Combater o lixo marinho

Investigadores portugueses querem alertar para o problema dos resíduos no mar

Economia Verde – SIC Notícias
29.01.2014 22:12

O lixo marinho é hoje um problema planetário e que tem crescido na última década. Em novembro, foi criada a Associação Portuguesa de Lixo Marinho para informar, dar apoio científico e técnico, e ainda, contribuir para as políticas públicas relacionadas com este problema.

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Nesta segunda-feira, dia 25 de novembro, foi fundada a Associação Portuguesa do Lixo Marinho, em reunião na Agência Portuguesa do Ambiente, que contou com mais de 25 participantes individuais e representantes de várias entidades.

© João Vianna

© João Vianna

Por Associação Portuguesa do Lixo Marinho
Lisboa, 26 de novembro de 2013

Na passada segunda-feira, dia 25 de novembro de 2013, um grupo constituído por mais de 25 pessoas de vários setores da sociedade reuniu-se para fundar a Associação Portuguesa do Lixo Marinho (APLM).

Entre os vários participantes individuais que realizam trabalho na área, a título profissional ou pessoal, destaca-se a presença de algumas entidades que se fizeram representar como a Associação Bandeira Azul da Europa, a Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos, a Brigada do Mar, a Global Garbage, a Surfrider Foundation Lisboa, o Observatório do Mar dos Açores e a coordenadora do projeto Coastwatch Portugal.

Durante a reunião foram aprovados os estatutos e eleitos os órgãos sociais da APLM. Paula Sobral, docente na Universidade Nova de Lisboa e que trabalha com lixo marinho há vários anos, será a presidente da associação.

A APLM será uma entidade privada sem fins lucrativos cuja missão é a defesa e conservação do ambiente face aos impactes do lixo marinho. As ações da APLM serão maioritariamente de informação, sensibilização e corresponsabilização, apoio científico e técnico, e ainda, contribuir para as políticas públicas relacionadas com a temática e cooperar com diferentes organismos, nacionais e internacionais, para potenciar soluções para os problemas ambientais relacionados com o lixo marinho.

A APLM pretende estabelecer parcerias com os países de Língua Oficial Portuguesa para a realização de ações conjuntas na temática do lixo marinho, o que já lhe valeu o reconhecimento e apoio do UNEP (United Nations Environment Programme).

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João Pedro Frias é estudante de Doutoramento no Programa Doutoral em Ambiente FCT-UNL. Investigador na área de Microplasticos e efeitos de sua ingestão em organismos marinhos (Mytilus Sp.).

Realizou ainda um trabalho de identificação de micropartículas de plástico, presentes em amostras de plâncton recolhidas entre 2002 e 2008, com o intuito de identificar os tipos de polímeros através de micro-espectroscopia de infravermelho (μ-FTIR). Tem Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente no ramo de Engenharia Ecológica.

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Publicado em 21/11/2013
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No próximo dia 25 de novembro será fundada a Associação Portuguesa do Lixo Marinho (APLM). Esta Associação é apoiada por um grupo diversificado de pessoas e instituições, incluindo o UNEP (United Nations Environment Programme).

© João Vianna

© João Vianna

Por Isabel Palma Raposo

A Associação Portuguesa do Lixo Marinho (APLM) será fundada no próximo dia 25 de novembro, em reunião que terá lugar na Agência Portuguesa do Ambiente. Esta associação é uma iniciativa de um grupo constituído por investigadores da Universidade Nova de Lisboa, da Universidade de Aveiro e da Universidade do Porto, por técnicos de diferentes entidades, como a Docapesca, EUCC – Coastal & Marine Union e Agência Portuguesa do Ambiente, I.P. e pela Global Garbage.

A APLM será uma entidade privada sem fins lucrativos cuja missão é a defesa e conservação do ambiente face aos impactes do lixo marinho. Pretende-se com esta associação reunir os esforços de diferentes stakeholders em Portugal, de forma a envolver todos nesta causa e desta forma contribuir, em conjunto, para a resolução deste problema.

As suas ações serão maioritariamente de informação, sensibilização e co-responsabilização, pelo que é fundamental ter uma rede de associados diversificada e representativa dos vários setores da sociedade.

A APLM tem como objetivos centralizar e disponibilizar informações sobre lixo marinho, prestar apoio técnico, promover e participar em ações de formação, sensibilização e educação ambiental dentro e fora do país, contribuir para as políticas públicas relacionadas com a temática e, cooperar com diferentes organismos, nacionais e internacionais, para potenciar soluções para os problemas ambientais relacionados com o lixo marinho.

A APLM foi apresentada na conferência Land-Ocean Connections (GLOC-2) organizada pelo UNEP, tendo conseguido o apoio desta instituição. É intenção da APLM integrar a GPLM – Global Partnership on Marine Litter, junto com países de Língua Oficial Portuguesa.

O lixo marinho é um problema global em crescimento que ameaça o meio marinho e o Homem. É urgente sensibilizar a população e os diferentes stakeholders para este problema assim como regular e gerir de forma mais sustentável o nosso meio marinho.

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Setúbal: Exposição revela projecto europeu de combate ao lixo marinho

© O Bocagiano

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Marcia Moço

O que é o lixo marinho, de onde vem e para onde vai, de que forma afecta o meio ambiente e o ser humano são algumas das questões que podem encontrar resposta na exposição “Lixo marinho: Um problema global“, inaugurada este sábado, na Galeria Municipal do Onze. A mostra onde os visitantes podem interagir para aprender a dimensão deste problema global vai estar patente em Setúbal até ao próximo dia 30 de Novembro.

Portugal é um dos quinze países que fazem parte do projecto europeu Marlisco, que pretende levar até às pessoas a realidade das causas e efeitos do lixo marinho. A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT/UNL) é o parceiro português deste projecto, sendo também responsável pela exposição na galeria municipal em Setúbal.

Paula Sobral, professora e coordenadora do projecto em Portugal, explica que o principal objectivo desta mostra é o de “fazer chegar a informação sobre este problema do lixo marinho, que é um problema global, de todos os países e continentes, e que aqui é um problema de todos nós”.

“A exposição está organizada de maneira a ilustrar os conceitos teóricos sobre o lixo marinho mas também os aspectos mais práticos com muitos exemplos que apanhamos aqui nas nossas praias”, explica Paula Sobral. A mostra integra uma secção onde é possível ver quais os tipos de resíduos deixados nas praias de Setúbal.

A exposição que pode ser visitada de terça-feira a sábado, até dia 30, vai viajar pelo país até 2015, passando de seguida pelo Centro de Ciência Viva de Vila do Conde e pelo Centro de Ciência Viva de Aveiro. Por ser um projecto internacional, a mostra vai ainda percorrer os restantes 14 países que integram este projecto, nomeadamente, Reino Unido, Irlanda, França, Holanda, Alemanha, Bélgica, Itália, Grécia, Chipre, Turquia, Dinamarca, Roménia, Eslovénia e Bulgária.

“Queremos principalmente sensibilizar e co-responsabilizar as pessoas no sentido de vir a reduzir este problema gravíssimo que não pára de aumentar”, salienta Paula Sobral.

Combate ao lixo marinho motiva a criação da Associação Portuguesa do Lixo Marinho

A importância de acabar com o lixo marinho moveu várias pessoas e entidades para a criação de uma associação que permitisse acelerar o combate a este problema global. “Pensamos que chegou a altura de criar uma Associação Portuguesa do Lixo Marinho porque este é um problema muito importante. Toda a comunidade científica está a dar muita importância a isto, e a própria sociedade em si está muito receptiva porque é fácil de perceber que isto é um problema”, conta Paula Sobral.

A professora adianta que este projecto deverá ter início ainda durante este mês de Novembro, contando com o apoio de várias entidades. “Há várias pessoas interessadas, figuras individuais e algumas instituições, como a Agência Portuguesa do Ambiente, a Docapesca, a FCT/UNL, pessoas de Aveiro, do Porto”, explica.

“A figuração de sócios colectivos também permitirá que outras entidades, como a Associação Portuguesa dos Industriais e dos Plásticos, possam também associar-se a nós no sentido de todos juntos podermos resolver este problema que de todos”, afirma Paula Sobral.

A coordenadora do projecto Marlisco em Portugal realça que, “no início, a associação pretende ser uma plataforma de concentração de informação e de divulgação dessa informação”. A associação vai também poder disponibilizar materiais “para as escolas desenvolverem acções e para outras entidades que queiram divulgar esta temática e que possam recorrer a nós no sentido de fornecermos a parte técnica”.

Os objectivos da Associação Portuguesa do Lixo Marinho passam também por “desenvolver projectos com outras instituições, tudo sempre na óptica da redução do lixo marinho e para contribuir para acabar com este problema”.

03/11/2013 08:44
O Bocagiano – Jornal Regional de Setúbal