Praia limpa é a minha Praia!

Praia limpa é a minha Praia!” é um livro voltado para o público infantil, que aborda os problemas resultantes da poluição causada pelo lixo deixado pelos freqüentadores nas praias. Utilizando os organismos que ocorrem nestes ambientes (Tatuí, Maria Farinha, Molusco, entre outros), o livro vivencia o dia a dia destes organismos frente a este grave problema ambiental e visa através de duas personagens crianças (Juju e Guigui) uma aproximação e identificação com seus leitores infantis; buscando promover nestes a reflexão sobre o tema e a disseminação da conscientização da preservação ambiental. Para tal, espera-se que este livro seja utilizado como ferramenta de apoio, a ser trabalhada no ensino de temas ligados ao meio ambiente em diferentes séries do ensino fundamental, em escolas públicas e privadas; uma vez que aborda questões sobre poluição aquática, diversidade nos ambientes costeiros e preservação ambiental.

Praia limpa é a minha Praia!

Praia limpa é a minha Praia!

Carioca, pai de Júlia e de Guilherme, Fábio Vieira de Araujo é formado em Biologia Marinha pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ. O mestrado em Ecologia e o doutorado em Microbiologia também foram pela UFRJ. Atualmente, é professor adjunto da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ, e responsável pelas disciplinas Ecologia e Biologia Marinha. Participa de diversos projetos de pesquisa e extensão, entre eles, o “Praia limpa é a minha praia”, do qual este livro faz parte. Por meio de atividades de educação ambiental, busca conscientizar os frequentadores das praias sobre a importância da preservação desses ambientes. E, claro, adora praia!

Vieira & Lent Casa Editorial

Professor aprende a reciclar lixo para saber como ensinar

Um dos aprendizes de Ed. Ambiental possui uma bicicleta feita de garrafa PET

Por Giovana Brugnerotto

Educadores aprendem a transformar lixo em algo utilizável. Foto: Edmilson Lelo

Educadores aprendem a transformar lixo em algo utilizável. Foto: Edmilson Lelo

A Secretaria de Educação (Seduc) está realizando um treinamento com 1.200 professores para que eles revejam suas formas de ensinar, tornando suas aulas mais atraentes. Na oficina sobre Educação Ambiental, por exemplo, os educadores estão aprendendo a transformar lixo em algo utilizável, além de como produzir hortas orgânicas e conhecer melhor a fauna e flora do mangue. Esta sexta-feira (15) é o último dia da aula, que acontece no Portinho.

O projeto faz parte da 3ª Jornada Pedagógica, que está sendo realizado em oito escolas-polos, tem como objetivo fazer com que todos professores da rede municipal reflitam e aprimorem suas práticas pedagógicas. Com o tema “Ampliando suas Possibilidades”, a iniciativa está levando o professor para a sala de aula na condição de aprendizes.

Quinta-feira (14), pelo menos 100 educadores de diversas áreas docentes foram para a Área de Lazer Ézio Dall Acqua, mais conhecida como Portinho. Na escola de Educação Ambiental, eles participaram de três atividades voltadas à conscientização ambiental: oficina de reciclagem, oficina de plantio e passeio de barco pelo manguezal.

Na oficina de reciclagem, todos aprenderam como produzir uma carteira com caixinha de leite. Também realizaram plantio de algumas espécies utilizando potes de sorvete, manteiga, entre outros materiais recicláveis, além de conhecerem a estufa com hortas orgânicas e hidropônicas. Os encantos do manguezal foram outros módulos do curso, que destacou a vegetação característica e algumas espécies da fauna típica como caranguejo, biguá, garça e o guará vermelho.

De acordo com a coordenadora de Educação Ambiental, Glória Cristina Bruno, a capacitação visa despertar o interesse dos professores em desenvolver junto aos alunos atividades em defesa do meio ambiente. “As atividades são dinâmicas e atrativas, envolvem assuntos sobre a importância de cada ecossistema, o valor das pequenas atitudes para a preservação da natureza e as consequências de sua degradação”, enfatiza.

Para a professora de Complementação Educacional, Vanessa Cerejo Paulino, ensinar os estudantes sobre o papel da natureza para a vida humana é importante. “É fundamental incentivar os alunos a respeitar o meio ambiente, reutilizando materiais que seriam jogados no lixo, por exemplo. A gente ensina dentro da escola e eles levam a lição para casa. É mais fácil as crianças levarem para a escola uma caixinha vazia de leite do que uma cola com glitter”, destaca Vanessa.

Bicicleta de PET – O professor de Educação Física, Waldomiro Correa Júnior, dono de uma bicicleta feita com garrafa pet, não teve dúvida na hora da escolha pela capacitação ambiental. “Além de ser uma terapia, é uma forma de resgatar a sensibilidade entre as pessoas. Tudo o que aprendemos são valores e atitudes comportamentais que serão aplicados no dia a dia dos alunos”, garante o professor.

Adepto da sustentabilidade, Júnior também faz um mancebo para roupas com caule de goiabeira e cabos de guarda-chuva.
A chefe do Departamento Pedagógico, Rosana Banzato, explicou o significado do tema ‘Ampliando Possibilidades’: “Os professores têm a oportunidade de descobrir e explorar novas opções para tornar o ensino mais atraente aos alunos, além da interação entre eles por meio da troca de experiência”.

Além da escola de Educação Ambiental, outros setes polos (confira os endereços abaixo) participam da Jornada Pedagógica. As atividades ocorrem de manhã (das 7 às 11 horas), à tarde (das 3h30 às 17h30) e à noite (das 19 às 22 horas).

Os educadores realizam diversos tipos de oficinas envolvendo os temas: Programa de Educação Inclusiva e Atendimento Educacional Especializado (AEE); Estratégias de Ensino do aluno com Deficiência Auditiva; Superando as Dificuldades de Aprendizagem; Conexão Pedagógica; Ciências; Alfabetização Consciente; SuperEscola; Arte e Cultura; Lousa Digital e Porto do Saber.

Confira os endereços dos polos:

Polo 1: EM Roberto Mário Santini (Rua Quito, 81, Guilhermina)
Polo 2: EM Carlos Roberto Dias (Rua Duque de Caxias, 999, Boqueirão)
Polo 3: EM São Francisco de Assis (Rua Cornélio Procópio, 300, Boqueirão)
Polo 4: EM Ronaldo Lameira (Avenida Irmãos Adornos, s/n, Sítio do Campo)
Polo 5: EM Estina Campi (Rua Xixová, 1.100, Canto do Forte)
Polo 6: Porto do Saber (Avenida São Paulo, 900, Boqueirão)
Polo 7: Palácio das Artes (Avenida Presidente Costa e Silva, 1600, Boqueirão)
Polo 8: Escola de Educação Ambiental (Rua Paulo Sérgio Garcia, 424, Jardim Intermares – dentro do Portinho).

Notícia do dia 15/2/2013
Prefeitura de Praia Grande