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IMA entrega relatório sobre lixo jogado na praia depois da festa do Lopana

Proprietário do bar Eduardo Palmeira diz que tomou ‘todas as medidas cabíveis’ e que a prefeitura não considerou que o evento trouxe visibilidade turística ‘até internacionalmente’

Lixo depois da festa, na manhã do domingo (30): de quem é a culpa? Foto: Alagoas24horas

Lixo depois da festa, na manhã do domingo (30): de quem é a culpa?
Foto: Alagoas24horas

por Felipe Miranda, do Alagoas Boreal
03/12/2014 06:12:53

Os banhistas que foram à orla de Maceió no domingo (30) se depararam com montantes de lixo nas areias da praia de Ponta Verde. Eram os resquícios da festa que ocorreu no sábado (29), realizada pelo bar e restaurante Lopana, que comemorou aniversário de dez anos. Compareceram à festa – que incluiu, ainda, o evento náutico “Lopana Boat Fest” e a gravação de um DVD da banda Jammil e Uma Noites –, aproximadamente, segundo a polícia militar, 30 mil pessoas.

O Instituto do Meio Ambiente (o IMA) enviou relatório para o Ministério Público Federal nessa terça-feira (2), afirmando que uma das condicionantes impostas para que a festa acontecesse foi o recolhimento do lixo. “Advertimos o proprietário do Lopana no domingo e fotografamos a área. Na segunda-feira [1o], todo o local já estava limpo.”

O proprietário do Lopana, Eduardo Palmeira, declarou que “todas as medidas cabíveis” foram tomadas para que o evento acontecesse de forma legal. “A Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió [a Slum] esteve presente e fez a parte que lhe cabia. Mas eu esperava mais da prefeitura. Cerca de 20 mil pessoas estavam ali sem pagar. Fora os marinheiros e os donos de lanchas que estavam no mar. Solicitamos banheiros químicos, mas eles não foram disponibilizados. Deveríamos mesmo ter bancado isso?”

A sujeira na praia, segundo Palmeira, foi resultado da falta de educação das pessoas. “Várias vezes eu fui ao microfone pedir para que todos utilizassem as lixeiras e os sacos de lixo que estavam disponíveis. Tentamos conscientizar as pessoas, mas não deu certo. Depois do evento, fiquei aqui com a equipe da Slum até as duas horas da madrugada. O lixo que amanheceu na praia foi depositado pelos marinheiros depois de toda essa limpeza.”

Nessa segunda (1o) e terça-feira (2), a reportagem do site tentou falar com o diretor de operações da Slum Pablo Angelo, mas não obteve êxito. Por assessoria de imprensa, a superintendência informou que parte do efetivo de garis foi deslocada para realizar a limpeza “durante e depois do evento”, afirmando que “os transtornos” causados pelo lixo amontoado na areia, no domingo de manhã, “foi tudo um grande estardalhaço desagradável feito pela mídia”.

“A prefeitura”, declarou a Slum, “não pode disponibilizar um batalhão de mil homens para uma festa privada e muito menos obrigar os garis a virarem a noite trabalhando. Esperamos que nas próximas festas isso não se repita. Os empresários devem ser mais conscientes e contribuírem.”

Segundo o proprietário do Lopana, 95 seguranças particulares estavam presentes no sábado (29), além da Polícia Militar. “A Capitania dos Portos prendeu alguns motoristas de lanchas embriagados. Lembro-me de questioná-los a respeito dos banhistas que jogavam latas de cerveja na água. Por que eles não multavam essas pessoas? Eles afirmaram que não possuíam estrutura para isso. Se eles não podiam, imagine eu.”

200 leitos de hoteis ocupados

Eduardo Palmeira destacou, ainda, a importância da festa para o turismo local. “Um evento desse porte coloca nosso Estado como atrativo potencial. Para você ter uma ideia, de meu conhecimento, 200 leitos de hotéis foram ocupados. Convidamos 50 jornalistas para a cobertura do evento. A visibilidade para Alagoas em território nacional, e até internacional, foi enorme. Em breve mostraremos números para a imprensa.”

Galisteu Mathias, promoter da boate e casa de shows Le Hotel, afirmou não ter visto ninguém da prefeitura trabalhando no local.

“Nem lixeiras eu vi. Em uma festa desse porte deveria ter.” Parabenizando a organização quanto ao policiamento, ele destacou que a falta de educação era perceptível por parte de algumas pessoas. “Foi o ponto mais negativo, o causador de todo o lixo. Estavam jogando as garrafas na areia e no mar. Um amigo meu até cortou os pés.”

Abertura de Verão 2015 do Lopana: Nota de esclarecimento

Com o objetivo de esclarecer as publicações referentes ao montante de lixo encontrado na praia após a Abertura de Verão 2015 do Lopana, que aconteceu no dia 29 de novembro, o bar & restaurante vem por meio desta se pronunciar sobre o ocorrido.

Maceió, 02 de dezembro de 2014

A empresa Lopana – bar e restaurante vem por meio desta nota esclarecer sua posição em relação ao montante de lixo encontrado após a Abertura de Verão 2015, realizada em 29 de novembro de 2014, em Maceió.

Para a realização de qualquer evento – principalmente de caráter público -, se faz necessária a produção de ofícios onde é solicitado o apoio logístico e a autorização dos órgãos regulamentadores do Estado para que o mesmo aconteça dentro de todas as conformidades normais e legais. A empresa Lopana cumpriu com tal compromisso, solicitando – por escrito – a presença da Secretaria de Limpeza Urbana (Slum) que garantiu seu apoio pós-evento. Com o fim do mesmo, os agentes da Slum estiveram presentes durante a madrugada de sábado para domingo realizando a limpeza do local.

Além do apoio do órgão responsável, o Lopana distribuiu lixeiras por todas as laterais da barraca e realizou diversos alertas de conscientização no microfone. Outra ação foi realizada em parceria com a banda Jammil e Uma Noites – uma das atrações do evento -, que lançou na ocasião o projeto “Praieiro Cidadão” com ações junto aos banhistas e freqüentadores de distribuição de sacos biodegradáveis e outros.

Afirmamos que as ações cabíveis aos organizadores do evento foram realizadas de maneiras diversas, antes, durante e após o evento. No entanto, esperamos que o lamentável fato possa chamar a atenção de órgãos reguladores para que medidas de conscientização sejam aplicadas com maior frequência, com o objetivo de preservar o meio ambiente do Estado de Alagoas.

Atenciosamente,

Lopana bar & restaurante

IMA-AL vai acionar MPF para apurar descarte de lixo após festa náutica

Evento aconteceu no último sábado, na orla de Ponta Verde, em Maceió.
Slum diz que mais de 60 garis trabalharam na região durante a festa.

Do G1 AL
01/12/2014 19h19 – Atualizado em 01/12/2014 19h30

O Instituto do Meio Ambiente (IMA) abriu, nesta segunda-feira (1), um procedimento para apurar o descarte irregular de lixo durante uma festa náutica que aconteceu no último sábado (29), na praia da Ponta Verde, em Maceió. Além disso, o órgão decidiu acionar o Ministério Público Federal (MPF) para investigar o caso, o que deve acontecer na próxima terça-feira (2).

De acordo com a assessoria de comunicação do IMA, uma equipe de agentes de fiscalização esteve no local após a realização da festa e constatou que uma grande quantidade de lixo ainda se encontrava na praia, não tendo sido descartada regularmente. A assessoria informou ainda que ao retornar ao local, na manhã desta segunda, pôde observar que o material já havia sido removido, mas mesmo assim, achou cabível acionar o órgão.

Segundo informações repassadas pela assessoria de comunicação da Superintendência de Limpeza Urbana do Município (Slum), 60 agentes trabalharam o dia todo naquela região terminando de remover o lixo durante a manhã de domingo.

A assessoria da superintendência informou que aproximadamente 40 mil pessoas passaram pelo evento e que até a noite de sábado, mais de 30 toneladas de dejetos foram recolhidas. A Slum afirma que foi possível perceber uma grande quantidade de descarte na água por parte das pessoas que estavam ancoradas nas lanchas e veículos náuticos no local, percebendo um maior número de objetos de plástico, lata e garrafas.

IMA abre procedimento para apurar descarte irregular após festa na orla

Centenas de garrafas de vidro e copos descartáveis foram jogados nas areias da Pajuçara

Lixo tomava conta das areias da Pajuçara na manhã deste domingo (Fotos: Bárbara Guimarães)

Lixo tomava conta das areias da Pajuçara na manhã deste domingo (Fotos: Bárbara Guimarães)

por Jonathas Maresia, da Gazetaweb.com
01/12/2014 15h52

Após denúncias de descarte irregular de lixo no evento náutico realizado no último sábado (29), na praia de Pajuçara, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) abriu procedimento para verificar se houve quebra nas condicionantes estabelecidas para realização do Lopana Boat Fest. O relatório do IMA será remetido ao Ministério Público Federal (MPF) nesta terça-feira (2), que pode adotar alguma postura contra os responsáveis do evento.

De acordo com a assessoria de imprensa do IMA, os técnicos verificaram no domingo – um dia após a realização da festa – que as areias da praia ainda estavam tomadas pelo lixo. Muitos banhistas tiveram que driblar as centenas de garrafas e copos descartáveis para aproveitar o domingo de sol na praia de Pajuçara. Os organizadores do evento estimam que mais de 30 mil pessoas participaram do evento, que é considerado um dos maiores da categoria no País.

Diante da constatação, informou a assessoria, os técnicos notificaram verbalmente o dono da barraca que realizou o evento, o qual se comprometeu a retirar todo o material até esta segunda-feira (1). Ainda segundo a assessoria, os profissionais do IMA verificaram hoje que todo o lixo descartado irregularmente havia sido retirado.

Por sua vez, o Ministério Público Federal de Alagoas (MPF/AL) relatou que aguarda o relatório do IMA para adotar as medidas necessárias que o caso requer. O descarte do lixo nas areais gerou revolta de frequentadores, internautas e moradores, que cobraram uma resposta das autoridades para o caso.