Vídeo: Cariocas e turistas sujam praias do Rio apesar do programa Lixo Zero

Várias latinhas foram encontradas jogadas em Copacabana.
Restos de comida e cachorros são fatores que contribuem para a poluição.

© Paula Giolito

© Paula Giolito

Bom Dia Brasil
Edição do dia 21/04/2014

O fim de semana foi de muita sujeira nas praias do Rio de Janeiro. A cidade tem um programa para multar quem joga lixo no chão, mas há uma série de péssimos exemplos nas areias.

A equipe do Bom Dia Brasil encontrou várias latinhas jogadas na praia de Copacabana e foi conversar com as pessoas que jogaram o lixo no local errado.

Repórter: Vocês deixaram 6 latinhas lá.
Banhista: Sim, porque passa alguém e pega.
Repórter: A latinha de vocês?
Banhista: Sim, nós bebemos.
Repórter: Quem pega?
Banhista: Os catadores de lata.
Repórter: Você acha que isso dá bom exemplo, deixar lixo na praia?
Banhista: Não, péssimo exemplo, mas a gente pensa no próximo, porque ele precisa também.

Alguns turistas paulistas também foram abordados:

Repórter: Vocês deixaram muito lixo na areia, e quem vai catar?
Senhor: Nós somos inteligentes, nós somos de São Paulo.
Senhora: Trouxemos uma sacolinha, colocamos lixo na sacolinha, não jogamos lixo.

Outro grupo levantou e deixou a praia cheia de lixo. A repórter pergunta para uma argentina se ela viu quem deixou o lixo e ela responde que as pessoas se foram e não levaram nada do que foi consumido.

Um dos cartões postais do Rio, a Praia de Copacabana ficou com as areias cheias de sujeira. Muitos dos dejetos vêm com a maré, mas muitos são de pessoas que deixam nas areias.

O programa “Lixo Zero” completou oito meses e as pessoas continuam sendo multadas. Quem for flagrado esquecendo um lixo na areia pode pagar a partir de R$ 98,00.

O programa da prefeitura tem apoio popular e já aplicou quase 48 mil multas em 62 bairros, nas ruas e praias da cidade. Nas orlas de Copacabana e Arpoador, a equipe não viu fiscais.

“O povo brasileiro vai sentir na hora que afetar o bolso dele, assim o povo funciona. Não custa nada trazer uma sacola. Se cada um fizer a sua parte vai ajudar, então todo mundo tem que fazer a sua parte”, defende o engenheiro Rodrigo Bessa.

Tem gente que não aguenta e até cata o lixo dos outros. “A gente fica ligado e briga com a pessoa. Fala com a pessoa: pô, recolhe o seu lixo”, conta o empresário Ricardo Coutinho.

Muitos barraqueiros também fazem a sua parte. “Estou varrendo porque aqui é o lugar mais lindo que existe no Brasil e aqui é onde começa a Cidade Maravilhosa”, diz o barraqueiro Jeziel Cruz.

“Temos esses sacos reciclados para os clientes quando vêm pedir para não deixar o lixo espalhado pelo chão”, defende o barraqueiro Douglas Inácio.

O último monitoramento quinzenal das areias das praias do Rio feito pela Secretaria do Meio Ambiente revela que, das 36 praias, metade foi considerada não recomendada.

Muita gente acha que comida é biodegradável e que não vai fazer mal à natureza, mas isso é um engano. Restos de comida e a presença de cachorros na praia são dois dos fatores que mais contribuem para a poluição nas areias. É aquela poluição que ninguém vê: bactérias, coliformes fecais.

“Lugar de cachorro não é na praia”, defende um banhista. Outro visitante defende o cão: “o meu cachorro ele não está poluindo nada. Está brincando com a bola e está sujando muito menos que todo mundo que está aí”.

“Fica difícil.  Não dá para as crianças conviver, brincar na areia com os cachorros passeando para lá e pra cá, fazendo as suas necessidades. Aí complica, a criança pode pegar uma doença”, lamenta o barraqueiro Diego Rocha.

A Companhia de Limpeza disse que programa Lixo Zero tem 51 equipes na orla do Rio.

Clique aqui para assistir ao vídeo

NOO DOCS | LIXÃO

Um dia, 40 toneladas de lixo. A NOO TV registrou a ação em Copacabana

22/01/2014 às 5:27 pm – por Olivia Nachle

E a cena se repete diariamente. A praia lota, a galera se diverte, biscoito Globo aqui, mate acolá, cervejinha pra refrescar. Um cigarrinho, o chicletão, a embalagem da revista. Curtição total. Admitamos: não tem melhor lugar pra gastar a onda que não na praia. Tá com calor? Vai no mar! Refrescou? Volta pro sol. A praia é sua, também, ô se é. Mas não dá pra entender direito por que raios, no fim do dia, quando todo mundo já voltou pro conforto das suas casas, aquele praião que você encontrou de manhã tá cheio, cheinho, cheiaço de lixo. O pacote do Globo, o copo do mate, a garrafa do Guaraviton, as guimbas do cigarro, o papel do chiclete, o plástico… Ficou tudo lá. POR QUE, RAIOS!?

Faltou levar bronca dos pais quando pequeno? Faltaram campanhas pra conscientizar? Faltou saber das consequências diretas de “esquecer” o lixo na praia?Faltou sentir no bolso o preço do seu lixo? Pode ser. Mas, sejamos honestos, no fundinho, todo mundo sabe que é errado jogar lixo no chão. Na areia, então…

Todo esse sermão porque, vem dia, passa dia, e tudo continua na mesma. Prova concreta, explícita, demonstrada disso: no feriado de segunda-feira, Dia de São Sebastião, padroeiro do Rio, uma parceria entre a Comlurb e o movimento “Rio Eu Amo, Eu Cuido” escancarou toda essa sujeira. Todo o lixo deixado nas areias da Praia de Copacabana foi reunido e exposto na altura da Rua Constante Ramos. 40 toneladas de lixo. QUARENTA TONELADAS “esquecidas” na areia. Na areia da praia, da sua praia. Esse mesmo lixo que, com a subida da maré, com o vento, com a chuva, vai pro mar. Pro mesmo mar que refresca quando você fica com calor. Você provavelmente já deu um mergulhão e teve um rótulo de garrafa d’água grudado na sua perna. A vida marinha sente diretamente essa sujeirada toda.

“As pessoas acham que o pequeno lixo, uma guimba, um copinho, não incomoda. Mas essa montanha de lixo é feita de pequeno lixo. O lixo de cada um faz uma grande diferença”, conta Ana Lycia Gayoso, coordenadora do movimento. E faz mesmo. Nesse caso aquela velha máxima “não é porque os outros fazem que você pode fazer” vale muito. Isso não é justificativa. Conscientização é a palavra principal. E é isso que essa ação quis despertar nas pessoas. Porque, desde o primeiro dia do verão, quem jogou lixo e foi pego pelos fiscais sentiu direto no bolso, com multa que vai de R$98 a R$3 mil. Ou seja, é melhor criar o hábito de levar seu lixinho próprio e jogá-lo no lugar certo.

A NOO acompanhou a ação, com imagens lindas do praião e todo o resultado feio da montanha de lixo que se formou. Play já!


Imagens | Fernando Muñoz e Luiz Felipe Berto

Edição | Fernando Muñoz e Luiz Felipe Berto

Produção | André Neves

Arte | Luiz Felipe Berto

Agradecimentos | Gefferson Alves | Hotel Pestana | Rio Eu Amo Eu Cuido | Prefeitura do Rio

Lixo se intromete em foto de turista na praia de Copacabana

22.jan.2014 - A corrente marítima levou o lixo da baía de Guanabara para as águas da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22) Domingos Peixoto/Agência O Globo

22.jan.2014 – A corrente marítima levou o lixo da baía de Guanabara para as águas da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22)
Domingos Peixoto/Agência O Globo

22.jan.2014 - A corrente marítima levou o lixo da baía de Guanabara para as águas da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22) Domingos Peixoto/Agência O Globo

22.jan.2014 – A corrente marítima levou o lixo da baía de Guanabara para as águas da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22)
Domingos Peixoto/Agência O Globo

Comlurb expõe lixo deixado nas areias de Copacabana

Foto:  Márcio Moraes / Agência O Dia

Foto: Márcio Moraes / Agência O Dia

Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil
21/01/2014 12h10

Rio de Janeiro – Uma montanha de 40 toneladas de lixo está sendo exposta pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) na Praia de Copacabana para mostrar à população e aos visitantes do Rio todo o resíduo que foi recolhido nas praias do bairro e do Leme desde as 20h de ontem (20), feriado municipal de São Sebastião. O objetivo é conscientizar os banhistas.

O presidente da Comlurb, Vinícius Roriz, explicou a ação: “Isso mostra que a gente ainda tem nas areias um trabalho grande de melhorar a fiscalização e também de conscientização das pessoas. O que a gente conseguiu nas ruas, a gente não conseguiu nas areias das praias. E a areia é a nossa sala de visita para o turista e nossa área de lazer. Temos que chamar a atenção para os dois cuidarem melhor das areias do Rio de Janeiro”.

Para juntar o lixo no Posto 4, a companhia usou quatro tratores e contou com 90 funcionários durante toda a madrugada. Os resíduos que haviam sido jogados nas latas de lixo foram removidos normalmente, e apenas os deixados irregularmente foram para o monte. Quem joga lixo nas praias do Rio corre o risco de ser multado pela Operação Lixo Zero, mas Roriz reconhece que a fiscalização é mais difícil nessa situação: “Das 180 equipes da operação, temos 160 na areia, nos fins de semanas e feriados, mas o rendimento é menor, porque a configuração do flagrante é mais difícil”.

Comerciante em Copacabana há mais de dez anos, Rebeca Krimer, de 66 anos, parou a caminhada no calçadão para perguntar o que significava tanto lixo na areia. Ao saber que tinha sido recolhido na própria Praia de Copacabana, ela não se surpreendeu: “O povo não é educado para respeitar o próximo. E os turistas também não. Eu não frequento praia aqui no Rio. Nem na Barra, onde eu moro”, diz a carioca.

Dona de uma barraca que aluga cadeiras e guarda-sóis em Copacabana, Maria das Dores Silva, de 74 anos, tenta ajudar distribuindo sacos plásticos de lixo aos clientes, que também compram coco, cerveja e água. “Mesmo assim, não é todo mundo que ajuda. Tem gente que vai embora e deixa o lixo na areia. E tem muitos barraqueiros que não ajudam também e deixam tudo sujo no ponto deles”.

Para combater a falta de consciência dos banhistas, a Comlurb quadruplicou o número de garis que atuam no trecho da orla que vai do Leme, na zona sul, ao Pontal, na Zona Oeste, que agora é coberta por 614 funcionários de limpeza. O número de lixeiras na areia também aumentou, passando de 630 para 2.178. Somente em Copacabana, 560 lixeiras foram posicionadas na areia, em duplas, de 25 em 25 metros, reduzindo a 12,5 metros a distância máxima entre o banhista e o local correto de deixar o lixo.

Edição: Davi Oliveira

Comlurb reúne montanha de lixo deixado pelos banhistas no feriado de São Sebastião

© Rio eu amo eu cuido

© Rio eu amo eu cuido

Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURB
21/01/2014 12:35:00

A Comlurb mostrou quanto lixo ficou na praia de Copacabana sem limpeza durante o feriado de São Sebastião. As 40 toneladas de lixo que foram largadas pelos banhistas na areia, na segunda feira, só foram coletadas a partir das 20 horas do dia 20/01 e acumuladas, formando uma verdadeira montanha de lixo no Posto 4, ficando expostas até às 12h30 de hoje, terça-feira, dia 21. O movimento “Rio eu amo eu cuido” participou da ação amarrando simbolicamente o monte de lixo, com um imenso laço vermelho, como se fosse um presente, deixado pelos frequentadores para a cidade do Rio de Janeiro. Apenas a partir das 20 horas os garis da Comlurb iniciaram a limpeza das areias de Copacabana, mobilizando 90 trabalhadores até uma hora da madrugada, com o apoio de quatro tratores, uma pá mecânica, além de caminhões para transporte do lixo. Ao longo do feriado, só foi removido normalmente o lixo depositado nos 560 contêineres que ficam dispostos na areia em duplas, de 25 em 25 metros, facilitando o descarte correto.

Neste verão, a Companhia modificou a logística de limpeza de toda a orla, dividindo as praias por setores com garis limpando as areias e esvaziando os contêineres ao longo de todo o dia. A Operação Praia Limpa tem garantido a manutenção da limpeza com eficiência, diminuindo o tempo de conclusão deste trabalho no fim do dia.

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Alunos de oceanografia da Uerj participam de Trote Ecológico em Copacabana

A Faculdade de Oceanografia da Uerj promove o Trote Ecológico. A proposta é conscientizar os calouros e os banhistas sobre a importância da limpeza das praias e preservar a vida marinha

© Tânia Rêgo/ABr

© Tânia Rêgo/ABr

Rio de Janeiro – Cerca de 40 novos alunos do curso de oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) promoveram hoje (12) um mutirão de limpeza chamado Trote Ecológico, na Praia de Copacabana, na zona sul da capital fluminense.

A ação, que ocorre há 15 anos, tem como principal objetivo alertar a população para que não suje as praias, além de substituir o trote violento e contribuir para a formação do aluno como profissional.

Os estudantes percorreram a praia recolhendo resíduos, distribuindo panfletos educativos e sacos de lixo aos banhistas. O lixo foi separado por tipo e removido pela Companhia Estadual de Limpeza Urbana (Comlurb). Eles também montaram uma tenda na praia, onde estenderam uma faixa sobre a campanha.

© Tânia Rêgo/ABr

© Tânia Rêgo/ABr

De acordo com o professor de hidrografia da Uerj, Hélio Villena, coordenador do Trote Ecológico, a intenção é fazer com que desde cedo os estudantes tenham responsabilidade social e ambiental.

“Os alunos têm que ter esse papel de conscientização, ao mesmo tempo em que eles se divertem. É um trabalho de esclarecimento, trata-se de uma confraternização com ação social e esperamos que seja útil para todos”, disse Villena.

A atividade faz parte do Programa de Extensão Mentalidade Marítima (Programar), vinculado à Sub-Reitoria de Extensão e Cultura da Uerj.

Edição: Juliana Andrade

12/04/2013 – 13h23
Agência Brasil