Barraqueiros do Leblon terminam curso de educação ambiental e fazem trabalho de conscientização

Eles percorreram a praia nesta terça-feira e conversaram com banhistas sobre a importância do descarte adequado do lixo

Foto: Ascom SEA

Foto: Ascom SEA

por Ascom SEA
16/12/2014 – 00:00h – Atualizado em 17/12/2014 – 09:47h

Os barraqueiros da Praia do Leblon, formados no curso de capacitação de monitores socioambientais da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), já estão colocando em prática o que aprenderam em sala de aula. Nesta terça-feira (16/12), eles percorreram a praia, recolhendo o lixo deixado pelos frequentadores. Coletaram desde o coco até pequenos resíduos, como tampinhas de garrafas e canudos, que ficam enterrados na areia, depois da passagem dos garis da Comlurb. Além de fazer esse trabalho de limpeza, os barraqueiros também conversaram com os banhistas, explicando a importância do descarte adequado do lixo nos contêineres espalhados pela orla carioca.

Apesar do trabalho de conscientização, alguns frequentadores ainda resistem. É o que conta Clara Martins, de 19 anos, que trabalha em uma barraca na altura do Posto 12. Ela lembra que muitos banhistas não dão a mínima e dizem que “isso é serviço de gari ou de quem está me atendendo na praia”, acrescentando que o trabalho de conscientização tem surtido efeito. Segundo ela, muitos frequentadores, agora, começam a dar o bom exemplo e guardam os próprios resíduos.

Foto: Ascom SEA

Foto: Ascom SEA

Essa mudança de cultura é gradual, conforme destacou o professor da UERJ, parceira da secretaria no curso de capacitação, e coordenador- adjunto do programa Praia Limpa, Otávio Rocha Leão. “Por mais que a Comlurb faça o trabalho de limpeza, é descartado muito material na praia. E a gente está tentando, através dos barraqueiros, criar uma cultura de praias limpas, um dos principais atrativos turísticos do Rio de Janeiro”.

Otávio Rocha Leão explicou ainda que o trabalho feito nesta terça-feira faz parte de uma pesquisa que vai apontar os hábitos dos banhistas e quais são os resíduos mais comuns deixados na areia. Durante o curso, que durou noventa dias, os barraqueiros do Leblon entrevistaram 800 frequentadores da praia. As informações vão compor o inventário do lixo, que poderá ajudar a aprimorar o serviço de limpeza. Atualmente, os garis da Comlurb recolhem até 70 toneladas de resíduos nos dias de semana. Aos sábados, são 120 toneladas. E aos domingos, são 180 toneladas de lixo recolhidas na orla do Rio. A Secretaria de Estado do Ambiente pretende levar o programa Praia Limpa a todo o litoral carioca, até os Jogos Olímpicos de 2016.

Estado reforça ações de saneamento da baía

Novas unidades de tratamento melhoram a qualidade das águas

Jurujuba, Niterói, Baía de Guanabara. Foto: Alex Coleti | flickr.com/alexcoleti

Jurujuba, Niterói, Baía de Guanabara. Foto: Alex Coleti | flickr.com/alexcoleti

por Veronica Lopes
09/12/2014 – 08:57h

A melhoria na qualidade das águas da Baía de Guanabara é um dos principais legados da Secretaria do Ambiente este ano. Ao longo de 2014, foram feitas ações que integram o Plano Guanabara Limpa, dentre elas a Baía sem Lixo, o início das obras de saneamento da Marina da Glória, a reconstrução das Estações de Tratamento de Esgoto da Pavuna e São Gonçalo, a criação do sistema de coleta e tratamento de esgoto de Alcântara e o programa Sena Limpa.

O projeto Baía sem Lixo começou em janeiro com a operação de três ecobarcos que realizam a coleta de lixo flutuante na Baía de Guanabara. No fim de julho, outras sete novas embarcações foram contratadas pela secretaria. Com isso, cerca de 45 toneladas de resíduos são recolhidas mensalmente. Em julho, três das 11 ecobarreiras instaladas em rios do entorno da baía (nos rios Irajá e Meriti e canal do Cunha) foram reconstruídas. Juntas, as 11 ecobarreiras são responsáveis pela retenção de cerca de 300 toneladas de lixo por mês.

Veja o mapa do projeto de operação das ecobarreiras, ecopontos e embarcações

As obras de saneamento da Marina da Glória também começaram este ano, em outubro, com a construção de uma galeria de cintura. Serão implantados mil metros de galerias coletoras com 400 a 700 milímetros de diâmetro, estação elevatória de esgotos com capacidade para 450 litros por segundo, totalmente subterrânea, e que utiliza técnicas avançadas de redução de consumo de energia elétrica.

As Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Pavuna e São Gonçalo passaram por obras de reconstrução durante este ano, ambas com recursos do Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental). A primeira, com capacidade para tratar 1,5 mil litros de esgoto por segundo, já está operando com 750 litros por segundo, beneficiando cerca de 500 mil pessoas. Já a ETE São Gonçalo iniciou a operação em outubro, tratando 300 litros de esgoto por segundo em fase primária. Até o fim do ano, deve passar a operar com 800 litros de esgoto por segundo em etapa secundária.

Municípios do interior do estado também foram beneficiados com ações de saneamento básico durante o ano. As obras em Paraty, iniciadas em junho, vão favorecer 26 mil habitantes, 70% da população.

– Haverá redução do lançamento de esgoto in natura nos rios e praias da Baía de Ilha Grande, favorecendo o meio ambiente – disse o secretário Carlos Portinho.

Volta da balneabilidade no Leme

Outra novidade foi a volta da balneabilidade da Praia do Leme, resultado do programa Sena Limpa, parceria com o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), a Cedae, o Rio Águas e a Secretaria Municipal de Habitação. O projeto também começa a favorecer por meio de obras de saneamento as praias da Ilha de Paquetá, da Urca e da Bica, na Ilha do Governador.

Duas obras licitadas este ano também colaboram para a limpeza da baía. Em julho, começaram as obras do sistema de coleta e tratamento de esgoto de Alcântara, em São Gonçalo. O empreendimento vai beneficiar inicialmente 230 mil pessoas, além de reduzir em 800 litros por segundo (média/dia) o volume de esgoto lançado in natura nas águas da baía.

Recuperação de lagoas na Zona Oeste

Em junho, foi lançado o projeto de Recuperação do Sistema Lagunar da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, que inclui a dragagem das lagoas de Marapendi, da Tijuca, do Camorim e de Jacarepaguá, além dos canais da Joatinga e de Marapendi.

Já o Inventário Florestal do Rio de Janeiro apresentou seus primeiros resultados em setembro deste ano. O levantamento inédito identificou 31 espécies de vegetais ameaçados de extinção em território fluminense. O objetivo do trabalho é encaminhar 15 mil amostras de plantas para o Jardim Botânico até o fim de 2015. Durante este primeiro ano, o projeto catalogou 1,2 mil espécies e alertou sobre a necessidade de conservação de exemplares raros da flora.

Nova ETE favorece Arraial do Cabo

O município de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, recebeu em julho um Sistema de Esgotamento Sanitário, localizado no bairro de Monte Alto, que inclui a ETE de Figueira, com capacidade para tratar 15 litros de esgoto por segundo, três estações elevatórias e implantação de rede coletora de esgoto, com cerca de dez quilômetros. O novo sistema foi criado para beneficiar 9 mil habitantes, além de reduzir a quantidade de esgoto in natura despejado na Praia de Monte Alto.

A secretaria também deu continuidade ao programa Lixão Zero, que tem como meta a erradicação de todos os lixões do estado.

Barraqueiros vão conscientizar banhistas na praia do Leblon

Projeto Praia Limpa deve atingir todo o litoral carioca até 2016

Foto: Pedro Kirilos | Riotur

Foto: Pedro Kirilos | Riotur

por Ascom da Secretaria do Ambiente
15/12/2014 – 11:29h

Os 30 barraqueiros do Leblon formados no curso de capacitação socioambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) vão percorrer a praia numa ação de conscientização de banhistas e ambulantes. Acompanhados de monitores do projeto Praia Limpa, os formandos vão chamar a atenção para falta de cuidado no descarte de lixo e fazer um levantamento dos resíduos mais comuns jogados na areia do Leblon.

Nesta segunda-feira (15/12), os barraqueiros do Leblon receberam os certificados de conclusão do curso de capacitação de monitores socioambientais, em cerimônia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Durante três meses, eles tiveram 40 horas de aulas de educação ambiental e receberam orientações, principalmente, sobre o manuseio e descarte correto dos resíduos sólidos, além de cuidados com a saúde.

Os garis da Comlurb recolhem das praias do Rio até 70 toneladas de resíduos nos dias de semana. Aos sábados, o trabalho é quase o dobro: são 120 toneladas. Aos domingos, os garis recolhem até 180 toneladas de lixo. O principal detrito encontrado nas areias e contêineres é o coco, que representa 60 por cento do total. O grande volume desse item específico dificulta o descarte final e aumenta o custo do trabalho de limpeza das praias.

Segundo o secretário do Ambiente, Carlos Portinho, é uma questão importante.

– O descarte de lixo na praia é uma questão ambiental de extrema importância, visto que, além de poluir a areia e a água do mar, pode causar doenças aos banhistas – disse Portinho.

O secretário adiantou que pretende levar o projeto Praia Limpa a todo o litoral carioca, até os Jogos Olímpicos de 2016.

Secretaria do Ambiente anuncia parceria com ONG internacional para ampliar reciclagem de PET

Baixada Fluminense recebe rede de cem ecopontos para a destinação correta de entulho e garrafas PET

Foto: Cezar Muller

Foto: Cezar Muller

por Ascom SEA
04/12/2014 – 16:56h

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Portinho, anunciou em visita à usina de reciclagem CPR, em Xerém, nesta quinta-feira (4/12), uma parceria inédita com a ONG R20, do ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, e a Associação Brasileira dos Recicladores de Pet (Abrepet). A iniciativa visa à expansão da cadeia de reciclagem de garrafas Pet no Estado do Rio de Janeiro com maior participação da sociedade, as cooperativas de catadores, as indústrias de reciclagem e o poder público.

Nesse sentido, a Secretaria de Estado do Ambiente trabalha na implantação de cem ecopontos – locais de processamento de resíduos da construção civil, que também servirão de pontos de coletas de garrafas pets – na Baixada Fluminense. A previsão é entrarão em operação seis ecopontos, até março de 2015.

“Esse trabalho da coleta é de grande importância para a indústria de reciclagem, pois serve de matéria-prima para fabricação de embalagens. Ainda hoje nos importamos muita matéria-prima da China que, por incrível que pareça, é mais barato do que o material reciclado aqui. E isso inclusive foi objeto de crítica da Secretaria do Ambiente, não só pela necessidade de inclusão dos catadores e de remuneração dos municípios nesse processo de logística reversa, mas também da desoneração do setor para que a indústria de reciclagem e novos produtos possam ter na sua composição um maior percentual de material reciclado”, declarou o secretário do Ambiente Carlos Portinho.

O conselheiro estratégico da ONG R20 (Regions of Climate Action), Terry Tamminem, que também participou da visita à usina de reciclagem, ressaltou a importância de se acabar com o desperdício de garrafas, cerca de 50% do total de pets produzidas no Brasil vão parar em aterros, lixões ou no meio ambiente:

“O desperdício desses recursos também é um desperdício de dinheiro, mas imagine ainda o que é necessário para extrair todo esse petróleo ao redor do mundo inteiro, transportar e refinar para fazer plástico. Em algum ponto esse petróleo vai acabar. Não faz o menor sentido usar uma garrafa uma vez e então enterrá-la num aterro e depois ter que obtê-la outra vez em forma de petróleo. A única coisa que faz sentido é tentarmos chegar ao desperdício zero e, para isso, estamos animados em trabalhar com o Governo do Estado.”

O presidente da Abrepet, Edson Freitas, revelou que já foram gastos, nos últimos quatro anos, R$ 125 milhões na implantação de aterros sanitários, enquanto isso R$ 1.5 bilhão em garrafas pets foram desperdiçadas nesses locais. “Não falta educação, falta opção. Há uma carência nas indústrias de todo o Brasil por essa matéria prima e com uma parceria como essa, que oferece opções a população a dar destinação adequada a essas embalagens, eu posso garantir que o Rio de Janeiro vai se tornar a capital da reciclagem em 2015.”

Outra parceria da SEA com a ONG R20, o projeto que visa à substituição de lâmpadas incandescentes por iluminação de LED, mais eficaz e econômica, será inaugurado neste sábado (6/2) em Nova Friburgo.

“Estivemos recentemente em Paris para receber o prêmio de reconhecimento da R20 para o projeto Fábrica Verde, de reaproveitamento de lixo eletrônico e envolvimento da comunidade no processo de reciclagem. Ao mesmo tempo nessa viagem nos firmamos um protocolo de cooperação com apoio da R20 para substituição das lâmpadas LED com financiamento do fundo internacional. Vamos inaugurar em Friburgo essa nova iluminação de LED e em breve estaremos levando essa iniciativa para o maior número de municípios possíveis”, disse Portinho.

Barraqueiros da praia do Leblon fazem curso de capacitação

Objetivo é transformá-los em multiplicadores de boas práticas socioambientais

Foto: Pedro Kirilos | Riotur

Foto: Pedro Kirilos | Riotur

por Ascom da Secretaria do Ambiente
15/09/2014 – 19:14h

Entra verão, sai verão e a tradicional água de coco mantem o primeiro lugar na preferência de quem procura as praias cariocas. No entanto, o descarte inadequado do coco, após o consumo, contribui para aumentar a sujeira nas areias. Uma das iniciativas para amenizar o problema é transformar quem trabalha nas barracas da orla em multiplicadores de boas práticas socioambientais. E os barraqueiros começaram a frequentar um curso de capacitação para aprender a fazer o descarte correto do lixo e difundir esse conhecimento, inclusive entre os banhistas.

As aulas acontecem no Auditório 11 da UERJ e tem como ponto de partida 52 barraqueiros da praia do Leblon. A capacitação começou hoje (15/9) e vai até 15 de dezembro.

As aulas também incluem técnicas de reciclagem de plástico, normalmente encontrado nas praias na forma de canudos, copos, embalagens de biscoito, sacolas e outros. O curso terá foco nos seguintes módulos: Sociedade/natureza e questões socioambientais, diagnóstico socioambiental da praia do Leblon; Fundamentos da educação ambiental; O lixo na sociedade; sustentabilidade ambiental; e saúde ambiental.

O principal detrito encontrado nas areias e contêineres é o coco, representando 60% do lixo coletado nas praias cariocas. Os 40% restantes são distribuídos entre embalagens de alimentos (principalmente biscoitos e sorvetes), plásticas (garrafas e copos de água) e copos descartáveis, palitos de sorvete e espetos diversos.

Funcionária de barraca na praia do Leblon há três anos, Clara Figueiredo Martins é categórica ao apontar um culpado pelo lixo na areia:

“Tem muito cliente que merecia fazer esse curso também. Eles largam papel de sorvete, de milho, coco, garrafas de água na praia. Acho o curso muito interessante por isso: para você aprender e passar um pouco da experiência, também”, disse ela.

Marcos Baiano, outro barraqueiro, do Leblon, disse que é imprescindível a dedicação dos colegas:
“Se cada um da barraca tiver estiver ciente da sua função, se todo mundo tiver consciência, o trabalho que a gente tem de recolher o lixo vai ser dividido pela metade. A gente vai dividir entre os barraqueiros e entre os próprios clientes, levando essa conscientização para eles e para a própria casa, para a família.”

De segunda a sexta-feira, no período de alta temporada, são removidas diariamente da orla, incluindo dos quiosques, 60 a 70 toneladas de lixo. Aos sábados, o volume aumenta para entre cem e 120 toneladas; e aos domingos, de 150 a 180 toneladas. Os dados são da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).​

Plano de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo é lançado

Foto: Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA)

Foto: Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA)

por Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo
29/10/14 15:11

O Plano de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo foi lançado hoje, 29 de outubro, em cerimônia que atraiu grande público ao anfiteatro da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA). Trata-se de um importante instrumento previsto nas Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos, e que faz parte de um processo que objetiva provocar uma gradual mudança de atitude, hábitos e consumo na sociedade paulista.

O objetivo do plano é permitir ao Estado programar e executar atividades capazes de transformar a situação atual em uma condição desejada, de modo a aumentar a eficácia e a efetividade da gestão dos resíduos sólidos. O documento lida com questões de curto, médio e longo prazos, com vistas não só a resolver problemas imediatos, mas também a evitar e mitigar problemas futuros e potencializar boas práticas e soluções inovadoras na área.

O secretário do Meio Ambiente, Rubens Rizek, afirmou que “a representatividade refletida pelo auditório lotado marca esse evento de importância ímpar”. Para ele, “O plano está muito bom e é um belo instrumento de gestão futura. Mais que isso, trata-se de uma ferramenta de evolução cívica e social”. Aproveitou para declarar a importância da valorização das carreiras técnicas da SMA e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB): “Especialistas ambientais e executivos públicos tornaram possível o desenvolvimento deste trabalho. Essa moçada jovem é o futuro da gestão ambiental e mostra que se pode fazer gestão pública de forma técnica, sem misturar com questões políticas”.

O secretário de Energia, Marco Antonio Mroz, afirmou que o plano é um avanço em diversas áreas. “A questão da gestão de resíduos sólidos é muito importante na área de energia e mudanças climáticas. No Estado de São Paulo, temos trabalhado com o conceito de segurança energética, tornando a nossa matriz cada vez mais limpa, renovável e local, ou seja, gerada dentro do estado de São Paulo. O nosso potencial de geração de energia por meio de gás, biogás e aterro é extremamente grande. Com o lançamento deste plano, estamos no caminho certo”.

Para Zuleica Perez, coordenadora de Planejamento Ambiental da SMA (CPLA), “é difícil expressar a felicidade por mais essa conquista”. Ela destacou a relevância de um documento desta natureza e, visivelmente emocionada, agradeceu “pela equipe jovem e empenhada que trabalhou duro para que esse plano fosse desenvolvido”.

Logo após a abertura, o diretor do Centro de Projetos da CPLA, André Luiz Fernandes Simas, apresentou os pontos de destaque do Plano: breve histórico e contextualização, estrutura do plano, panorama dos resíduos sólidos no estado de São Paulo, estudo de regionalização e proposição de arranjos intermunicipais, cenários e projeções, diretrizes, metas e ações propostas.

Em seguida, foram apresentados os projetos que estão em andamento na SMA e na CETESB, no tocante à gestão de resíduos sólidos. Denise Coelho Cavalcanti, diretora do Centro de Políticas Públicas da CPLA apresentou as iniciativas de apoio à gestão municipal de resíduos sólidos. Flávio de Miranda Ribeiro, assistente executivo da vice-presidência da CETESB, falou sobre a implementação da logística reversa no estado de São Paulo. Yara Cunha Costa, coordenadora de Educação Ambiental da SMA, abordou as ações relacionadas à gestão de resíduos sólidos desenvolvidas na Coordenadoria de Educação Ambiental (CEA) da SMA.

O Plano

O processo de elaboração do Plano Estadual de Resíduos Sólidos atendeu ao conteúdo mínimo previsto na Política Nacional e foi idealizado no âmbito da Comissão Estadual de Gestão de Resíduos Sólidos, concretizando-se no Grupo de Trabalho composto por técnicos e especialistas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA), com participação de outros órgãos estaduais específicos, sob a coordenação da CPLA.

O Plano Estadual de Resíduos Sólidos é composto por quatro seções: o Panorama dos Resíduos, que retrata a situação da gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos no estado; o Estudo de Regionalização e Proposição de Arranjos Intermunicipais, que tem o intuito de fomentar a descentralização das políticas públicas voltadas à gestão dos resíduos sólidos e o compartilhamento de serviços e atividades de interesse comum aos municípios, a fim de permitir a otimização dos recursos – financeiros, materiais e humanos – e a geração de economia de escala; a Proposição de Cenários, que busca a visualização de possíveis configurações futuras para os resíduos sólidos, a partir de projeções de geração; e as Diretrizes, Metas e Ações, que tratam de estratégias a serem adotadas ao longo de dez anos para assegurar a implementação do Plano Estadual, norteadas pela obrigatoriedade de adoção da hierarquização na gestão e gerenciamento de resíduos sólidos – não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final adequada dos rejeitos.

Planejamento participativo

O processo de validação do documento pela sociedade foi feito por consultas e audiências públicas. Entre janeiro e abril de 2014, o Panorama dos Resíduos Sólidos ficou disponível no website da SMA para consulta pública. A versão preliminar do Plano Estadual de Resíduos Sólidos esteve em consulta pública entre julho e agosto de 2014; e no mesmo período, foram realizadas cinco Audiências Públicas do Plano, em cinco regiões do estado. Essas etapas foram fundamentais para o aperfeiçoamento e a construção conjunta do documento, de forma participativa e transparente.

Clique aqui para fazer o download do Plano de Resíduos Sólidos do Estado de São Paulo.

Instituto das Águas recolhe mais de 21 mil toneladas de lixo

por Agência Estadual de Notícias do Estado do Paraná
Publicado em 12/03/2014 18:18

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Foto: Divulgação

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Em 77 dias de Operação Verão, o Instituto das Águas do Paraná, retirou cerca de 21 mil toneladas de lixo dos municípios de Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba. Da Ilha do Mel foram mais 800 toneladas e das Ilhas das Peças e Superagüi outras 160 toneladas de lixo produzidas por moradores e veranistas que passaram a temporada nas ilhas.

Os serviços começaram em 20 de dezembro. Novecentas pessoas trabalharam na varrição de vias públicas e na limpeza de praias e trilhas, na retirada de resíduos vegetais e entulhos e, também, na coleta de resíduos domiciliares e recicláveis. Foram utilizados 50 caminhões compactadores, caçambas e baús para a coleta convencional de lixo comum e reciclável dos municípios do Litoral. Seis máquinas saneadoras foram usadas para limpar a areia de Guarapuava, Matinhos e Pontal do Paraná.

Para auxiliar na limpeza pública e manter o Litoral limpo, o Instituto das Águas do Paraná (AguasParaná) também instalou 2,3 mil lixeiras com dois sacos plásticos – um preto para depósito do lixo orgânico e outro azul para o lixo reciclável – ao longo da faixa de areia dos municípios da região.

Foto: Divulgação

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ORIENTAÇÃO – O Águas Paraná colocou em prática uma ação educativa que chegou a milhares de veranistas e moradores. Um grupo de 60 monitores capacitados trabalhou na conscientização sobre a importância de separar o lixo reciclável em condomínios, hotéis, colônias de férias, nas travessias e outros locais. Os educadores ambientais entregaram 900 mil sacolas plásticas para armazenamentos de resíduos orgânicos e recicláveis e 90 mil calendários com datas e horários da coleta de lixo.

Doze artistas do Espaço Sou Arte levaram diversão e orientações sobre educação ambiental, reciclagem e coleta de lixo aos moradores e veranistas. Em 27 dias de apresentações no Litoral, cerca de 25 mil pessoas assistiram a 50 peças de teatro.

Os surfistas Serginho Laus e Jairo Lumertz ensinaram crianças, jovens e adultos a usar garrafas PET para a confecção de pranchas de surfe e stand up paddle – esporte em que o praticante rema em pé, em cima de um pranchão. As oficinas atenderam 500 crianças, jovens e adultos, onde foram confeccionadas 10 pranchas sorteadas entre os participantes.

Todo o trabalho realizado pelo Instituto das Águas do Paraná no Litoral teve a aprovação da população, segundo uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, que apontou que o serviço de coleta de lixo foi aprovado por 76% dos entrevistados; a limpeza da areia das praias por 81,9% e das ruas e calçadas por 68,1% dos veranistas. Apenas 7% consideraram a limpeza “ruim” ou “péssima”. Para 71,5%, nesta temporada houve melhoras no trabalho de limpeza das praias com relação à temporada passada.

Veranistas aprovam serviços públicos no Litoral durante a temporada

por Agência Estadual de Notícias do Estado do Paraná
Publicado em 27/02/2014 10:10

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Limpeza Praia de Guaratuba 05.01.12. Foto Chuniti Kawamura/AENoticia.

Limpeza Praia de Guaratuba 05.01.12. Foto Chuniti Kawamura/AENoticia.

Uma pesquisa de opinião pública divulgada nesta semana pelo Instituto Paraná Pesquisas revela que as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado no Litoral registram altos índices de satisfação e aprovação dos veranistas. De acordo com o levantamento, em média, 74% dos entrevistados avaliaram como “ótimo” ou “bom” os serviços de segurança, iluminação, limpeza e saneamento oferecidos durante a temporada de verão.

A pesquisa ouviu 455 veranistas maiores de 16 anos, nos municípios de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná, entre 24 e 26 de janeiro. “São áreas que, junto com saúde, foram tratadas como prioridade do governo para temporada”, disse o governador Beto Richa.

Para 53% dos entrevistados que frequentaram as praias do Paraná neste verão (2013/14), os serviços prestados nesta temporada foram melhores do que na temporada anterior (2012/13). As duas áreas melhor avaliadas foram coleta de lixo e segurança pública. O levantamento aponta que, em média, 77,3% dos entrevistados consideram as ações de segurança pública “boas” ou “ótimas” e 75,3% avaliaram positivamente os serviços de limpeza pública executados pelo Estado no Litoral.

SEGURANÇA – No início da temporada o governo estadual enviou ao Litoral um efetivo da Polícia Militar de 1.923 policiais e 966 bombeiros. O trabalho de policiamento foi aprovado por 76% dos veranistas. A Polícia Civil também ampliou o trabalho nas delegacias para auxiliar na guarda de presos e nas investigações, principalmente do tráfico de drogas, e coibir o porte de armas.

O controle da poluição sonora recebeu avaliação positiva de 75,8%.

A segurança de banhistas também aumentou nesta temporada. Trinta novos postos de guarda-vidas foram construídos em Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná, além de outros três na Ilha do Mel. Os novos postos têm dois metros de altura, o que aumenta a visibilidade dos bombeiros, que pode alcançar raio de quatro quilômetros. Já o serviço dos bombeiros é “ótimo” e “bom” para 86% dos participantes.

Limpeza Praia de Guaratuba 05.01.12. Foto Chuniti Kawamura/AENoticia.

Limpeza Praia de Guaratuba 05.01.12. Foto Chuniti Kawamura/AENoticia.

LIMPEZA – Na limpeza pública, o Estado assumiu a responsabilidade pela coleta, transporte e destinação de resíduos sólidos, varrição de ruas e limpeza das praias. Para isso, foram contratadas 550 pessoas e 50 caminhões compactadores, caçambas e baús para a coleta convencional de lixo comum e reciclável dos sete municípios do Litoral. Seis máquinas saneadoras são usadas para limpar a areia de Guarapuava, Matinhos e Pontal do Paraná. Os equipamentos peneiram a areia e recolhem os resíduos.

O serviço de coleta foi aprovado por 76% do entrevistados; a limpeza da areia das praias por 81,9% e das ruas e calçadas por 68,1% dos veranistas. Apenas 7% consideraram “ruim” ou “péssima” a limpeza. Para 71,5%, nesta temporada houve melhoras no trabalho de limpeza das praias com relação à temporada passada.

SAÚDE – Com a expectativa de que dois milhões de pessoas passassem a temporada no Litoral, o governo estadual investiu em diversas ações para garantir atendimento médico/hospitalar adequado aos veranistas. Para isso, ampliou o número de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem nas unidades de saúde dos sete municípios. Foram contratados 6,4 mil plantões médicos e de enfermagem e mais de 77 mil horas de trabalho – o dobro da temporada passada. Também foi instalado o Centro de Recuperação de Afogados, no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Matinhos. A unidade é especializada em atender acidentes aquáticos, como afogamentos, acidentes com águas-vivas e outros animais marinhos.

OUTROS SERVIÇOS – A Copel está investindo mais de R$ 55 milhões para ampliar e automatizar a rede elétrica dos sete municípios do Litoral, garantindo a continuidade do fornecimento de energia e o rápido restabelecimento, em caso de emergência. A iluminação pública nos balneários foi aprovada por 67% da população.

A Copel Telecom ofereceu internet sem fio e gratuita durante a temporada. O serviço foi disponibilizado nas áreas de orla de Guaratuba, Matinhos, Caiobá, Praia de Leste, Ipanema, Shangri-lá, Riviera, Pontal do Sul e Ilha do Mel.

Na área de saneamento básico, o investimento é de R$ 250 milhões em obras de Matinhos a Ponta do Paraná. O serviço de água encanada foi aprovado por 78% e o serviço de esgoto por 57%.

População aprova trabalho de limpeza das praias do Paraná

por Agência Estadual de Notícias do Estado do Paraná
Publicado em 06/01/2014 12:30

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População aprova a limpeza na faixa de banho, no Litoral. Foto: Sanepar

População aprova a limpeza na faixa de banho, no Litoral. Foto: Sanepar

Moradores e veranistas que frequentam o Litoral do Paraná, assim como vendedores e comerciantes, aprovam o trabalho de limpeza das praias que será feito até 6 de março. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) participa da Operação Verão, garantindo a limpeza das praias de Pontal do Paraná, Matinhos e Guaratuba, numa faixa de 63 quilômetros lineares de orla – o equivalente a 1,5 milhão metros quadrados de área de areia.

A Sanepar é responsável pela coleta do lixo gerado na faixa de banho, transporte e destinação final de resíduos sólidos. As bases de apoio ao trabalho são as tendas localizadas em Caiobá e Flamingo (Matinhos), Guaratuba, Ipanema e Shangri-lá (Pontal do Paraná). Todo o lixo coletado é direcionado para os aterros sanitários da região.

A dona de casa de Curitiba, Gilda Maria Messias Franco, dá o exemplo quando o assunto é cuidar da praia onde costuma passar os finais de semana, feriados e férias no Litoral do Paraná. “A praia limpa é bem melhor. É saúde. Eu venho sempre com minha família e me preocupa muito se a praia está em condições ou não. Quando venho para a praia, trago minha sacola para levar o lixo de volta para casa, mas nem todo mundo é assim”, afirma.

Durante o dia, a limpeza das praias é feita com o uso de carrinhos de mão, utilizados em pequenas distâncias e há ainda oito veículos de carga (dumper), que podem transportar até duas toneladas de resíduos. À noite, são utilizadas seis saneadoras de areia, equipamentos para peneirar e aerar as areias secas, retirando resíduos de menor tamanho, como cacos de vidro, palito de sorvete, objetos cortantes, bitucas de cigarro, tampinhas de garrafa, entre outros.

De acordo com o supervisor da equipe de coletores, Jair Franco, o serviço de saneamento da areia é essencial. “As máquinas saneadoras são como tratores que, à noite, revolvem a areia numa profundidade de 10 centímetros. Durante o dia, o sol mata os germes, saneando a areia”, detalha.

Jair afirma que recebe muitos elogios sobre o serviço. “Um turista me disse que retornou ao Litoral do Paraná porque aqui a praia é limpa. Acho que esse trabalho também ajuda a conscientizar as pessoas. Elas veem a gente trabalhando e começam a fazer a parte também. É bom para quem frequenta a praia porque não tem perigo de pisar em caco de vidro, numa lata, num peixe morto”, esclarece.

População aprova a limpeza na faixa de banho, no Litoral. Foto: Sanepar

População aprova a limpeza na faixa de banho, no Litoral. Foto: Sanepar

BONS EXEMPLOS – O casal Cláudio e Irani Tomadon mora em Palmeira e frequenta o Litoral do Paraná há 20 anos. Para Cláudio, que é farmacêutico, a praia está melhor. “Isso ajuda até os empresários a investir em melhorias. Eu já vi a máquina passar, é excelente. Caiobá era uma praia conhecida no Brasil todo. Se o turista vê que a praia está limpa, ele volta, traz os parentes, fala para outras pessoas. Mas, se estiver suja, aí é difícil”, afirma.

Irani conta que desde pequenos os filhos sempre passaram férias no litoral paranaense. “A praia era suja. Está melhor com o serviço, mas não é só o setor público que tem que trabalhar. Cada um tem que fazer sua parte, ter consciência, ter educação. Eu não vou deixar lixo aqui, largar plástico aqui”, diz ela.

Jorge Lourenço, que vende coco e bebidas na praia há 20 anos, conta que costuma trazer o seu saco de lixo. “Gasto cem sacos por mês, mas a gente sabe que nem todo mundo recolhe o lixo, muita gente joga tudo na areia. Antes, dava vergonha de ver. Agora está louco de bom”, comemora o vendedor, que mora no bairro Vila Nova, em Caiobá.

MUITO LIXO – Edson Luis dos Santos é um dos operadores da máquina dumper de limpeza na areia desde a praia de Caieiras até a Barra do Saí, numa extensão de 20 km. “Eu opero a máquina na areia. Os coletores trazem o lixo e eu faço o transporte. Tem muito, muito lixo. É latinha, é côco, é plástico. Sai uma tonelada em dia de movimento fraco. Para o veranista e para o morador é muito importante esse serviço porque eles têm a praia bem mais limpa, não tem comparação com o que era antes. E para mim também é porque, além disso, eu peguei um emprego que vai me ajudar com as contas em casa”, comemora ele que mora em Guaratuba há 38 anos.

Pedro Barbosa, que aluga cadeiras, guarda-sóis e tendas em Caiobá há 12 anos aprovou o trabalho. “O serviço está nota 10, ótimo. O pessoal trabalha muito bem. A limpeza traz muitos benefícios. Há três anos vejo que a praia está mais limpa. A cidade precisa disso. É benfeitoria para todos”, disse.

Ecobarcas começam trabalho de recolhimento de lixo da Baía de Guanabara

© Tânia Rêgo/ Agência Brasil

© Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Da Agência Brasil
03/01/2014 – 12h55

Rio de Janeiro – A Secretaria Estadual do Ambiente começou hoje (3) a operar três embarcações especializadas em recolhimento de lixo, para retirar resíduos flutuantes da Baía de Guanabara. Nas próximas semanas, uma base de operação será instalada no Clube Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, na zona norte, e outra na Escola Naval, na região central do Rio. Ao todo, dez ecobarcos foram contratados para limpar a Baía.

Os resíduos recolhidos serão depositados em contêineres da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), instalados na Marina da Glória, e encaminhados para indústrias de reciclagem. A iniciativa é financiada pelo Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) e está orçada em R$ 3 milhões. A ação integra o projeto Baía Sem Lixo 2016, uma das 12 ações do plano Guanabara Limpa.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, informou que foram recolhidos na manhã desta sexta-feira resíduos sólidos variados, como bancos, assentos de vaso sanitário e grandes galhos de árvore.

“Hoje a gente pegou a tampa de uma latrina aqui e um galho enorme de uma árvore. Não é só a questão da poluição, é a questão do risco de acidentes com as embarcações. Porque esses grandes resíduos podem quebrar hélices de barcos e causar acidentes”, disse o secretário.

Ainda segundo Minc, além da coleta de lixo flutuante, a campanha visa também à conscientização dos donos e usuários de barcos. “Estamos aqui com o apoio da Marina da Glória. Já tem uma orientação para uma campanha de conscientização dos proprietários de barcos, para coletarem também o lixo flutuante, para tomarem conta dos lixos dos próprios barcos”.

O projeto Baía Sem Lixo 2016 prevê ainda, para fevereiro, o início da construção de oito ecobarreiras às margens da Baía de Guanabara. Atualmente, dez ecobarreiras estão espalhadas pelo estado. Elas recolhem, em média, 15 toneladas de lixo por mês. As ecobarreiras são estruturas feitas de materiais reciclados instaladas próximas à foz de rios para o recolhimento de resíduos sólidos.

O plano Guanabara Limpa espera alcançar o saneamento de 80% da Baía de Guanabara até 2016, quando vai sediar competição de barco a velas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

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Edição: Denise Griesinger

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