, organizado pela coordenadora executiva do Departamento de Geologia da CPRM (DEGEO), Dra. Claudia Maria Rezende de Souza.

O livro é uma compilação da legislação federal brasileira sobre matérias que envolvem a zona costeira e os oceanos. O primeiro capítulo do ebook, intitulado Parte Geral, apresenta artigos da Constituição Federal e a relação das leis, decretos e tratados internacionais ratificados e promulgados pelo Brasil, sobre as matérias comuns aos demais capítulos e outras que não contam com capítulos próprios, todos com seus respectivos links de acesso. Os capítulos seguintes trazem as ementas, com seus respectivos links, das leis, dos tratados e decretos em vigor sobre: defesa nacional, respostas às emergências e segurança da navegação; biodiversidade marinha e costeira; biotecnologia marinha; propriedade intelectual; pesca e aquicultura; petróleo, gás e energias renováveis; e prospecção e exploração mineral costeira.

O ebook foi desenvolvido dentro do Grupo de Trabalho sobre o Uso Compartilhado do Ambiente Marinho, criado dentro da CIRM, em seu subgrupo de Legislação. Diferentes Ministérios e a Secretaria da CIRM (SECIRM) auxiliaram a Dra.Claudia Rezende na elaboração do trabalho, revisando-o e agregando mais informações.

“Trata-se apenas da primeira etapa. Esse ebook é o que chamamos de um ‘documento vivo’ que será regularmente revisado, atualizado e reorganizado, permitindo ao usuário ter acesso aos textos legais com todas as suas posteriores alterações”, explica Cláudia Rezende.

Um ebook é um livro digital que pode ser lido em equipamentos eletrônicos. “Legislação Federal – Uso compartilhado do ambiente Marinho” permite ao leitor acessar os links dos artigos da Constituição Federal, decretos e leis diretamente das páginas oficiais da Presidência da República, do Ministério das Relações Exteriores, da Câmara Legislativa e do Senado Federal, facilitando ainda mais o acesso a esse tipo de informação.

Workshop Internacional sobre Destino e Impacto de Microplásticos nos Ecossistemas Marinhos

Foto oficial dos participantes do workshop, em Plouzané, França. © MICRO

Foto oficial dos participantes do workshop, em Plouzané, França. © MICRO

por Heidi Acampora, da Associação Brasileira do Lixo Marinho

Entre os dias 12 e 15 de janeiro de 2014, aconteceu o Workshop Internacional sobre Destino e Impacto de Microplásticos nos Ecossistemas Marinhos (International Workshop on Fate and Impacts of Microplastics in Marine Ecosystems), em Plouzané, França.

A conferência contou com mais de 30 apresentações orais, que se dividiram em temas relacionados à ocorrência dos microplásticos no ambiente marinho, os impactos das partículas na fauna marinha e microplásticos como vetores de contaminantes químicos e biológicos.

Além das apresentações orais, mais de 60 pôsteres foram difundidos em conversas informais, regadas a vinho francês.

Em seu último dia, o workshop contou com a participação de jovens estudantes de ensino médio e mestrado, que divulgaram suas impressões e trabalhos de conscientização sobre a poluição marinha por microplásticos.

O público geral da conferência foi bem diversificado, com participantes dos mais variados países, como Coreia, Irlanda, Bélgica, Suécia, Holanda, Inglaterra, Noruega, Dinamarca e até mesmo o Brasil. Unidos com o propósito de entender melhor os efeitos e impactos da poluição por materiais plásticos, autores de importantes publicações, como François Galgani, apresentaram seus mais recentes trabalhos, assim como fundadores de ONGs (como o 5 Gyres Institute e a Surfrider Foundation Europe) e estudantes de doutorado de diversas e renomadas universidades.

Muito se questionou sobre a translocação de microplásticos, uma vez ingeridos e também sobre a padronização dos métodos de coleta e análise. A principal mensagem do workshop foi reconhecer os microplásticos como poluentes de grande importância e que, apesar de seu tamanho, podem causar grandes impactos.

Clique aqui para ler o Livro de Resumos

Ingestão comparativa de plástico em Puffinus tenuirostris (“Bobo de cauda curta”) adultos e juvenis

Uma das aves do estudo, com seu conteúdo estomacal, em sua maioria, plástico. © Heidi Acampora

Uma das aves do estudo, com seu conteúdo estomacal, em sua maioria, plástico.
© Heidi Acampora

por Heidi Acampora, da Associação Brasileira do Lixo Marinho

As aves marinhas têm sido usadas como indicadores da saúde dos ecossistemas marinhos. Isso se deve ao fato desses animais estarem mais suscetíveis à ingestão de lixo, tanto em áreas costeiras, como em alto mar, devido às suas longas migrações e dietas variadas. Outro fator envolvido é a tendência de que, ao alimentarem seus filhotes através de regurgitação, as aves passem adiante o material não digerido juntamente com a comida, no caso o plástico, a forma mais comum de lixo marinho. A ingestão de plástico pode ser mais problemática nos filhotes, pois esses animais não conseguem retirar desse material indigesto os nutrientes necessários ao seu desenvolvimento, levando-os à morte.

Diversos estudos buscam entender o que leva aves à ingerirem plástico. Acredita-se que fragmentos plásticos assemelhem-se a alimentos comuns na dieta desses animais. Por exemplo, microesferas de plástico utilizadas na produção inicial de produtos (chamadas de “nurdles”, que são pequenas esferas de plástico que, ao serem derretidas e tratadas, transformam-se nos produtos plásticos que utilizamos no nosso dia a dia) poderiam ser confundidas com ovos de peixe, alimento comum de várias aves marinhas.

Um estudo recente realizado na Austrália, utilizou-se de um grande número de aves encontradas mortas na praia Main, na ilha de  North Stradbroke, em duas ocasiões (2010 e 2012) para investigar a ingestão de plástico nessas aves e comparar se havia alguma diferença entre o tipo, cor e quantidade de lixo, de acordo com a maturidade e sexo dos animais.

A pesquisa relata que mais de 67% das aves havia ingerido alguma forma de lixo, em sua maioria, plástico (n=102 adultos e n=27 juvenis). No total, 399 fragmentos de lixo antropogênico foram coletados. Testes estatísticos não indicaram uma relação significante entre as condições corporais dos animais e a ingestão de lixo. Porém, provou-se que juvenis ingerem significativamente mais lixo que adultos. Diferenças na ingestão de lixo entre machos e fêmeas não foram detectadas. Entretanto, através de uma comparação entre o lixo ingerido pelas aves e o lixo marinho encontrado em coletas em mar aberto, seguindo a rota de migração da espécie, descobriu-se que existe uma seletividade ativa por pedaços de plástico rígido, fragmentos de borracha e balões de festa.

A caracterização dos itens “preferidos” por determinadas espécies e idades é um importante fator, que pode vir a auxiliar na criação de medidas mitigatórias e preventivas para lidar com o problema do lixo marinho.


Leia mais sobre o estudo aqui: http://dx.doi.org/10.1016/j.marpolbul.2013.11.009

Ou contacte a autora para um PDF completo do artigo através do email: Heidi.Acampora@globalgarbage.org.br

Heidi Acampora, Qamar A. Schuyler, Kathy A. Townsend, Britta Denise Hardesty, Comparing plastic ingestion in juvenile and adult stranded short-tailed shearwaters (Puffinus tenuirostris) in eastern Australia, Marine Pollution Bulletin, Volume 78, Issues 1–2, 15 January 2014, Pages 63-68, ISSN 0025-326X, http://dx.doi.org/10.1016/j.marpolbul.2013.11.009.
(http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0025326X13007108)
Keywords: Ingestion; Marine debris; Plastic–Puffinus tenuirostris; Surface trawl sampling

Análise de política pública sobre lixo marinho em diferentes níveis governamentais

© João Vianna

© João Vianna

Andréa de Lima Oliveira

Dissertação apresentada ao Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Ciências, área de Oceanografia.
Orientador: Prof. Dr. Alexander Turra

Resumo
Os resíduos sólidos estão entre os principais poluentes do ambiente marinho, responsáveis por prejuízos ecológicos, econômicos e na saúde pública, e seu controle requer ações e políticas públicas. Em âmbito internacional, muitas convenções abordaram o tema, incentivando os governos a adotarem medidas para conter suas fontes. O Brasil possui um conjunto de instrumentos com diretrizes para a gestão dos resíduos sólidos, mas será que esses instrumentos – leis, programas, planos, investimentos e indicadores – são adequados para reduzir o lixo marinho? Utilizando o Brasil, o estado de São Paulo, o litoral norte paulista e seus municípios como estudos de caso, foram analisadas as políticas públicas relacionadas ao tema, por meio do levantamento da legislação e a análise dos programas governamentais (planos plurianuais) e seus indicadores. A hipótese proposta era de que os instrumentos existentes são inadequados para reduzir o lixo marinho em todos os níveis governamentais. No entanto, as conclusões indicaram que os instrumentos disponíveis são parcialmente adequados, pois embora não haja um enfoque específico no problema do lixo marinho, o combate a ele pode ser identificado indiretamente nas políticas existentes. Os principais problemas, entretanto, são o baixo investimento para a implementação das políticas, as quais apresentamse limitadas no tempo e no espaço geográfico, e são acompanhadas por indicadores inadequados.
Palavras-chave: gestão de resíduos sólidos, indicadores, estratégia de Honolulu, PNRS, lixo marinho, poluição marinha.

Clique aqui para fazer o download da dissertação.

Avaliação da composição do lixo marinho oriundo da pesca artesanal de arrasto de fundo do litoral do Paraná

Greenpeace©/Carè©/Marine Photobank

Greenpeace©/Carè©/Marine Photobank

KUVADA, Juliana Tiemy; TAKANO, Juliana Yoshie. Avaliação da composição do lixo marinho oriundo da pesca artesanal de arrasto de fundo do litoral do Paraná. 2011. 57 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2011.

Resumo
O presente trabalho tem como objetivo avaliar, quantificar e caracterizar os resíduos sólidos capturados pela pesca de arrasto em Matinhos e Shangri-lá. As amostras coletadas entre outubro de 2009 e junho de 2011 pelo projeto REBIMAR foram lavadas, pesadas e separadas em categorias de acordo com sua composição química e também por sua origem. Deste modo, foi feita a análise da freqüência de ocorrência destes materiais de acordo com as estações do ano. Com os valores das massas obtidas, foram calculadas ainda as médias e os desvios padrões do Índice de Abundância do Lixo (IAL). Por fim, verificou-se que os resíduos presentes no fundo dos oceanos são de origem antrópica, provenientes principalmente do turismo e da pesca nas regiões estudadas. Esse “lixo” acaba por prejudicar a fauna local. Tartarugas, aves e outros animais ingerem esses materiais e acabam vindo a falecer. Por meio dos resultados obtidos espera-se então alertar o público sobre um problema tão grave, buscando a conscientização do mesmo.
Palavras-chave: Lixo marinho, pesca de arrasto, educação ambiental.

Clique aqui para fazer o download do Trabalho de Conclusão de Curso.

ABRELPE Lança Manual de Boas Práticas no Planejamento da Gestão dos Resíduos Sólidos

Publicação é um roteiro de orientação para as administrações municipais agilizarem o cumprimento da PNRS

© Global Garbage Brasil

© Global Garbage Brasil

A ABRELPE – Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais lança o Manual de Boas Práticas no Planejamento para a Gestão dos Resíduos Sólidos. Referenciado como uma ferramenta para a preparação dos planos municipais de gestão de resíduos sólidos, uma das exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o manual foi elaborado em conjunto com a ISWA – International Solid Waste Association, e conta com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo – SMA.

“Esta publicação é lançada em um momento de renovação das administrações municipais e traz orientações para a implementação de soluções integradas, realistas e factíveis, já que oerro mais comum no planejamento da gestão dos resíduos sólidos é conside­rar esse gerenciamento de maneira linear, apenas como uma questão técnica, relacio­nada a obras públicas, infraestrutura e financiamento. Existe uma necessidade de uma visão mul­tidimensional, que trate de todos os aspectos da gestão dos resíduos, considerando questões técnicas, sociais, econômicas e políticas e nada melhor do que já aprender com quem já fez e pode nos ensinar o melhor caminho a seguir”, analisa Carlos Silva Filho, diretor executivo da ABRELPE.

Para que seja sustentável, o manual aponta que a gestão integrada dos resíduos deve considerar a combinação de três elementos principais: saúde pública, proteção ambiental e gestão de recursos. A publicação traz indicações e uma compilação de experiências de como encaminhar essa combinação e realmente conjugar esforços para se chegar a uma gestão integrada e sustentável de resíduos, o que a torna única do seu gênero no Brasil.

© Global Garbage Brasil

© Global Garbage Brasil

“Apesar dos direcionamentos da PNRS, percebemos que os municípios ainda só se preocupam em lidar com as consequências relacionadas à gestão do lixo, e não com um planejamento que contemple soluções adequadas fundamentais e atenda plenamente os objetivos da lei”, observa diretor executivo da ABRELPE, que em agosto de 2012, quando terminou o prazo estabelecido pela PNRS para que os municípios elaborassem seus planos de gestão dos resíduos sólidos, realizou levantamento o qual apontou que mais de 60% das administrações municipais não haviam concluído seus planejamentos.

A partir do lançamento do Manual de Boas Práticas no Planejamento para a Gestão dos Resíduos Sólidos, a ABRELPE pretende ministrar seminários específicos para apresentar o material e capacitar os representantes das administrações municipais acerca das boas práticas na elaboração dos Planos de Gestão de resíduos. “O manual oferece conceitos, visões e abordagens específicas de trabalho que, quando combinados, criam um roteiro de orientação ao planejamento bem-sucedido para os municípios, constituindo-se numa importante ferramenta que já tem sido utilizada por mais de 2000 ao redor do mundo e agora chega ao Brasil”, conclui Silva Filho.


Clique aqui para conhecer “Resíduos Sólidos: Manual de Boas Práticas no Planejamento”.

ABRELPE

Lançamento Panorama 2012

Embora tenha registrado avanços, mais de 3 mil municípios brasileiros ainda dão destino inadequado aos resíduos

© Global Garbage Brasil

© Global Garbage Brasil

A pouco mais de um ano do prazo estipulado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para que os municípios deem fim à destinação inadequada de resíduos, a ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais constatou que, em 2012, mais de 3 mil cidades brasileiras enviaram quase 24 milhões de toneladas de resíduos para destinos considerados inadequados, o equivalente a 168 estádios do Maracanã lotados de lixo. Esses dados fazem parte do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2012, a 10ª edição do documento publicado anualmente pela entidade e divulgado hoje (28/05).

“A maioria desses municípios tem menos de 10 mil habitantes e não dispõe de condições técnicas e financeiras para solucionar a questão dos resíduos sólidos de maneira isolada, diante das disposições da PNRS”, explica Carlos Silva Filho, diretor executivo da ABRELPE, ao destacar que a carência de recursos aplicados no setor torna o problema ainda mais grave. “As mudanças demandadas pela PNRS requerem investimentos concretos e perenidade, e os avanços não vão acontecer sem sustentabilidade econômica”, acrescenta.

Conheça o Panorama 2012: http://www.abrelpe.org.br/panorama_apresentacao.cfm

Apesar de ter crescido 7% em 2012, atingindo uma média de R$ 11,00/habitante/mês, o volume de recursos aplicados pelas administrações públicas ainda está longe de ser suficiente para fazer frente à coleta de resíduos sólidos e demais serviços de limpeza urbana, que são essenciais e devem atender à totalidade da população, que tem crescido, consumido mais e descartado mais resíduos.

Ainda segundo o estudo, foram geradas no ano passado quase 64 milhões de toneladas de resíduos sólidos, o que equivale a uma geração per capita de 383 kg /ano. Em relação a 2011, houve um crescimento de 1,3% no lixo por habitante, índice superior à taxa de crescimento populacional registrada no mesmo período, que foi de 0,9%.

© Global Garbage Brasil

© Global Garbage Brasil

Do total gerado, mais de 55 milhões de toneladas foram coletadas, o que representa um aumento de 1,9%, se comparado ao ano anterior, com uma cobertura de serviços superior a 90% no País. “Percebemos, nestes dez anos de estudo, que o índice de coleta tem crescido paulatinamente, indicando que a universalização desses serviços é um caminho possível”, destaca o diretor da ABRELPE.

A quantidade de resíduos que deixaram de ser coletadas chegou a 6,2 milhões de toneladas, número 3% inferior ao relatado na edição anterior. A situação da destinação final manteve-se praticamente inalterada em relação a 2011, já que 58% dos resíduos coletados, quase 32 milhões de toneladas, seguiram para destinação adequada em aterros sanitários.

Nessa mesma linha, a questão da coleta seletiva praticamente não mudou de um ano para outro. Em 2012, cerca de 60% dos municípios brasileiros declararam ter algum tipo de iniciativa nesse sentido – que muitas vezes resumem-se à disponibilização de pontos de entrega voluntária ou convênios com cooperativas de catadores. “São muito tímidos os estímulos de parte das autoridades em favor da coleta seletiva e da reciclagem. Tanto é que, apesar do esforço da população, pouco se avançou na última década. Isso mostra que o modelo utilizado precisa ser repensado e reestruturado se quisermos ampliar os índices verificados atualmente”, alerta Silva Filho.

Também preocupa a geração de Resíduos de Construção e Demolição (RCD), que vem crescendo significativamente ano a ano e, de 2011 para 2012, aumentou em 5,3%, chegando a 35 milhões de toneladas. Esse volume tende a ser ainda maior, considerando que os municípios, via de regra, coletam apenas os resíduos lançados nos logradouros públicos.

ABRELPE

Litter found in deepsea survey of one of Earth’s final unexplored realms

A glimpse into one tiny nook of the UK’s vast ocean depths uncovered two drink cans, one bottle, and a rusty food tin

Jon Copley
guardian.co.uk

Deep-sea pollution at 2,300 meters has arrived before the James Cook survey. Photograph: NERC

Deep-sea pollution at 2,300 meters has arrived before the James Cook survey. Photograph: NERC

On 15 August 1934, two adventurers squeezed into a tiny metal capsule and became the first people to see another world. Their names were William Beebe and Otis Barton, and the world that they saw was the deep ocean, when they dived more than half a mile down in their bathysphere near Bermuda. They were the first to journey beyond the sunlit waters of the upper ocean, and Barton later commented that “no human eye had seen this part of the planet before us, this pitch-black country lighted only by the pale gleam of an occasional spiralling shrimp”.

Colonies of teeming glorious life in the abyss. Photograph: NERC

Colonies of teeming glorious life in the abyss. Photograph: NERC

For the past two weeks, my colleagues and I have been exploring that pitch-black country further, by sending a remotely operated vehicle called Isis to the bottom of the Cayman Trough, which is located between Jamaica and the Cayman Islands, from the UK’s royal research ship, James Cook. We have surveyed the slopes of an underwater mountain twice as high as Ben Nevis, but whose summit still lies one-and-a-half miles beneath the waves. We have also investigated the world’s deepest undersea vents, three miles down in a volcanic rift on the ocean floor. And our journey has brought us face-to-face with new species of deep-sea creatures, from colonies of teeming glorious life in the abyss.

The area where we are working is part of the UK’s deep-sea territory, which covers an area 27 times greater than all of our land above the waves. Besides finding out what is in that unexplored realm, the goal of our expedition is to learn more about the geological forces that shape our world, the processes that govern the chemistry of the oceans, and how species disperse and evolve in the dark depths.

During our present expedition, we plan to collect sediment cores around the world's deepest known undersea vents. Photograph: NERC

During our present expedition, we plan to collect sediment cores around the world’s deepest known undersea vents. Photograph: NERC

But while we have been among the first to see this particular part of our planet, we have found that human rubbish has arrived here before us. The list of litter we have seen so far during dives includes two soft drink cans, one beer bottle, and a rusty food tin. And ours is just one expedition, glimpsing only one tiny nook of the vast ocean depths.

In the logsheets that we use to record our observations at the seafloor, we have several categories for any human impacts that we encounter. To pass the time during a recent three-hour descent to the ocean floor, one of my research students asked me which of the categories I had seen before in recent deep-sea expeditions. The answer was all of them. Discarded fishing nets? Yes, on underwater mountains in the Indian Ocean. Discarded longlines? Yes, more than a mile deep in the remote south Atlantic. Plastic? Yes, a shopping bag at a deep-sea vent in a Pacific marine protected area. Scrap metal? Yes, a tangle of discarded pipework on an undersea volcanic ridge north of the Azores.

Deep-sea pollution at 5,000 metres. Photograph: NERC

Deep-sea pollution at 5,000 metres. Photograph: NERC

Human-generated rubbish unfortunately has a long history in the deep ocean. In the age of steamships, for example, vessels dumped the remains of burned coal, known as clinker, from their engine rooms. Clinker changed the nature of the seafloor in well-travelled areas, transforming the seabed from soft sediment in which some forms of marine life can burrow, into cobbled areas suiting other life-forms that can anchor to hard surfaces. The scale of that transformation is such that clinker is now recognised as a seafloor type when we are mapping the deep ocean.

At the time that our great-great-grandparents were dumping clinker, however, they only had hazy notions about the depth of the oceans, let alone what was going on down there. Just starting to map the depth of the ocean, let alone visit it, required two technological advances. One was the ability to fix a ship’s position accurately far from land, solved by inventions such as John Harrison’s longitude-determining chronometer. The other was steam-powered winches, which helped early survey ships to pay out and haul in the miles of cable required to plumb the ocean depths.

Today we can gauge the large-scale landscape of the ocean floor from satellites, map it in far greater detail using sonar, and visit its most extreme depths with deep-diving vehicles. Plastic, meanwhile, has replaced clinker as a common contaminant of the deep ocean. During our present expedition, we plan to collect sediment cores around the world’s deepest known undersea vents to see if there are any microplastics here: tiny ground-down remnants of plastic that may now be quite ubiquitous in the oceans.

Although we might not think about it, our daily lives have an impact on the deep ocean, not just through items of litter that end up there, but increasingly through the resources that we use. We are fishing in deeper waters, extracting oil and gas from deeper waters, and now eyeing deposits of metals and rare earth elements on the ocean floor, needed for the ever-developing technology of our modern lives.

As our planet’s population continues to grow and develop, so will that impact. When William Beebe and Otis Barton first ventured into the deep ocean, the global population was around two billion people. Fewer than 80 years later, it is more than seven billion. But for the first time in human history, we can explore and investigate the half of our planet that lies beneath water more than two miles deep. With vehicles such as our Isis remotely operated vehicle, we can begin to understand the impact of our lives on the previously hidden face of our world.

So while my colleagues and I are exploring the deep ocean, we try to share what we are finding with anyone who wants to join us, through programmes of online outreach and work with the media. In this, too, we are following in the wake of William Beebe, who broadcast live on the radio during his bathysphere dives in the 1930s, describing what he was seeing.

However, I don’t expect that simply finding out more about the deep ocean will prompt anyone suddenly to care more about it. But at least ignorance of it can no longer be an excuse. And to plot our course ahead among the economic opportunities and environmental challenges that the deep ocean has to offer, we need to think deep thoughts.

• Jon Copley is aboard the RRS James Cook on a research mission to explore the ocean’s deepest hydrothermal vents. You can follow him on twitter at @expeditionlog and use #deepestvents for updates from current expedition. There is also a free eBook about deep-sea vents and other recent expeditions

Monday 25 February 2013 13.24 GMT
The Guardian

Plastics Makers: Litter and Marine Debris Are Solid Waste Management Problems

Contact: Jennifer Killinger (202) 249-6619
Email: jennifer_killinger@americanchemistry.com

Plastic debris, washed off the city streets of Los Angeles, gathers at the mouth of the Los Angeles River. (Rick Loomis / Los Angeles Times)

Plastic debris, washed off the city streets of Los Angeles, gathers at the mouth of the Los Angeles River. (Rick Loomis / Los Angeles Times)

WASHINGTON (February 15, 2013) – On February 14, 2013, the journal “Nature” published a commentary calling for plastic waste to be classified as hazardous. The American Chemistry Council (ACC) issued the following statement, which may be attributed to Steve Russell, vice president of plastics:

“America’s plastics makers agree that litter doesn’t belong in our oceans, waterways or any part of our natural environment. And, the global plastics industry has organized to combat the problem, sponsoring research and working in public-private partnerships. But the suggestions by the commenters in the journal Nature are neither justified nor helpful.

We agree that marine debris deserves serious attention; but it also deserves serious debate. The suggestion to classify plastic as hazardous waste does not reach that mark. The plastic products we use every day—from milk jugs, to food packaging and medical devices—are composed of stable, long-chain polymers. Plastics used in food contact and medical device applications are evaluated for safety by governments around the world. And the plastics identified by the authors as ‘higher priorities’ are used in durable applications (pipes, siding, roofing, refrigerators) which are not generally littered or found in the ocean.

Scientists have long understood that persistent organic pollutants (POPs) can bind to organic compounds, such as plastics; what is currently not known is whether pollutants bound to plastics are then bioavailable or a significant route for exposure to marine life. For example, NOAA has stated that ‘POPs have a high affinity for plastic in seawater. This is the basis for several POP sampling techniques, including passive sampling. While this high affinity results in elevated POP concentrations on microplastic particles, these POPs may not be readily bioavailable.

America’s plastics makers agree more research is needed on this subject, and we are supporting a comprehensive scientific review of this issue by the Joint Group of Experts on the Scientific Aspects of Marine Environmental Protection (GESAMP)2 working with international agencies and NOAA.

Moreover, in December the world’s leading plastics associations issued a Progress Report on the Global Declarationoriginally announced in March 2011 at the 5th International Marine Debris Conference. The Progress Report identifies more than 140 projects to prevent marine litter that are completed, underway or planned around the globe.”

For more information on efforts on marine litter please visit www.marinedebrissolutions.org.

1 NOAA http://marinedebris.noaa.gov/projects/pdfs/Microplastics.pdf Key Finding #5

2 Proceedings of the GESAMP International Workshop on Microplastic particles as a vector in transporting persistent, bio-accumulating and toxic substances in the ocean (June 2010)

February 15, 2013
AmericanChemistry.com: ACC News Releases