Barra da Tijuca ganha mais uma edição “Praia Feliz é Praia Limpa”

Ação contará com 200 colaboradores do GPA Clube que vão conscientizar banhistas e turistas sobre pequenos resíduos na Barra da Tijuca

“Praia Feliz é Praia Limpa”. Foto: Murillo Tinoco

“Praia Feliz é Praia Limpa”. Foto: Murillo Tinoco

por Imprensa GPA
19 de novembro de 2014

No dia 23 de novembro, próximo domingo, das 7h30 às 11h, o Pão de Açúcar promoverá na Barra da Tijuca, altura do posto 4, atividades voltadas para os temas saudabilidade e sustentabilidade. Cerca de 200 colaboradores que participam do programa de esporte do GPA, o GPA Clube, percorrerão 500 metros de areia com o objetivo de limpar a praia. Eles convidarão o público a fazer esta limpeza e também a participar de um grande treino de corrida e caminhada na ciclovia, além de vários exercícios na areia e aula de frescobol.

Com esta ação, o Pão de Açúcar busca conscientizar os cariocas e turistas sobre a necessidade de destinar corretamente pequenos resíduos antes de descartá-los na natureza. O projeto “Praia Feliz é Praia Limpa” recebe ainda o apoio e o patrocínio de Taeq, marca própria do GPA voltada a quem busca se alimentar bem a qualquer momento do dia. Durante o evento, será promovida degustação de alguns produtos da marca.

Ainda no domingo, as promotoras do Pão de Açúcar distribuirão sacolinhas sustentáveis (feitas à base de cana de açúcar) para que os banhistas possam participar, não deixando detritos na areia.

Serviço:
Evento: Projeto “Praia Feliz é Praia Limpa”
Local: Praia da Barra da Tijuca – altura do Posto 4-RJ
Data: dia 23 de novembro
Horário: 7h30 às 11h

Tweet do dia – Phil Rajzman

© Phil Rajzman

© Phil Rajzman

Em 100 metros de recolhimento do micro lixo na praia da reserva, muita sujeira… Se cada um fizer sua parte tudo melhora! #SomosTodosUm #reservalores – #Aho – @acaifrooty@ervaria@hobiesurfboards – #SuperGlass – @marcelo.c.dasilva.520@julliroldao

Estudo encontra poluição de plástico em 88% da superfície dos mares

Expedição feita em 2010 coletou mais de 3 mil amostras oceânicas.
Estima-se que oceano tenha entre 10 mil e 40 mil toneladas de plástico.

© NOAA Marine Debris Program

© NOAA Marine Debris Program

G1 – Globo Natureza
Da AFP
01/07/2014 07h00

Até 88% da superfície dos oceanos do mundo está contaminada com lixo plástico, elevando a preocupação com os efeitos sobre a vida marinha e a cadeia alimentar, afirmaram cientistas nesta segunda-feira (30).

Os produtos plásticos produzidos em massa para brinquedos, sacolas, embalagens de alimentos e utensílios chegam aos mares arrastados pela água da chuva, um problema que deve piorar nas próximas décadas.

As descobertas, publicadas no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (“PNAS”), se baseiam em mais de 3 mil amostras oceânicas, coletadas ao redor do mundo por uma expedição científica em 2010.

“As correntes oceânicas carregam objetos plásticos, que se partem em fragmentos menores, devido à radiação solar”, disse o diretor das pesquisas, Andrés Cozar, da Universidade de Cádiz, na Espanha.

“Estes pequenos pedaços de plástico, conhecidos como microplásticos, podem durar centenas de anos e foram detectados em 88% da superfície oceânica analisada durante a Expedição Malaspina 2010“, acrescentou.

Os cientistas avaliaram que a quantidade total de plástico nos oceanos do mundo – entre 10 mil e 40 mil toneladas – atualmente é menor do que as estimativas anteriores. No entanto, levantaram novas preocupações sobre o destino de tanto plástico, particularmente os pedaços menores.

O estudo revelou que os fragmentos de plástico, “entre alguns mícrons e alguns milímetros de tamanho, são sub-representados em amostras da superfície do mar”.

Mais pesquisas são necessárias para descobrir aonde estas partículas vão e quais os efeitos que têm na vida marinha.

“Estes microplásticos têm influência no comportamento e na cadeia alimentar de organismos marinhos”, disse Cozar. “Mas provavelmente, a maioria dos impactos relacionada à poluição do plástico nos oceanos não é conhecida”, concluiu.


Plastic debris in the open ocean
Andrés Cózar, Fidel Echevarría, J. Ignacio González-Gordillo, Xabier Irigoien, Bárbara Úbeda, Santiago Hernández-León, Álvaro T. Palma, Sandra Navarro, Juan García-de-Lomas, Andrea Ruiz, María L. Fernández-de-Puelles, and Carlos M. Duarte
PNAS 2014 ; published ahead of print June 30, 2014, doi:10.1073/pnas.1314705111

Limpeza na Praia da Taíba recolhe 600 quilos de lixo

Os voluntários recolheram sacolas, mais de 2 mil tampinhas de plástico e mais de 3 mil pedaços de microlixos. Foto: Divulgação / Projeto Limpando O Mundo

Os voluntários recolheram sacolas, mais de 2 mil tampinhas de plástico e mais de 3 mil pedaços de microlixos. Foto: Divulgação / Projeto Limpando O Mundo

Diário do Nordeste
14.04.2014

Na manhã do último sábado, cerca de 50 voluntários recolheram, aproximadamente, 600 quilogramas de resíduos sólidos numa faixa de um quilômetro da Praia da Taíba, no município de São Gonçalo do Amarante. A ação foi realizada pelo Projeto Limpando o Mundo, organizado pela Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) e pelo Instituto Povo do Mar (Ipom), com o apoio da Associação do Bem e da Toinho Surf School.

Segundo o biólogo e coordenador da ação, Juaci Araújo, um monitoramento da área realizado no último dia 6 pelo projeto Limpando o Mundo detectou um evento atípico na extensão da Praia da Taibinha, com o aparecimento maciço de sacolas plásticas ao longo da costa. “O principal motivo foram as correntes marinhas e as chuvas que aconteceram no Ceará nos últimos quinze dias. Esse lixo, que estava na zona costeira, formou um bolsão que desceu pra Praia da Taíba. Por isso fizemos essa operação emergencial”, disse.

Limpeza

Além da remoção do lixo, o grupo se preocupou ainda em qualificar os resíduos encontrados. Os que ainda pudessem ser reciclados foram destinados a catadores locais de resíduos sólidos.

Os voluntários realizaram, ainda, a instalação de placas informativas e educativas sobre as formas adequadas de descartar o lixo na área da praia. “É preciso fazer essa conscientização, pois grande parte do lixo não pode mais ser reciclada. Além das sacolas, recolhemos também mais de 2 mil tampinhas de plástico e mais de 3 mil pedaços de microlixos, ou seja, resíduos menores”, coloca Juaci Araújo.

O biólogo aponta, ainda, que o problema com lixo na região acompanha o aumento do crescimento urbano na faixa costeira que compreende desde Fortaleza à São Gonçalo do Amarante.

“Vimos, nos últimos anos, o aumento no número de pequenas cidades e pessoas que moram perto da praia, e mesmo o aparecimento de indústrias costeiras. Todos esses vetores contribuiram com o aumento na quantidade de lixo nas praias. Estamos em diálogo com as prefeituras, pois é necessário que haja educação das pessoas em relação ao problema e políticas públicas que intensifiquem a limpeza nas praias”, afirma Juaci.

Ações

No sábado (20), o Projeto vai agir novamente na Taíba, na área do Morro do Chapéu. No dia 4 de maio, o grupo vai para o manguezal próximo ao Parque Botânico do Ceará, em Caucaia, onde apareceu mais lixo com as cheias da maré. As ações contam com patrocínio da Greenish e Skol e apoio do Sesc Ceará.

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Prefeitura de Guarujá realiza mutirão de microlixo na Praia do Guaiúba

© Aleksandar Todorovic/Shutterstock.com

© Aleksandar Todorovic/Shutterstock.com

Em busca de conscientizar um maior número de moradores da Cidade e turistas, a Prefeitura de Guarujá organiza o 2º Mutirão do Microlixo, no dia 27 (sábado), às 8h30 na praia do Guaiúba. O objetivo do mutirão é recolher todo o microlixo (bitucas de cigarro, selos de latas de cerveja, cacos de vidro) que passa despercebido ao serviço municipal de limpeza. Esses materiais tóxicos, por serem menores, acabam afetando o meio ambiente por meio da própria natureza (marés, ventos e chuvas) e, por isso é necessário um trabalho mais detalhado, como desenterrar esses resíduos da areia.

A mobilização contará com o apoio de membros de diversas organizações: Gremar (Instituto de Pesquisa, Educação e Gestão da Fauna), Associação dos Caiaquers, Bombeiros, ONGs da região, quiosqueiros, carroceiros, restaurantes, associações de bairros, Secretaria de Saúde, Secretária de Dengue, associação de surfistas, Terracom, Conselho de Juventude e Guarda-Vidas. A iniciativa já tem confirmada a presença de assistentes da dengue, 20 membros do conselho de juventude e 10 trabalhadores da equipe de guarda-vidas.

Assistentes voluntários ambientais, moradores da região e população em geral, também podem participar. Durante o evento ambiental, haverá um caminhão da Fundação Settaport realizando o descarte ambiental correto ao lixo eletrônico. Serão recolhidas peças quebradas ou em desuso de computadores, impressoras, monitores, teclados, mouses, estabilizadores, HDs, placas, cabos, processadores, fontes e outros.

O lixo recolhido durante o dia será avaliado pelo Gremar imediatamente e encaminhado ao destino correto. O coordenador de educação ambiental da Prefeitura, Lucas Baptista Junior, afirma que o microlixo é muitas vezes desconhecido pela população por estar escondido entre areias e marés. “Muitas vezes a limpeza das praias afunda esses resíduos e o contato pode desenvolver doenças nos frequentadores das praias de Guarujá”.

A primeira experiência ambiental realizada em 31 de janeiro deste ano, na Praia do Tombo e recolheu, entre outros objetos, mais de 11 mil bitucas de cigarros (leia abaixo).

Confira a programação completa da mobilização:

Confira a programação do Mutirão do Micro lixo que ocorrerá sempre a partir das 8h30

27 de abril – Praia do Guaiúba
18 de maio – Praia das Astúrias
29 de junho – Praia das Pitangueiras
20 e 27 de julho – Praia da Enseada
31 de agosto – Praia de Pernambuco
28 de setembro – Praia do Perequê
26 de outubro – Rios e Mangues

O que é microlixo?
O microlixo é um tipo de resíduo, formado por itens de pequeno tamanho, mas que em sua maioria são gerados em grande volume. Exemplos deste tipo de lixo são papéis de bala, bitucas de cigarro, chicletes, e pequenas embalagens de produtos. Este tipo de resíduo acaba escapando da limpeza pública e seu destino invariavelmente são os canos de esgotos, rios e praias.

Devido à representatividade, volume e costume dos fumantes de jogar os filtros dos cigarros no chão – no Brasil são descartados anualmente 140 bilhões de filtros de cigarro – é o tipo de resíduo que melhor representa esta classe. O tempo de decomposição de uma bituca de cigarro é de 1 a 2 anos.

O microlixo nas areias das praias altera a cadeia alimentar de seres habitantes do meio, causando a morte de moluscos, aves e peixes. Para humanos, o longo tempo de decomposição desses materiais também aumenta o risco de doenças de pele, conjuntivites e verminoses.

Para se ter uma idéia, itens como embalagens plásticas (sacolinhas) e metais (latinhas de refrigerantes e cerveja), facilmente encontrados nas areias da praia levam entre 100 e 500 anos para se decompor.

1º Mutirão

O 1º mutirão para a coleta de microlixo foi realizada no final de janeiro deste ano, na Praia do Tombo. Em cerca de três horas de ação, um esquadrão de limpeza formado por pessoas de diferentes classes e associações e/ou moradores da região, coletou milhares de pequenos detritos, entre os quais 11.250 bitucas de cigarro, 447 canudinhos de plástico e 168 palitos de sorvete.

Entre os diversos resíduos coletados alguns chamaram atenção: um vaso sanitário e uma panela.

Todo material recolhido foi pesado, medido e catalogado, e serve de base para pesquisas e educação ambiental.

A conscientização da população em não jogar objetos nas areias e vias públicas é de fundamental importância para a preservação do meio ambiente. Os resultados obtidos por programas de educação ambiental mostram que a preservação da natureza e o respeito ao espaço público dependem muito da mobilização social e da participação popular.

Exemplo disso, foi o que aconteceu na cidade de Macaé, no Estado do Rio de Janeiro. Por meio da realização de ações contínuas com os moradores, a poluição das praias diminuiu consideravelmente, com 2 toneladas a menos de lixo por dia.

11/04/2013
Prefeitura Municipal de Guarujá


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