Associação Brasileira do Lixo Marinho realiza conferência livre

© Global Garbage Brasil

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A ABLM – Associação Brasileira do Lixo Marinho (Global Garbage Brasil) realizará a Conferência Livre do Lixo Marinho no âmbito da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (4ª CNMA), com objetivo de definir ações prioritárias para o combate e redução do lixo marinho, relacionando-se à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tema central da 4ª CNMA.

A Associação Brasileira do Lixo Marinho receberá por formulário online ou e-mail (por gentileza preencher o campo “Assunto” com a palavra “Ações”), até o dia 21 de julho de 2013, sugestões de ações prioritárias relacionadas ao combate e redução do lixo marinho no Brasil. É importante lembrar que as ações sugeridas deverão estar explicitamente relacionadas ao lixo marinho e contextualizadas frente à Política Nacional de Resíduos Sólidos. O documento gerado pela conferência terá até 05 (cinco) ações prioritárias para cada um dos eixos temáticos da conferência, a seguir relacionados:

  • Produção e Consumo Sustentáveis
  • Redução dos Impactos Ambientais
  • Geração de Emprego e Renda
  • Educação Ambiental

Após o recebimento das sugestões (formulário online e e-mail), a comissão organizadora do evento preparará, de forma sistemática, as ações para discussão presencial na conferência livre e consequente atribuição de prioridades. A conferência deverá selecionar, no máximo, 20 (vinte) ações prioritárias distribuídas nos eixos já apresentados. Após o envio do documento à 4ª CNMA, será formulada a Carta do Lixo Marinho, que reunirá todas as ações discutidas na conferência e posicionará a Associação Brasileira do Lixo Marinho frente ao problema no Brasil.

A Conferência Livre do Lixo Marinho acontecerá dia 30 de julho (terça-feira) de 2013, das 10 as 14 horas, no Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael, localizado na Av. Carlos Ermelindo Marins, 494 – Jurujuba, Niterói/RJ. Interessados em participar presencialmente da conferência livre, por favor, preencham o cadastro de participação (vagas limitadas). A comissão organizadora entrará em contato confirmando a vaga no evento.

A Conferência Livre do Lixo Marinho conta com o apoio do Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael.

E-mail para contato: conferencialivre@globalgarbage.org.br

Programação da Conferência Livre do Lixo Marinho
09:30 as 10:00 – Recepção e cadastro dos participantes
10:00 as 10:15 – Apresentação da Associação Brasileira do Lixo Marinho
10:15 as 10:30 – Apresentação dos objetivos e estrutura da Conferência Livre
10:30 as 11:00 – Lixo marinho e políticas públicas no Brasil
11:00 as 11:30 – Formação dos quatro grupos de trabalho e início das discussões
11:30 as 11:50 – Intervalo
11:50 as 13:00 – Discussão e atribuição de prioridades as ações sugeridas
13:00 as 13:30 – Elaboração do documento final com as vinte ações prioritárias
13:30 as 14:00 – Fechamento do evento e reflexões pertinentes

Links
4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente
Texto orientador da 4ª CNMA
Manual Metodológico das Conferências Livres 4ª CNMA
Política Nacional de Resíduos Sólidos
Plano Nacional de Resíduos Sólidos
Ações do MMA e do Governo Federal relativos à PNRS
Lixo Marinho e a 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente
Lixo Marinho — Ministério do Meio Ambiente
Memória Reunião de Trabalho Lixo Marinho

TV Lixo Marinho

Lixo marinho e políticas públicas – Ministério do Meio Ambiente


4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente e o lixo marinho


Política Nacional de Resíduos Sólidos e o lixo marinho


Sacolas plásticas e políticas públicas – Ministério do Meio Ambiente

Embalagem melhor, mundo melhor

O consumo consciente e o descarte adequado estão previstos nas políticas do MMA

© Global Garbage Brasil

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TINNA OLIVEIRA

Como proteger o meio ambiente, promover a reciclagem, a coleta seletiva e o consumo consciente de embalagens? Essas questões nortearam a oficina “Embalagens e meio ambiente”, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto de Embalagens, durante a Semana do Meio Ambiente, nesta quarta-feira (05/06), no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

O papel da embalagem é proteger e preservar o produto, reduzir a perda e o desperdício, aumentar a segurança alimentar e conservar a qualidade dos alimentos por mais tempo. “Mas precisamos saber o que fazer com as diversas embalagens que entram em nossas casas todos os dias”, afirmou a gerente do instituto, Magda Cercan, durante a palestra.

LOGÍSTICA REVERSA

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Por isso, ao se desenvolver uma embalagem é importante ter o cuidado de facilitar o descarte adequado e o reaproveitamento. Esse tipo de atitude converge com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que prevê a logística reversa, ou seja, a devolução dos produtos pós-consumo ao fabricante. O acordo para a logística reversa de embalagens em geral está em andamento, mas a de embalagens de óleo lubrificantes já foi firmado no fim do ano passado. A política também prevê a avaliação do ciclo de vida dos produtos e dos impactos ambientais.

Para Cercan, a sustentabilidade neste contexto representa a preocupação real com o final, levando em consideração os vários “Rs”– reutilizar, reciclar, reaproveitar, recusar, retornar, recuperar, repensar. A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Mariana Meirelles, enfatizou a relevância das parcerias para desenvolvimento de ações no setor. “Estamos construindo a diferença de forma articulada com a sociedade, governo e setor produtivo”, reforçou.

Consumo consciente de embalagens já faz parte de iniciativas do Ministério do Meio Ambiente. Dentre elas está o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), na qual foi firmada uma iniciativa voluntária com o instituto para capacitações e produção de material informativo sobre produção sustentável de embalagens. “Produção e consumo sustentável é um tema prioritário para o governo, além de ser um assunto inovador e que o Brasil já tem experiências importantes nessa área”, concluiu a secretária.

Quarta, 05 Junho 2013 17:29
Última modificação em Quarta, 05 Junho 2013 17:49
Ministério do Meio Ambiente

Preservar: um hábito em extinção

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Gabriel Sousa Conzo Monteiro
Biólogo, mestre em Oceanografia Biológica

O consumo desenfreado é, hoje em dia, um comportamento comum da sociedade moderna. Alguns questionam a origem e as razões para a manutenção deste comportamento, e muitas respostas apontam tanto para o incentivo quanto para a “informação” provinda da indústria. Será que a alienação científica da sociedade contribui para um consumo cada vez mais excessivo e até desnecessário? Qual o papel e o que pode fazer a ciência para reduzir este problema? A sociedade sabe, com propriedade, quais desdobramentos ambientais tem seu comportamento de consumo?

A indústria visa vender seus produtos, e é claro que toda sua comunicação visa salientar as qualidades de seu produto. É esperado que assuntos polêmicos ou desdobramentos prejudiciais ao meio ambiente não sejam divulgados por este setor, que muitas vezes utiliza-se de influências políticas e financeiras passar uma boa imagem de seu produto. O plástico é um bom exemplo para ilustrar este cenário. As pessoas sabem que sacolas plásticas matam tartarugas marinhas (e ponto final). A ciência sabe que este problema não é nem a ponta do iceberg.

Os plásticos, quando vão parar no mar, são fragmentados por processos físico-químicos, no entanto não degradam, apenas reduzem de tamanho. Com o passar do tempo estes fragmentos adsorvem Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), como por exemplo, agrotóxicos, e são ingeridos por diversos animais: desde pequenos crustáceos, passando por peixes sendo encontrados até em estômagos de grandes cetáceos. Por processos de bioacumulação e biomagnificação, os níveis desses poluentes tendem a aumentar de acordo com o nível trófico, ou seja, quanto mais alto o nível trófico, maior é a concentração desses poluentes. Já foi comprovada a incidência de câncer, desregulação hormonal e até infertilidade em animais expostos a altas concentrações de POPs. Seres Humanos, topo da cadeia trófica, deveriam se preocupar mais com esta questão, não acham? Fica a pergunta: por que informações neste nível de detalhamento e simplicidade não alcançam a sociedade não acadêmica? A academia está careca de saber disso, por que não se manifesta?

Por uma questão cultural, a maioria dos pesquisadores acadêmicos não sabe se comunicar com o público não acadêmico. Isso acontece pela falta de prática em traduzir o conhecimento científico em linguagem mais simplificada ou então em saber como despertar a curiosidade das pessoas a respeito daquele determinado assunto ou pesquisa. Existem ferramentas como Blogs, YouTube e Facebook que permitem esta comunicação mais direta. Cabe aos acadêmicos, buscar auxílio para que a comunicação com as pessoas ocorra de forma efetiva, evitando a alienação científica da sociedade.

Muitos estudos desenvolvidos no Brasil têm seu financiamento vindo de contribuições públicas, ou seja, todos, de certo modo, colaboram com o desenvolvimento da pesquisa brasileira. Mas será que a sociedade sabe, de forma satisfatória, sobre os mais diversos resultados destas pesquisas? Se a maioria dos pesquisadores acadêmicos se dedicasse a compartilhar de forma simplificada seus estudos, sua vivência e seu conhecimento, estaria ajudando a preservar não só as diversas espécies de animais e vegetais, mas também um hábito que está na lista de extinção a muito tempo: o hábito de preservar. A informação faz com que as pessoas ponderem suas atitudes e sejam mais responsáveis por elas.