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Tweet do dia – Karen Bezerra

Senadores buscam saída para resolver problema dos lixões

por Agência Senado
06/11/2014, 12h32

O governo é contra a prorrogação por mais quatro anos do prazo estabelecido para fim dos lixões em todo o país, conforme alteração feita em medida provisória aprovada pelo Senado em outubro. A proposta deve ser vetada pela presidente Dilma Rousseff. Os representantes de catadores de material reciclável também são contra a prorrogação do prazo. Por sua vez, os prefeitos reclamam que não têm recursos para implantar aterros sanitários. Senadores discutem agora uma prorrogação menor do prazo, de dois anos, com ajuda orçamentária aos municípios para que possam cumprir a lei.

Filme Institucional da ABICOM – Associação Brasileira de Polímeros Biodegradáveis e Compostáveis

Filme Institucional da ABICOM – Associação Brasileira de Polímeros Biodegradáveis e Compostáveis – Mostrando as vantagens da utilização de embalagens de produtos do consumo diário com o bioplástico.

Procure no produto que você compra nos supermercados se possui o selo de compostável. Ele pode ser encontrado em bolachas, arroz, açúcar, canetas e nas sacolinhas distribuídas nos estabelecimentos.

Este material pode ser descartado juntamente com os compostos orgânicos, se transformando durante a compostagem em adubo orgânico.

Nós da ABICOM, disseminamos o conhecimento dos benefícios dos polímeros biodegradáveis e compostáveis à sociedade e ao meio ambiente.

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Ecossistemas marinhos: o depósito de lixo do nosso planeta

Agência Ambiental Europeia lança vídeo para alertar sobre o problema global do lixo marinho

por Natalie Andreoli, da Associação Brasileira do Lixo Marinho
23 de abril de 2014 | ablm-sc@globalgarbage.org.br

Tudo aquilo que jogamos no lixo pode acabar indo parar no mar. O conhecimento sobre este problema global está aumentando cada vez mais, não apenas em relação aos impactos sobre a vida marinha, mas também sobre a saúde humana e para a economia. Pensando em compartilhar as informações existentes até o momento, a European Environment Agency (EEA – Agência Ambiental Europeia) lançou o vídeo The waste dump of our planet – a look at Marine Litter (O depósito de lixo do nosso planeta – um olhar sobre o lixo marinho).

O vídeo é narrado por Constança Belchior, que trabalha na EEA, e inicia mostrando o rápido percurso de uma sacola plástica usada para transportar maçãs, até seu descarte na lata do lixo. Mas muitas vezes não é isso que acontece e a sacola pode acabar indo parar no rio ou no mar, sendo esta uma das razões pela qual os ecossistemas marinhos estão se tornando um depósito de lixo e a situação está ficando cada vez pior, prejudicando a vida marinha.

Não são apenas as sacolas plásticas que são ingeridas por animais, as garrafas plásticas, bitucas de cigarro, petrechos de pesca, embalagens e outros itens que estão entrando em nossos mares também estão causando danos à vida marinha. No vídeo é citado um estudo realizado no mar do Norte, com aves (Fulmar), que mostra que 95% dos animais estudados continham plástico em seus estômagos, sendo encontrados em média 35 pedaços por animal, podendo assim causar mortes. Além disso, a vida marinha pode, por exemplo, se emaranhar em pedaços de rede de nylon, e acabar sendo sufocada, estrangulada ou morta.

O vídeo enfatiza que o lixo nas praias é apenas o topo do iceberg, pois muito dele está em alto mar ou no fundo do mar. O mais surpreendente é que a maioria do lixo marinho não é proveniente de navios ou banhistas, mas sim originado em terra, às vezes em locais longe do litoral e que mesmo quando usamos sacolas plásticas por um curto período de tempo, os efeitos prejudiciais ao meio ambiente duram por um período bem maior. É feita uma comparação dizendo que se o plástico tivesse existido no período do Renascimento (final do século XIV, início do século XV), nós ainda estaríamos lidando com esse lixo plástico em nossos mares.

Em mais de 100 anos descartando o plástico, nós criamos um grande problema. Este lixo está se acumulando em cinco grande áreas em nossos oceanos. No Pacific Garbage Patch (Mancha de Lixo do Pacífico) o tamanho desse lixo flutuante é duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.

Então, no final das contas, para combater o lixo marinho temos que evitar que ele chege até nossos mares e isso começa com as escolhas que fazemos no nosso dia a dia. Para auxiliar nessas escolhas, o vídeo dá as seguintes dicas:

– Recuse-se a usar sacolas plásticas de uso único, ao invés disso, você pode usar uma sacola reutilizável;

– Evite embalagens plásticas ou garrafas plásticas de uso único;

– Seja voluntário para ajudar a limpar a praia ou monitorar o lixo nela;

– Na Europa, foi desenvolvido o aplicativo EEA mobile app em que você pode registrar o lixo que você encontra nas praias e isso pode ajudar a aprender mais sobre o problema.

Por fim a narradora menciona que aquilo que jogamos no mar pode prejudicar os seres humanos, pois o lixo marinho pode acumular substâncias tóxicas, os peixes podem ingerir este material e ao ingerirmos o peixe, ele pode conter essas minúsculas partículas tóxicas de plástico. Estamos apenas começando a entender este problema, mas ele pode ser muito grave.

Mundialmente existe uma grande quantidade de pessoas que está trabalhando para tentar resolver o problema do lixo marinho, como a Associação Brasileira do Lixo Marinho. Se você quiser ajudar a fazer parte da solução e conhecer mais sobre os projetos que estão em andamento, envie um e-mail para ablm@globalgarbage.org.br.

Vídeo: Cariocas e turistas sujam praias do Rio apesar do programa Lixo Zero

Várias latinhas foram encontradas jogadas em Copacabana.
Restos de comida e cachorros são fatores que contribuem para a poluição.

© Paula Giolito

© Paula Giolito

Bom Dia Brasil
Edição do dia 21/04/2014

O fim de semana foi de muita sujeira nas praias do Rio de Janeiro. A cidade tem um programa para multar quem joga lixo no chão, mas há uma série de péssimos exemplos nas areias.

A equipe do Bom Dia Brasil encontrou várias latinhas jogadas na praia de Copacabana e foi conversar com as pessoas que jogaram o lixo no local errado.

Repórter: Vocês deixaram 6 latinhas lá.
Banhista: Sim, porque passa alguém e pega.
Repórter: A latinha de vocês?
Banhista: Sim, nós bebemos.
Repórter: Quem pega?
Banhista: Os catadores de lata.
Repórter: Você acha que isso dá bom exemplo, deixar lixo na praia?
Banhista: Não, péssimo exemplo, mas a gente pensa no próximo, porque ele precisa também.

Alguns turistas paulistas também foram abordados:

Repórter: Vocês deixaram muito lixo na areia, e quem vai catar?
Senhor: Nós somos inteligentes, nós somos de São Paulo.
Senhora: Trouxemos uma sacolinha, colocamos lixo na sacolinha, não jogamos lixo.

Outro grupo levantou e deixou a praia cheia de lixo. A repórter pergunta para uma argentina se ela viu quem deixou o lixo e ela responde que as pessoas se foram e não levaram nada do que foi consumido.

Um dos cartões postais do Rio, a Praia de Copacabana ficou com as areias cheias de sujeira. Muitos dos dejetos vêm com a maré, mas muitos são de pessoas que deixam nas areias.

O programa “Lixo Zero” completou oito meses e as pessoas continuam sendo multadas. Quem for flagrado esquecendo um lixo na areia pode pagar a partir de R$ 98,00.

O programa da prefeitura tem apoio popular e já aplicou quase 48 mil multas em 62 bairros, nas ruas e praias da cidade. Nas orlas de Copacabana e Arpoador, a equipe não viu fiscais.

“O povo brasileiro vai sentir na hora que afetar o bolso dele, assim o povo funciona. Não custa nada trazer uma sacola. Se cada um fizer a sua parte vai ajudar, então todo mundo tem que fazer a sua parte”, defende o engenheiro Rodrigo Bessa.

Tem gente que não aguenta e até cata o lixo dos outros. “A gente fica ligado e briga com a pessoa. Fala com a pessoa: pô, recolhe o seu lixo”, conta o empresário Ricardo Coutinho.

Muitos barraqueiros também fazem a sua parte. “Estou varrendo porque aqui é o lugar mais lindo que existe no Brasil e aqui é onde começa a Cidade Maravilhosa”, diz o barraqueiro Jeziel Cruz.

“Temos esses sacos reciclados para os clientes quando vêm pedir para não deixar o lixo espalhado pelo chão”, defende o barraqueiro Douglas Inácio.

O último monitoramento quinzenal das areias das praias do Rio feito pela Secretaria do Meio Ambiente revela que, das 36 praias, metade foi considerada não recomendada.

Muita gente acha que comida é biodegradável e que não vai fazer mal à natureza, mas isso é um engano. Restos de comida e a presença de cachorros na praia são dois dos fatores que mais contribuem para a poluição nas areias. É aquela poluição que ninguém vê: bactérias, coliformes fecais.

“Lugar de cachorro não é na praia”, defende um banhista. Outro visitante defende o cão: “o meu cachorro ele não está poluindo nada. Está brincando com a bola e está sujando muito menos que todo mundo que está aí”.

“Fica difícil.  Não dá para as crianças conviver, brincar na areia com os cachorros passeando para lá e pra cá, fazendo as suas necessidades. Aí complica, a criança pode pegar uma doença”, lamenta o barraqueiro Diego Rocha.

A Companhia de Limpeza disse que programa Lixo Zero tem 51 equipes na orla do Rio.

Clique aqui para assistir ao vídeo

Novo vídeo da Seas At Risk destaca os desafios do lixo plástico

A Seas At Risk (Mares em Risco) encomendou um novo vídeo para destacar os desafios apresentados aos nossos mares e oceanos pela nossa sociedade do desperdício e do consumo interminável de plástico

Seas At Risk
Traduzido por Natalie Andreoli, Global Garbage Brasil

Os elevados níveis de consumo da nossa sociedade e a dependência de plásticos de uso único está fazendo com que grandes quantidades de plástico entrem em nossos mares. Todos os tipos de efeitos indesejáveis estão sendo descobertos por pesquisadores, incluindo plásticos que atuam como ímãs para produtos químicos tóxicos, sendo então engolidos pela vida marinha. Devemos agir agora para evitar que mais nenhum plástico chegue aos oceanos. Há muitas maneiras de fazer isso e cada pessoa pode fazer alterações simples em suas vidas para reduzir o seu impacto, mas também precisamos de leis para garantir a ação dos governos europeus.

2014 é o ano em que a Comissão Europeia revisa suas diversas políticas de resíduos, incluindo a Diretiva-Quadro de Resíduos. Isso significa que temos uma oportunidade de reconhecer a gravidade do lixo marinho e dar grandes passos para reduzir o lixo e melhorar a forma como ele é gerenciado. Vamos mostrar aos legisladores o quanto nos preocupamos com nossas belas praias e mares: curta e compartilhe este vídeo, usando a hashtag #marinelitter e vamos chamar a atenção sobre o problema dos plásticos em nossos mares!