Plásticos que sufocam vida marinha estão na mira da iniciativa do G7 de limpar os oceanos

© Alain Bachellier https://flic.kr/p/a98hRC

© Alain Bachellier https://flic.kr/p/a98hRC

Bloomberg
Stefan Nicola e Brian Parkin
27/04/2015 | 15h59

(Bloomberg) – As maiores economias avançadas pretendem exortar o mundo a limpar as sacolas e garrafas de plástico que entopem os oceanos, incentivadas pela chanceler alemã Angela Merkel.

A Alemanha vai colocar a limpeza na agenda do G7 pela primeira vez na reunião do grupo em junho nos Alpes da Baviera, disse a ministra do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, em uma entrevista. O objetivo é incentivar os países a reduzir os resíduos provenientes de plásticos e de pequenas esferas usadas em esfoliantes corporais e pastas de dentes, que poluem o oceano e matam a vida marinha.

A iniciativa ecológica está entre as primeiras indicações de temas propostos pela Alemanha para a cúpula econômica mundial. Merkel, que foi Ministra do Meio Ambiente na década de 1990, pretende receber o presidente dos EUA, Barack Obama e os líderes do governo do Japão, do Reino Unido, do Canadá, da França e da Itália no Schloss Elmau, um hotel spa centenário, nos dias 7 e 8 de junho.

“Até agora ninguém levantou essa questão internacionalmente e queremos mudar isso”, disse Hendricks em Berlim. “Os resíduos de plástico são um enorme problema para a preservação dos animais selvagens. Eles estão literalmente morrendo de fome com o estômago cheio de plástico”.

À deriva até nas regiões polares, o lixo se acumula no mar em grandes redemoinhos de peixes, mamíferos marinhos e pássaros que morrem enredados nessa armadilha. Um vórtice de lixo no Pacífico Norte, quase do tamanho do Texas, carrega cerca de seis quilos de plástico para cada quilo de plâncton natural, de acordo com o Greenpeace.

Economia oceânica

Décadas de poluição significam que “a economia oceânica já está cambaleando”, disseram o Worldwide Fund for Nature e o Boston Consulting Group em um relatório publicado na quinta-feira. “Se o oceano fosse um país, ele teria a sétima maior economia do mundo”.

Merkel, cujo distrito eleitoral está no Mar Báltico, pretende informar uma conferência de cientistas em Berlim em suas metas na reunião de quarta-feira. Como primeiro passo, a Alemanha vai pedir que seus parceiros do G7 aceitem colocar os resíduos de plástico do mar na agenda das Nações Unidas, disse Hendricks na entrevista da semana passada.

Os resíduos plásticos geram US$ 13 bilhões em danos aos ecossistemas marinhos a cada ano, de acordo com o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas. A Califórnia e cidades como Chicago, Seattle e Portland proibiram o uso de sacolas plásticas que são utilizadas uma única vez.

A União Europeia quer reduzir o uso de sacolas de plástico de 176 por pessoa em 2010 para 40 unidades em 2025. O Japão pretende prosseguir os trabalhos sobre esse assunto quando presidir a reunião do G7 no ano que vem, disse Hendricks.

Os microplásticos presentes em bens de consumo, alguns tão pequenos quanto a ponta de um lápis, são um perigo específico para animais marinhos como peixes, mexilhões e plânctons que os ingerem e, ou se sufocam, ou transmitem as toxinas aos peixes maiores e, por fim, aos seres humanos.

A proibição do uso de microplásticos em bens de consumo poderia ajudar, disse Hendricks. “A médio prazo, não é impossível”, disse ela.

Título em inglês: ‘Plastics Choking Marine Life Targeted in G-7 Push to Clean Ocean

Para entrar em contato com os repórteres: Stefan Nicola, em Berlim, snicola2@bloomberg.net; Brian Parkin, em Berlim, bparkin@bloomberg.net

Caule Eco.lógicos surge para ser canal de referência entre produtores ecológicos, empreendimentos comerciais e consumidores finais

Para selecionar o que há de mais saudável pra você e pro planeta em termos de higiene e beleza

Janine Schmitz – Sócia-fundadora da Caule Distribuidora de Produtos Eco.Lógicos

Janine Schmitz, Sócia-fundadora da Caule Eco.Lógicos

por Janine Schmitz, da Caule Eco.lógicos

A cena se repete todo dia, infinitas vezes ao longo da vida de cada um, diante da gôndola temos de decidir o que comprar para nós e para nossa família.

A responsabilidade é enorme, mas em geral não percebemos. Quando escolhemos um produto, tirando-o da prateleira e levando para nossa casa, estamos decidindo que marcas permanecerão no mercado e crescerão e portanto, indiretamente, aprovando os valores que as regem.

Decidimos também qual será o impacto do descarte desse produto.

Cerca de 100% dos ingredientes de produtos de higiene e beleza convencionais são feitos de moléculas artificiais, sintéticas, imitam as naturais, mas não são naturais e por isso se comportam como o plástico em termos de biodegradação. Essas moléculas permanecerão por centenas de anos poluindo e prejudicando todos os seres na natureza, dos menores aos maiores, dos insetos como as abelhas aos maiores como os jacarés. Ainda que sejam invisíveis, essas moléculas tem um impacto negativo altíssimo. As microesferas de plástico são a parcela mais visível do problema dos ingredientes dos produtos de higiene e beleza.

Em geral não nos damos conta dessa responsabilidade e do poder, intrínseco ao consumo. Em alguns casos começamos a nos dar conta e nos assombramos, e por isso resolvemos fechar os olhos e pensar em outras coisas.

Comecei a me dar conta dessa responsabilidade e desse poder há mais de 10 anos, quando comecei a praticar o consumo consciente. Não foi fácil, mas foi e é instigante, envolvente, desenvolve minha criatividade e o mais importante dá sentido ao meu cotidiano.

Não existe a possibilidade de eu comprar algo sem ler o rótulo. E foi por querer compartilhar o que vou descobrindo de melhor, em termos de produtos de higiene e beleza saudáveis para as pessoas e o planeta, que criei a Caule Eco.lógicos.

Levei muitos anos tendo contato com informações e insights preciosos para chegar a discernir com maior facilidade um produto perigoso de um produto saudável. Dedico-me a continuar aprendendo e criar formas de passar as informações que tenho, adiante.

Com a amiga Suelen Sandri levo adiante a Campanha Beleza com Consciência para explicar para as pessoas os males dos ingredientes químicos sintéticos e os benefícios dos ingredientes naturais e orgânicos em produtos de higiene e beleza.

Escrevi o Guia de Cosméticos Saudáveis: guia.caule.com.br

E por último criamos o Aplicativo da Caule onde é possível acessar grande parte das informações necessárias pra fazermos escolhas mais conscientes em termos de terapias, higiene e beleza.

No aplicativo da Caule tem um link pro incrível aplicativo “Beat the Microbead” (Combata as microesferas), gerenciado no Brasil pela ABLM – Associação Brasileira de Lixo Marinho, que pelo código de barra de sabonetes, esfoliantes e cremes dentais identifica se na fórmula contém as microesferas de plástico. Parece mesmo mágica só escanear o código de barras e ter essa informação.

No próximo banho olhe com outros olhos o ralo, o destino do ralo é sempre o rio e tudo que passa pelo ralo, passou antes pela nossa pele que absorve grande parte dos produtos, nos nutrindo ou nos intoxicando e irá pro ambiente, o lar de muitos e a água de todos os seres.

Nosso corpo e ambiente são natureza, são terrenos biológicos, em nosso corpo os ossos correspondem aos minerais, a carne à terra, o sangue ao sistema hídrico, a respiração, ao ar, nosso sistema digestivo ao fogo. Todos esses sistemas são profundamente agredidos por elementos sintéticos já que não falam a mesma língua.

Cuidar do nosso corpo como extensão do planeta e cuidar do planeta como extensão do nosso corpo é uma escolha simples e revolucionária. Decida com consciência o que comprar e o que usar e por consequência sua saúde e do ambiente vão melhorando também.

“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”.
São Francisco de Assis

Tweet do dia – Paulo Alexandre

Lixo nos mares e oceanos: uma tragédia ambiental crescente, sem fronteiras e sem controle

Greenpeace ©, Carè ©/Marine Photobank

Greenpeace ©, Carè ©/Marine Photobank

por Sandro Ari Andrade de Miranda, do Sul21
27/jan/2015, 9h00min

Os números são assustadores: por dia são encontradas, em média, seis tartarugas marinhas mortas na praia do Cassino, em Rio Grande/RS. Conforme dados do “Projeto Tartarugas no Mar”, em novembro de 2014 foram encontradas 124 tartarugas mortas desde o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, em Tavares, até as praias de Chuí, na fronteira com o Uruguai. Um mês depois, este número subiu para absurdos 226 animais. Ainda segundo dados dos pesquisadores, 85% das tartarugas encontradas mortas no litoral gaúcho apresentam lixo descartado por seres humanos no estômago.

O cenário identificado em Rio Grande não é uma exclusividade da cidade gaúcha. Em todo o território nacional, aliás, em todo o planeta, é crescente a morte de espécies marinhas pela ação predatória do homem, seja pela pesca ou caça descontrolada, ou pela poluição e lançamento de efluentes e resíduos sólidos nos mares e oceanos.

Assim, não apenas tartarugas, como golfinhos, baleias, toninhas, focas, leões marinhos, e todos os tipos de peixes e aves marinhas, são diariamente vitimados pelas alterações das condições de saneamento das águas ou pelo consumo de lixo. Aqui não falo de desastres ambientais como o do navio Ger-Maersk, no Rio Elba, mas de um descarte contínuo de material poluente nos oceanos, capaz de criar verdadeiras ilhas de lixo em regiões como a costa oeste dos Estados Unidos e do Canadá e outras regiões do Oceano Pacífico.

Em 2008 foram encontrados 134 tipos de materiais de pesca no estômago de duas baleias da espécie cachalote no litoral norte-americano. Uma baleia, da espécie Cuvier, encalhou no litoral da França com 30 quilos de plástico no estômago. Calcula-se que 250.000 aves são vítimas de intoxicação por hidrocarbonetos anualmente na Grã-Bretanha.

Aliás, os plásticos e os metais, pela demora na dissolução, são os maiores causadores de mortes, lesões e ferimentos de espécies marinhas, tema este que já foi objeto de alerta pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, no ano de 2011. O crescimento constante do uso de plástico e o baixíssimo índice mundial de reciclagem do material, apenas contribuem para o aumento do problema.

Outro exemplo de desequilíbrio ambiental que tem sido observado diariamente, especialmente na época de veraneio, é o aumento de medusas, caravelas, águas-vivas e outras formas de cnidários nas praias, situação esta que é determinada pelo crescimento na reprodução destas espécies em razão da elevação da acidez das águas oceânicas, e pela morte indiscriminada dos seus principais predadores, notadamente de tubarões.

Mas de onde vem essa degradação ambiental? Existem pelo menos quatro grandes causadores da poluição no mar por lixo: o depósito inadequado de resíduos urbanos; a atividade desregrada de turistas no veraneio; o descarte deliberado de resíduos pelo mercado industrial e por alguns países para fugir das regras de controle de resíduos; o lançamento de resíduos pela navegação comercial e turística.

Começamos pelo mais evidente, que é a gestão inadequada dos resíduos urbanos. Não é preciso ser um grande mestre em geografia para verificar que a grande maioria grandes metrópoles planetárias está próxima ou do litoral ou de cursos d’água. Este modelo de ocupação tem uma determinante histórica importante que é a facilidade de comunicação e, por via de consequência, de comércio.

Os mares, rios e oceanos sempre foram os grandes meios de locomoção internacional no passado e, ainda hoje, em diversas regiões, preservam tal característica. Por esta razão, as grandes cidades foram erigidas no litoral ou próximo dele, mas quase nunca estabelecendo uma relação equilibrada com a natureza.

Pois os mesmos rios, lagos e lagoas que no passado conduziam embarcações, hoje carregam milhões de toneladas de efluentes domésticos e industriais, e de resíduos sólidos para os mares e oceanos. Quando este material poluente chega às áreas estuarinas da costa, acaba se juntando com os resíduos descartados pelos moradores das cidades litorâneas, criando um verdadeiro desastre ambiental.

O lixão de “Fresh Kills”, em Nova York, por exemplo, nos limites da cidade com o Oceano Atlântico, antes do seu fechamento e início da recuperação em 2001, possuía montanhas com 50 m de altura, formadas apenas por resíduos sólidos. Conforme relato de Lester Brown, o antes o maior lixão do mundo chegou a receber, diariamente, mais de 550 caçambas reboque contendo apenas lixo, formando um comboio de 14 km na entrada do depósito, o que demonstra o tamanho do problema.

Mas se “Fresh Kills” já apresenta caminhos para a solução, o mesmo não ocorre com a imensa barreira de resíduos sólidos formada no Oceano Pacífico, entre o Havaí e a costa da Califórnia. O “Lixão do Pacífico” é o maior depósito de resíduos ilegal e a céu aberto do mundo na atualidade, ocupando uma área 1,2 milhão de quilômetros quadrados, numa linha de 1,5 mil Km, com pedações de plásticos, metais e outros detritos. Para dar uma dimensão do problema, a área ocupada pelo depósito de lixo entre a Ásia e os Estados Unidos corresponde a 15% do território brasileiro.

Apesar da natural dispersão do lixo nas ondas do oceano, o que não diminui o impacto da tragédia, já é possível observar a consolidação da barreira por imagens de satélite. A grande maioria dos resíduos dessa região é lançada nos cursos hídricos pelas redes de drenagem pluvial das cidades, pelos aterros e lixões construídos na costa, e pelas embarcações. Aliás, o peso do descarte ilegal de resíduos no mar por embarcações é algo que não pode ser desconsiderado e, novamente, o caso de Nova York volta a ser exemplo.

Durante a gestão de Michel Bloomberg na maior cidade norte-americana foi proposta a redução das despesas públicas com a reciclagem de metais, vidros e plásticos. A alegação do dirigente nova-iorquino era de que a medida permitiria uma economia orçamentária e a transferência de recursos para outras áreas, como segurança pública. Ocorre que muitos desconfiam da existência de outras motivações para a proposta, lembrando que a Revista Forbes considera Bloomberg como um dos 20 homens mais ricos do mundo.

Na verdade, todos os indicadores demonstram que a gestão seletiva de resíduos sólidos e a reciclagem destes materiais, além dos benefícios ambientais, apontam para uma redução da despesa pública num prazo não muito longo, especialmente com o aumento da capacidade de suporte dos aterros, com a economia de energia e água, e com a geração de outras atividades econômicas. Infelizmente, esses números não satisfazem os profetas do neoliberalismo, do ajuste fiscal e do corte dos investimentos do estado nos serviços públicos, como observamos diariamente na mídia.

Logo, não é por acaso que enfrentamos diariamente uma tragédia ambiental em diversos cantos do planeta na gestão de resíduos sólidos, fruto, especialmente, nos vários anos de pregação do pensamento neoliberal em vários cantos do planeta.

No Brasil, por exemplo, os investimentos em saneamento somente foram retomados com o Plano de Aceleração do Crescimento, na segunda metade da década passada. Durante todo período composto pelas décadas de oitenta e noventa do século XX, as políticas de saneamento no país viveram à mingua. Foi o período de domínio da ideologia neoliberal e da pregação do ajuste fiscal, cujo resultado mais evidente é a verdadeira catástrofe ambiental em que se caracteriza a crise da água no Estado de São Paulo.

Depois de 16 anos de governo tucano, sem uma política de investimentos descente no campo do saneamento ambiental, a maior zona metropolitana do Brasil vive torturada pela falta d’água. As soluções apresentadas pelo governo de Geraldo Alckmin para combater a seca são a demonstração clara de falta de preocupação com os resultados futuros e de má gestão do saneamento.

Se num primeiro momento os sucessivos governos do PSDB não investiram um centavo na melhoria das redes de captação, na recuperação de mananciais hídricos e outras soluções para o problema no abastecimento, quando a seca bateu na porta resolveram apelar para a irresponsabilidade e para o populismo.

A primeira medida lamentável foi esconder o racionamento de água para não enfrentar a crítica eleitoral, a segunda foi a utilização da reserva do chamado “volume morto”. Ora, qualquer aprendiz de física sabe que a reflexão dos raios solares pelos cursos d’água contribui para combater a seca e diminuir a temperatura. Quando o governo Alckmin atacou o “volume morto” das fontes de captação, além de gastar mais com o tratamento de água, também diminuiu a umidade das bacias e a reflexão dos raios solares, resultando numa elevação da temperatura. Quanto maior a temperatura, maior a evaporação. E quanto maior a evaporação, maior a seca e, assim, um ciclo sem fim.

Mas o que ocorre em São Paulo atingiu em maior ou menor escala todos os países que adotaram o receituário neoliberal e a cantilena do ajuste fiscal. O dinheiro que poderia ter sido utilizado para melhorar a gestão do saneamento das cidades, acabou sendo drenado para o sistema financeiro, para o pagamento de juros, enriquecendo um número insignificante de pessoas.

Enquanto os barões da bolsa enriqueciam, bilhões de pessoas passaram a conviver com a falta de saneamento e com os efeitos nefastos de uma crise ambiental, crise esta que já era conhecida por todos os governos na década de sessenta do século passado.

O corte de recursos, além de diminuir os investimentos em políticas de saneamento e educação ambiental, também diminuiu a capacidade do poder público de fiscalizar a poluição, na medida em que ficou impedido de investir sistemas e tecnologias mais avançadas para o controle ambiental.

Algumas das soluções encontradas para enfrentar a falta de recursos foram orientadas pelo oportunismo e pela irresponsabilidade, sendo um exemplo comum o descarte de lixo no mar. Muitos governantes ainda pensam que os mares e os oceanos são “terra de ninguém”, e contam com a impessoalidade das marés para não identificar os causadores dos danos. O resultado pode ser visto ao longo das praias, em todas as costas, em todos os países: lixo, morte, doenças, destruição…

O último elemento para a tragédia dos mares é difuso e responsabilidade de todos, que é manter a limpeza das ruas, dos cursos d’água, das redes de escoamento e das praias. Todas as vezes que uma pessoa resolve lançar um pedaço de papel na rua, uma garrafa pela janela do carro, ou esconder o lixo num montinho de areia na praia, está contribuindo para a destruição do ambiente e para formar lixões como o do Havaí-Califórnia.

O resultado da ação poluidora humana está promovendo a contaminação das águas, do solo, da areia das praias, um “verdadeiro genocídio” de espécies aquáticas, além do aumento da fome e do desemprego das comunidades pesqueiras.

Portanto, poluir os mares e os oceanos é muito mais do que uma conduta inconsequente. É um crime contra o ambiente, contra as outras espécies, contra a humanidade e as gerações futuras.

Sandro Ari Andrade de Miranda é advogado e mestre em Ciências Sociais

Ambiente marinho é prejudicado pela poluição por microplástico

Entrada de “pellets” nos ambientes marinhos e costeiros pode trazer graves consequências aos ecossistemas e até mesmo aos seres humanos. Diretrizes e ações por parte de órgãos públicos e privados são necessárias no Brasil

© Global Garbage Brasil

© Global Garbage Brasil

Por Stella Correia Bonici, da Agência Universitária de Notícias
Edição Ano: 48 – Número: 02 – Publicada em: 20/01/2015

Visando analisar a origem da poluição por microplásticos – grânulos de matéria plástica com menos de 5 milímetros de diâmetro, também chamados de “pellets” – nos oceanos, suas consequências e possíveis soluções para o problema, a pesquisadora do Instituto de Oceanografia (IO) da Universidade de São Paulo (USP), Flávia Cabral Pereira, desenvolveu seu estudo de mestrado. Atualmente, a poluição marinha por microplástico, material encontrado em diversos ambientes marinhos e costeiros do Brasil e do mundo, é uma grande preocupação, principalmente em função de sua elevada capacidade de dispersão e resistência à degradação.

Comumente componentes do lixo marinho, os pellets provavelmente chegam aos oceanos através de perdas acidentais durante o transporte oceânico ou do escoamento por drenagem de perdas de processos industriais. Encontrados em áreas próximas a centros urbanos e portos, e até mesmo em alto mar, apenas três ocorrências da presença do material foram formalmente publicadas no Brasil, na cidade de Santos, São Paulo, em Tamandaré, Pernambuco, e Fernando de Noronha. Porém, coletas do Projeto Marplast, convênio entre a Plastivida e o IO, revelam que outras praias em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro de Santa Catarina também são alvo do contaminante.

O objeto de estudo da tese são os microplásticos primários, resinas termoplásticas que podem ser transportados na forma de grãos ou pó. “Uma visão macro utilizada como critério de análise para este trabalho permite identificar duas fases distintas na cadeia dos plásticos como um todo: pré-consumo e pós-consumo. Estes microplásticos podem ser considerados como existentes apenas na etapa pré-consumo, tendo em vista que são produzidos pelas indústrias de segunda geração (produtoras) e moldadas nas indústrias de terceira geração (transformadoras). Então, a partir daí, eles dão origem aos mais diversos produtos plásticos que chegam ao consumidor final, como embalagens, brinquedos, componentes automotivos, utilidades domésticas, peças para a indústria eletroeletrônica e para a construção civil, dentre uma infinidade de outras aplicações”, completa Flávia.

Essas partículas são um problema em potencial aos organismos vivos, uma vez que a ingestão de plástico pode gerar bloqueio intestinal ou úlceras no estômago, reduzindo a absorção de nutrientes, além de provocar uma falsa sensação de saciedade e alterações hormonais prejudiciais à reprodução dos animais. “Além disso, a superfície dos pellets pode absorver poluentes orgânicos persistentes (POPs), como PCBs (Bifenispoliclorados) e DDTs (DicloroDifenilTricloetano), contaminando os animais que os ingerem e causando problemas hormonais, o que pode acarretar em alterações nas taxas de crescimento e reprodução, inclusive levando à morte. Ainda, aditivos químicos como corantes e antioxidantes, comumente adicionados à composição das resinas termoplásticas para alterar suas características naturais e aprimorar seus usos finais podem ser tóxicos provocando efeitos nocivos aos organismos”, afirma a pesquisadora.

Brasil precisa de soluções

No âmbito internacional, o problema da poluição por microplásticos já teve algumas iniciativas desenvolvidas, como é o caso do programa “pellet zero”, ancorada no programa Operation Clean Sweep (OCS). O programa consiste na apresentação de um manual com orientações para auxiliar a gestão das operações nas indústrias de plástico, com o objetivo de reduzir a perda do composto para o ambiente.

No caso brasileiro, a simples tranposição dos programas internacionais para a realidade do país não resolveria o problema, porque primeiramente é necessário levantar informações sobre a produção e a logística das indústrias, dados que ainda não estão disponíveis no país. “Além disso, não é possível absorver diretamente os manuais produzidos por outros países em uma proposta nacional, tendo em vista que realidades diferentes refletem problemas, lógicas e, consequentemente, soluções distintas. Importar uma solução proposta em outro contexto e realidade incorre, em grande probabilidade, na geração de resultados ineficientes e incoerentes, não adequados para solucionar o problema em questão”, explica.

Para Flávia, a resolução do problema vem através de uma interlocução entre iniciativa privada, órgãos públicos do poder e sociedade civil. “A solução do problema de forma integrada e sistêmica perpassa pelo envolvimento dos principais atores mapeados , como proposto pela Estratégia de Honolulu, que marca uma nova abordagem transetorial para ajudar a reduzir a ocorrência de lixo marinho, bem como os danos que esses resíduos provocam nos habitats marinhos, na economia global, na biodiversidade e na cadeia alimentar humana.”

Fonte: Instituto Oceanográfico – USP

Plataforma EducaRES reúne experiências em resíduos sólidos

Conheça mais de 150 boas soluções que promovem educação ambiental e comunicação social

por Tinna Oliveira, do Ministério do Meio Ambiente

Projeto Rio Tigre. Foto: Eloverde

Projeto Rio Tigre. Foto: Eloverde

Mais de 150 experiências sobre educação ambiental e comunicação social com resíduos sólidos estão disponíveis na plataforma virtual EducaRES. Essa nova ferramenta digital tem o objetivo de divulgar ações que ajudem a enfrentar os desafios da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) proporcionando aos gestores, catadores de material reciclável e cidadãos em geral, a oportunidade de buscar boas iniciativas de todas as regiões do país.

No ano passado, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou um edital público que selecionou 84 ações de referência. Foram escolhidas até 30 experiências de cada segmento (sociedade civil, poder público e setor privado).

As práticas selecionadas foram reconhecidas como “Práticas de Referência EducaRES” e aparecerem de forma diferenciada na plataforma. Os critérios para seleção foram: caráter inovador, condições de replicabilidade, continuidade nos processos de educação ambiental ou de comunicação, gestão integrada, coerência entre princípios e ações, abrangência territorial, dentre outros.

As experiências selecionadas também serão recomendadas pelo Ministério do Meio Ambiente como referência para compor materiais pedagógicos e técnicos de publicações e processos formativos, presenciais ou a distância, produzidos pelos governos no âmbito federal, distrital, estadual e municipal.

AÇÕES EDUCATIVAS

Projeto Rio Tigre. Foto: Eloverde

Projeto Rio Tigre. Foto: Eloverde

As experiências estão disponíveis no site da plataforma para qualquer pessoa acessar, clicando em “ver práticas”. É possível localizar práticas por tipo de público, de resíduo ou regiões e municípios onde a iniciativa ocorre.

É o caso do projeto Rio Tigre, em Erechim (RS), desenvolvido pelo Instituto Sócio Ambiental Vida Verde (Eloverde). A proposta da iniciativa é estimular, envolver e criar ações proativas para contenção do lixo nas comunidades do entorno do rio Tigre com a instalação de quatro redes.

Com essas redes, já foram retiradas 22,5 toneladas de resíduos diversos por 157 pessoas. Foram formados 150 professores que desenvolvem projetos de educação ambiental nas escolas em que atuam (conheça mais sobre o projeto).

A Plataforma EducaRES continua recebendo inscrições de práticas de educação ambiental e comunicação social com resíduos sólidos. Os interessados podem utilizar a plataforma para divulgação de suas experiências a qualquer momento, acessando o site e preenchendo a ficha com os dados solicitados.

INOVAÇÃO

Coordenada pelo Departamento de Educação Ambiental, da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC), a plataforma faz parte da Estratégia Nacional de Educação Ambiental e Comunicação Social para a Gestão de Resíduos Sólidos.

A iniciativa está de acordo com a Lei da Política de Resíduos (12.305/2010), que procura fortalecer as ações educativas e de comunicação voltadas para a necessária mudança cultural que a política exige, em relação à produção, consumo e destinação de resíduos, reunindo e difundindo as iniciativas inovadoras que a própria sociedade tem formulado e experimentado.

Edição: Vicente Tardin
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – Telefone: 61.2028 1227

Em Movimento vai acompanhar um dia de limpeza com stand up paddle

Você é o nosso convidado para ajudar a deixar a Curva da Jurema limpinha

Prancha de stand up paddle adaptada para recolher lixo no mar (Foto: Rafael Braga)

Prancha de stand up paddle adaptada para recolher lixo no mar (Foto: Rafael Braga)

por TV Gazeta/ES
19/12/2014 18h23

Sábado (20) é dia de cair na água para cuidar do meio ambiente. O Em Movimento vai acomapnhar uma ação de limpeza das praias da Curva da Jurema, Ilha do Boi e Ilha do Frade com a galera do stand up paddle.

Para participar, é só chegar na praia da Curva da Jurema, perto do Iate Clube, às 8 horas da manhã, e encontrar a nossa galera.

Se não tiver prancha, você pode alugar nas escolinhas de stand up da praia. Você aproveita o dia de sol, dá uma remada e ainda ajuda o meio ambiente.

O resultado dessa ação você confere no próximo sábado (27), às 9 horas da manhã, no Em Movimento. Contamos com a sua presença!

Barraqueiros do Leblon terminam curso de educação ambiental e fazem trabalho de conscientização

Eles percorreram a praia nesta terça-feira e conversaram com banhistas sobre a importância do descarte adequado do lixo

Foto: Ascom SEA

Foto: Ascom SEA

por Ascom SEA
16/12/2014 – 00:00h – Atualizado em 17/12/2014 – 09:47h

Os barraqueiros da Praia do Leblon, formados no curso de capacitação de monitores socioambientais da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), já estão colocando em prática o que aprenderam em sala de aula. Nesta terça-feira (16/12), eles percorreram a praia, recolhendo o lixo deixado pelos frequentadores. Coletaram desde o coco até pequenos resíduos, como tampinhas de garrafas e canudos, que ficam enterrados na areia, depois da passagem dos garis da Comlurb. Além de fazer esse trabalho de limpeza, os barraqueiros também conversaram com os banhistas, explicando a importância do descarte adequado do lixo nos contêineres espalhados pela orla carioca.

Apesar do trabalho de conscientização, alguns frequentadores ainda resistem. É o que conta Clara Martins, de 19 anos, que trabalha em uma barraca na altura do Posto 12. Ela lembra que muitos banhistas não dão a mínima e dizem que “isso é serviço de gari ou de quem está me atendendo na praia”, acrescentando que o trabalho de conscientização tem surtido efeito. Segundo ela, muitos frequentadores, agora, começam a dar o bom exemplo e guardam os próprios resíduos.

Foto: Ascom SEA

Foto: Ascom SEA

Essa mudança de cultura é gradual, conforme destacou o professor da UERJ, parceira da secretaria no curso de capacitação, e coordenador- adjunto do programa Praia Limpa, Otávio Rocha Leão. “Por mais que a Comlurb faça o trabalho de limpeza, é descartado muito material na praia. E a gente está tentando, através dos barraqueiros, criar uma cultura de praias limpas, um dos principais atrativos turísticos do Rio de Janeiro”.

Otávio Rocha Leão explicou ainda que o trabalho feito nesta terça-feira faz parte de uma pesquisa que vai apontar os hábitos dos banhistas e quais são os resíduos mais comuns deixados na areia. Durante o curso, que durou noventa dias, os barraqueiros do Leblon entrevistaram 800 frequentadores da praia. As informações vão compor o inventário do lixo, que poderá ajudar a aprimorar o serviço de limpeza. Atualmente, os garis da Comlurb recolhem até 70 toneladas de resíduos nos dias de semana. Aos sábados, são 120 toneladas. E aos domingos, são 180 toneladas de lixo recolhidas na orla do Rio. A Secretaria de Estado do Ambiente pretende levar o programa Praia Limpa a todo o litoral carioca, até os Jogos Olímpicos de 2016.

Congresso mantém veto à prorrogação de prazo para acabar com lixões

por Agência Senado
17/12/2014, 13h41

Pedro França/Agência Senado

Pedro França/Agência Senado

O Congresso Nacional manteve nesta quarta-feira (17) o veto do governo à prorrogação, por mais quatro anos, do prazo para que os municípios eliminem os lixões, encerrado em 3 de agosto deste ano. O novo prazo, com alteração na Política Nacional de Resíduos Sólidos, havia sido aprovado pelos parlamentares no projeto de lei de conversão da Medida Provisória 651/2014.

Na justificativa do veto, o Executivo argumenta que a prorrogação do prazo contraria o interesse público, por adiar a consolidação de aspectos importantes da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Além disso, conforme a mensagem presidencial, o veto decorre de acordo realizado no Senado com lideranças parlamentares.

Outro veto mantido derruba artigo do projeto de lei de conversão que desonerava o látex para a fabricação de pneus na Zona Franca de Manaus.

A votação, por acordo entre lideranças, gerou protestos de alguns deputados, por ter sido feita em bloco – eles reivindicavam o direito de decidir pela manutenção de alguns vetos e pela derrubada de outros. Foram vetados dez dispositivos do projeto.

Estado reforça ações de saneamento da baía

Novas unidades de tratamento melhoram a qualidade das águas

Jurujuba, Niterói, Baía de Guanabara. Foto: Alex Coleti | flickr.com/alexcoleti

Jurujuba, Niterói, Baía de Guanabara. Foto: Alex Coleti | flickr.com/alexcoleti

por Veronica Lopes
09/12/2014 – 08:57h

A melhoria na qualidade das águas da Baía de Guanabara é um dos principais legados da Secretaria do Ambiente este ano. Ao longo de 2014, foram feitas ações que integram o Plano Guanabara Limpa, dentre elas a Baía sem Lixo, o início das obras de saneamento da Marina da Glória, a reconstrução das Estações de Tratamento de Esgoto da Pavuna e São Gonçalo, a criação do sistema de coleta e tratamento de esgoto de Alcântara e o programa Sena Limpa.

O projeto Baía sem Lixo começou em janeiro com a operação de três ecobarcos que realizam a coleta de lixo flutuante na Baía de Guanabara. No fim de julho, outras sete novas embarcações foram contratadas pela secretaria. Com isso, cerca de 45 toneladas de resíduos são recolhidas mensalmente. Em julho, três das 11 ecobarreiras instaladas em rios do entorno da baía (nos rios Irajá e Meriti e canal do Cunha) foram reconstruídas. Juntas, as 11 ecobarreiras são responsáveis pela retenção de cerca de 300 toneladas de lixo por mês.

Veja o mapa do projeto de operação das ecobarreiras, ecopontos e embarcações

As obras de saneamento da Marina da Glória também começaram este ano, em outubro, com a construção de uma galeria de cintura. Serão implantados mil metros de galerias coletoras com 400 a 700 milímetros de diâmetro, estação elevatória de esgotos com capacidade para 450 litros por segundo, totalmente subterrânea, e que utiliza técnicas avançadas de redução de consumo de energia elétrica.

As Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Pavuna e São Gonçalo passaram por obras de reconstrução durante este ano, ambas com recursos do Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental). A primeira, com capacidade para tratar 1,5 mil litros de esgoto por segundo, já está operando com 750 litros por segundo, beneficiando cerca de 500 mil pessoas. Já a ETE São Gonçalo iniciou a operação em outubro, tratando 300 litros de esgoto por segundo em fase primária. Até o fim do ano, deve passar a operar com 800 litros de esgoto por segundo em etapa secundária.

Municípios do interior do estado também foram beneficiados com ações de saneamento básico durante o ano. As obras em Paraty, iniciadas em junho, vão favorecer 26 mil habitantes, 70% da população.

– Haverá redução do lançamento de esgoto in natura nos rios e praias da Baía de Ilha Grande, favorecendo o meio ambiente – disse o secretário Carlos Portinho.

Volta da balneabilidade no Leme

Outra novidade foi a volta da balneabilidade da Praia do Leme, resultado do programa Sena Limpa, parceria com o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), a Cedae, o Rio Águas e a Secretaria Municipal de Habitação. O projeto também começa a favorecer por meio de obras de saneamento as praias da Ilha de Paquetá, da Urca e da Bica, na Ilha do Governador.

Duas obras licitadas este ano também colaboram para a limpeza da baía. Em julho, começaram as obras do sistema de coleta e tratamento de esgoto de Alcântara, em São Gonçalo. O empreendimento vai beneficiar inicialmente 230 mil pessoas, além de reduzir em 800 litros por segundo (média/dia) o volume de esgoto lançado in natura nas águas da baía.

Recuperação de lagoas na Zona Oeste

Em junho, foi lançado o projeto de Recuperação do Sistema Lagunar da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, que inclui a dragagem das lagoas de Marapendi, da Tijuca, do Camorim e de Jacarepaguá, além dos canais da Joatinga e de Marapendi.

Já o Inventário Florestal do Rio de Janeiro apresentou seus primeiros resultados em setembro deste ano. O levantamento inédito identificou 31 espécies de vegetais ameaçados de extinção em território fluminense. O objetivo do trabalho é encaminhar 15 mil amostras de plantas para o Jardim Botânico até o fim de 2015. Durante este primeiro ano, o projeto catalogou 1,2 mil espécies e alertou sobre a necessidade de conservação de exemplares raros da flora.

Nova ETE favorece Arraial do Cabo

O município de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, recebeu em julho um Sistema de Esgotamento Sanitário, localizado no bairro de Monte Alto, que inclui a ETE de Figueira, com capacidade para tratar 15 litros de esgoto por segundo, três estações elevatórias e implantação de rede coletora de esgoto, com cerca de dez quilômetros. O novo sistema foi criado para beneficiar 9 mil habitantes, além de reduzir a quantidade de esgoto in natura despejado na Praia de Monte Alto.

A secretaria também deu continuidade ao programa Lixão Zero, que tem como meta a erradicação de todos os lixões do estado.