Comlurb reúne montanha de lixo deixado pelos banhistas no feriado de São Sebastião

© Rio eu amo eu cuido

© Rio eu amo eu cuido

Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURB
21/01/2014 12:35:00

A Comlurb mostrou quanto lixo ficou na praia de Copacabana sem limpeza durante o feriado de São Sebastião. As 40 toneladas de lixo que foram largadas pelos banhistas na areia, na segunda feira, só foram coletadas a partir das 20 horas do dia 20/01 e acumuladas, formando uma verdadeira montanha de lixo no Posto 4, ficando expostas até às 12h30 de hoje, terça-feira, dia 21. O movimento “Rio eu amo eu cuido” participou da ação amarrando simbolicamente o monte de lixo, com um imenso laço vermelho, como se fosse um presente, deixado pelos frequentadores para a cidade do Rio de Janeiro. Apenas a partir das 20 horas os garis da Comlurb iniciaram a limpeza das areias de Copacabana, mobilizando 90 trabalhadores até uma hora da madrugada, com o apoio de quatro tratores, uma pá mecânica, além de caminhões para transporte do lixo. Ao longo do feriado, só foi removido normalmente o lixo depositado nos 560 contêineres que ficam dispostos na areia em duplas, de 25 em 25 metros, facilitando o descarte correto.

Neste verão, a Companhia modificou a logística de limpeza de toda a orla, dividindo as praias por setores com garis limpando as areias e esvaziando os contêineres ao longo de todo o dia. A Operação Praia Limpa tem garantido a manutenção da limpeza com eficiência, diminuindo o tempo de conclusão deste trabalho no fim do dia.

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Ele diz que falta trabalho de conscientização dos usuários e de fiscalização no local

Lixo deixado na orla da Barra da Tijuca. Foto: Leitor Marinho Santiago / Eu-Repórter

Barra da Tijuca. Foto: Leitor Marinho Santiago / Eu-Repórter

O Globo, com leitor Marinho Santiago
Publicado: 22/11/13 – 17h37

RIO – Alvo frequente de reclamação de moradores, o lixo deixado por banhistas é um problema que se arrasta há décadas nas praias do Rio. Nos últimos dias não foi diferente, principalmente na orla da Zona Oeste. Quem passou pela Praia da Barra no feriado da Consciência Negra, por exemplo, pôde observar a quantidade de detrito deixado na areia e na calçada da orla, como relata o leitor Marinho Santiago, que também é fotógrafo:

— Trabalho há seis anos na praia e nunca vi tanto lixo como nesses últimos feriados que tivemos. Se a quantidade de banhistas dobrou, a de lixo triplicou. Apesar de a Comlurb prestar um árduo e bom serviço na orla, está faltando a conscientização das pessoas e a fiscalização por meio de ações que já deveriam estar sendo implantadas antes da chegada do verão.

O leitor disse que recentemente foram instalados fornecedores de sacolas plásticas na região. No entanto, segundo ele, ainda é pouco.

— Precisamos de uma força-tarefa cuidando de nossas areias, de um plano verão que comece na primavera, se no futuro quisermos continuar desfrutando deste democrático lazer, um dos preferidos dos cariocas — alertou.

De acordo com a Comlurb, a quantidade de detritos deixada nas praias no último feriado foi tanta que a companhia teve que botar 120 funcionários para retirar as cerca de 76 mil toneladas de lixo da orla das zonas Sul e Oeste.

A Comlurb informou que, na quarta-feira, pelo menos 14 pessoas foram flagradas e multadas na Zona Sul ao jogar lixo nas avenidas Atlântica, em Copacabana; Vieira Souto, em Ipanema; e Delfim Moreira, no Leblon.

Nas areias, limpeza quase impossível

Fiscais encontram dificuldades para autuar quem joga lixo nas praias
Comlurb promete aumentar o contingente e ajustar estratégias

Sujeira. Lixo deixado por banhistas na areia de Ipanema Paula Giolito / Paula Giolito

Sujeira. Lixo deixado por banhistas na areia de Ipanema Paula Giolito / Paula Giolito

LÍVIA NEDER
Publicado: 17/10/13 – 5h00

RIO – Domingo de sol, praias lotadas. É hora de os fiscais do programa Lixo Zero, da prefeitura, entrarem em cena. Entretanto, diferentemente das ações realizadas pelos bairros e nos calçadões, coibir quem joga lixo nas areias não tem sido uma tarefa simples. Um balanço com o número de multas aplicadas desde que o programa começou na Zona Sul, há um mês e meio, reflete essa dificuldade. Das 2.846 multas, apenas 145 foram na orla.

Ao flagrar uma banhista jogar uma guimba de cigarro no calçadão de Ipanema, o fiscal da Comlurb Marcos Henrique da Silva precisou aguardar cerca de 20 minutos para aplicar a multa. A banhista entrou no banheiro do Posto 9 e demorou a sair. Quando enfim foi abordada, fugiu correndo pela areia.

— Precisamos ver o cidadão cometer a infração para poder multar. No caso do cigarro, acaba sendo mais fácil flagrar. Já na areia, temos dificuldade de multar quem deixa o lixo porque só podemos provar se estivermos vendo na hora que a pessoa levanta e deixa o lixo para trás — declarou.

Ciente das dificuldades da aplicação da lei na areia, o presidente da Comlurb, Vicente Roriz, afirma que ajustes estão sendo feitos e que vai aumentar o contingente de homens e e o número de lixeiras na orla:

— Temos que repensar o modelo para os agentes ficarem mais estimulados. Vamos adquirir mais uniformes de praia e deslocar mais homens para as areias. Mais do que fiscalizar, queremos que a praia fique limpa no final do dia. Para isso, estamos com uma parceria com os barraqueiros, que vão nos ajudar na conscientização.

VEJA TAMBÉM
VÍDEO Lixo Zero nas praias da Zona Sul

Jornal O Globo

Lixo se acumula na praia de São Conrado, Zona Sul do Rio

Seringas usadas, lixo domiciliar e até animais mortos foram encontrados.
Inea afirma que equipe de fiscalização foi enviada ao local.

Leandro Martins Ferreira do Carmo
Internauta, Rio de Janeiro, RJ

Muito lixo foi encontrado acumulado na areia da praia de São Conrado, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã da sexta-feira (7). O professor de educação física Leandro Martins Ferreira do Carmo filmou as condições da orla e enviou ao VC no G1.

Ele alega que o lixo vem de uma tubulação de esgoto não tratado que é jogado ao mar. “O lixo fica boiando e a maré leva para a areia. Isso acontece diariamente. Como em São Conrado não tem uma estação de tratamento, tudo é jogado dentro do mar. A prefeitura tem uma equipe da Comlurb que vai à praia recolher esse lixo, das 6h às 8h, mas não é o suficiente. São Conrado tem uma estação de tratamento de esgoto, mas ela não funciona. Os clientes e donos de restaurantes já reclamam que o cheiro do esgoto vai para dentro dos estabelecimentos. Importante ressaltar que o bairro tem um dos IPTUs mais caros da cidade”, afirma.

Nota da Redação: procurado pelo G1, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informa que uma equipe da gerência de fiscalização foi enviada ao local nesta segunda-feira (10) para verificar a possibilidade de identificação do material.

Sobre a coleta de lixo na praia, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) diz que a limpeza é feita diariamente a partir das 6h, com repasse durante a tarde. O órgão diz que “além da limpeza manual feita pelos garis, também é utilizado o trator que peneira e faz a aeração da areia. Também é feito o recolhimento do lixo trazido pela maré e a  limpeza da vala que se forma na areia após as chuvas”.

Em adição, Comlurb informa que o Programa Lixo Zero, que prevê a aplicação de multas para quem sujar a cidade, terá início em 1º de julho.

Clique aqui para assistir ao vídeo

10/06/2013 18h26
VC no G1 RJ

Alunos de oceanografia da Uerj participam de Trote Ecológico em Copacabana

A Faculdade de Oceanografia da Uerj promove o Trote Ecológico. A proposta é conscientizar os calouros e os banhistas sobre a importância da limpeza das praias e preservar a vida marinha

© Tânia Rêgo/ABr

© Tânia Rêgo/ABr

Rio de Janeiro – Cerca de 40 novos alunos do curso de oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) promoveram hoje (12) um mutirão de limpeza chamado Trote Ecológico, na Praia de Copacabana, na zona sul da capital fluminense.

A ação, que ocorre há 15 anos, tem como principal objetivo alertar a população para que não suje as praias, além de substituir o trote violento e contribuir para a formação do aluno como profissional.

Os estudantes percorreram a praia recolhendo resíduos, distribuindo panfletos educativos e sacos de lixo aos banhistas. O lixo foi separado por tipo e removido pela Companhia Estadual de Limpeza Urbana (Comlurb). Eles também montaram uma tenda na praia, onde estenderam uma faixa sobre a campanha.

© Tânia Rêgo/ABr

© Tânia Rêgo/ABr

De acordo com o professor de hidrografia da Uerj, Hélio Villena, coordenador do Trote Ecológico, a intenção é fazer com que desde cedo os estudantes tenham responsabilidade social e ambiental.

“Os alunos têm que ter esse papel de conscientização, ao mesmo tempo em que eles se divertem. É um trabalho de esclarecimento, trata-se de uma confraternização com ação social e esperamos que seja útil para todos”, disse Villena.

A atividade faz parte do Programa de Extensão Mentalidade Marítima (Programar), vinculado à Sub-Reitoria de Extensão e Cultura da Uerj.

Edição: Juliana Andrade

12/04/2013 – 13h23
Agência Brasil

‘Bloco do sujo’ foi ajudado por falta de planejamento

Comlurb fez previsão errada sobre aumento de lixo durante o carnaval, que chega a quase 30%

Carla Rocha
Thamine Leta

FABIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

FABIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

RIO — Erro de previsão e pouco pessoal para um evento gigante — que este ano foi ainda mais inflado pelo fenômeno “rave carnavalesca”, com foliões na rua emendando um bloco no outro — podem explicar o porquê de a Comlurb não ter dado conta de tanto lixo no carnaval deste ano. Ao contrário do que previu a empresa, a sujeira na folia de 2013 foi recorde: 400 toneladas de lixo foram recolhidas, até agora, só em blocos no Centro e na Zona Sul, contra 312 no ano passado, quase 30% a mais. Enquanto isso, o número de garis não cresceu mais do que 15%: se o Sambódromo contou com 600, apenas 420 trabalharam na limpeza depois da passagem dos grupos de carnaval de rua.

Uma simples conta matemática revela que não não se pode responsabilizar só a falta de lixeiras e a má educação de alguns foliões. Em cima de dados da Riotur e das estatísticas de recolhimento da própria Comlurb, é calculado o efetivo de garis. Com uma margem de 10% a 15%. Mas a folia foi muito mais poderosa do que o esperado. A companhia de limpeza urbana já planeja mudanças para o ano que vem, buscando parceria com patrocinadores e blocos para aumentar o número de garis no período momesco e talvez investir mais em mecanização.

O presidente da Comlurb, Vinicius Roriz, marcou para segunda-feira uma reunião para fazer um balanço geral, já visando ao carnaval de 2014:

— O primeiro problema foi a dispersão das pessoas, que, este ano, depois do bloco, continuavam nas ruas. Para nós entrarmos com equipamentos, carros-pipas e caminhões-varredeiras, é preciso que as ruas estejam liberadas. E elas demoraram a ser liberadas. Além disso, este ano deve haver um crescimento na geração de lixo no Sambódromo de 10% e de cerca de 28% nos blocos. Os blocos sofreram um impacto muito maior — disse Roriz, reconhecendo ter havido problemas mais graves no Centro, em Ipanema e no Leblon.

Praias amanhecem sujas

Na quarta-feira, pelo menos 12 horas depois do fim oficial da folia, a cidade ainda tinha muito lixo. Duas das mais famosas praias da Zona Sul, Leblon e Ipanema, amanheceram muito sujas na Quarta-feira de Cinzas. Garrafas d’água e restos de coco foram deixados na areia. Como os garis não deram conta do trabalho, os próprios barraqueiros tiveram que retirar parte dos resíduos. A Lapa, que reuniu vários blocos, ainda cheirava mal por volta das 11h.

Outros números deixam claro que as contas da Comlurb, cujo trabalho sempre foi bem avaliado pelos moradores da cidade, desta vez estavam fadadas a não fechar. Enquanto o bloco Simpatia É Quase Amor, que reuniu cerca de 130 mil foliões em Ipanema, teve 60 garis, o planejamento para a limpeza da rua após a passagem do Bola Preta, que levou 1,8 milhão para o Centro, previa 110 garis. Pouco, considerando que um bloco é pelo menos dez vezes maior do que o outro. O diretor de Serviços da Comlurb, Luiz Guilherme Gomes, disse que o tumulto durante o Bola Preta ajudou a complicar a situação:

— Houve uma hora em que a Guarda Municipal disse que não havia condições de garantir a integridade física, e nossas equipes deixaram o local. Só retomamos o trabalho de madrugada. Entregamos tudo limpo, mas foi mais demorado. Tivemos que convocar mais homens e atuamos com 160 garis no Centro até o meio-dia de domingo. Enquanto a gente trabalhava, mais gente chegava para o Boitatá e outros blocos no Largo da Carioca e na Praça Quinze. E essas pessoas se somavam às que estavam emendando desde o dia anterior. Na Rua Farme de Amoedo, em Ipanema, alguns bares não fecharam, e havia pessoas o tempo todo.

Sem querer polemizar, responsabilizando o cidadão, a Comlurb, no entanto, diz que trouxe para o Brasil lixeiras de 800 litros semelhantes às usadas em Roma e Paris. Foram instaladas dez na Cinelândia e dez na Lapa, de acordo com a empresa, mas invariavelmente eram encontradas vazias, com lixo no entorno.

Publicado: 14/02/13 – 6h00
Jornal O Globo