Secretaria do Ambiente anuncia parceria com ONG internacional para ampliar reciclagem de PET

Baixada Fluminense recebe rede de cem ecopontos para a destinação correta de entulho e garrafas PET

Foto: Cezar Muller

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por Ascom SEA
04/12/2014 – 16:56h

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Portinho, anunciou em visita à usina de reciclagem CPR, em Xerém, nesta quinta-feira (4/12), uma parceria inédita com a ONG R20, do ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, e a Associação Brasileira dos Recicladores de Pet (Abrepet). A iniciativa visa à expansão da cadeia de reciclagem de garrafas Pet no Estado do Rio de Janeiro com maior participação da sociedade, as cooperativas de catadores, as indústrias de reciclagem e o poder público.

Nesse sentido, a Secretaria de Estado do Ambiente trabalha na implantação de cem ecopontos – locais de processamento de resíduos da construção civil, que também servirão de pontos de coletas de garrafas pets – na Baixada Fluminense. A previsão é entrarão em operação seis ecopontos, até março de 2015.

“Esse trabalho da coleta é de grande importância para a indústria de reciclagem, pois serve de matéria-prima para fabricação de embalagens. Ainda hoje nos importamos muita matéria-prima da China que, por incrível que pareça, é mais barato do que o material reciclado aqui. E isso inclusive foi objeto de crítica da Secretaria do Ambiente, não só pela necessidade de inclusão dos catadores e de remuneração dos municípios nesse processo de logística reversa, mas também da desoneração do setor para que a indústria de reciclagem e novos produtos possam ter na sua composição um maior percentual de material reciclado”, declarou o secretário do Ambiente Carlos Portinho.

O conselheiro estratégico da ONG R20 (Regions of Climate Action), Terry Tamminem, que também participou da visita à usina de reciclagem, ressaltou a importância de se acabar com o desperdício de garrafas, cerca de 50% do total de pets produzidas no Brasil vão parar em aterros, lixões ou no meio ambiente:

“O desperdício desses recursos também é um desperdício de dinheiro, mas imagine ainda o que é necessário para extrair todo esse petróleo ao redor do mundo inteiro, transportar e refinar para fazer plástico. Em algum ponto esse petróleo vai acabar. Não faz o menor sentido usar uma garrafa uma vez e então enterrá-la num aterro e depois ter que obtê-la outra vez em forma de petróleo. A única coisa que faz sentido é tentarmos chegar ao desperdício zero e, para isso, estamos animados em trabalhar com o Governo do Estado.”

O presidente da Abrepet, Edson Freitas, revelou que já foram gastos, nos últimos quatro anos, R$ 125 milhões na implantação de aterros sanitários, enquanto isso R$ 1.5 bilhão em garrafas pets foram desperdiçadas nesses locais. “Não falta educação, falta opção. Há uma carência nas indústrias de todo o Brasil por essa matéria prima e com uma parceria como essa, que oferece opções a população a dar destinação adequada a essas embalagens, eu posso garantir que o Rio de Janeiro vai se tornar a capital da reciclagem em 2015.”

Outra parceria da SEA com a ONG R20, o projeto que visa à substituição de lâmpadas incandescentes por iluminação de LED, mais eficaz e econômica, será inaugurado neste sábado (6/2) em Nova Friburgo.

“Estivemos recentemente em Paris para receber o prêmio de reconhecimento da R20 para o projeto Fábrica Verde, de reaproveitamento de lixo eletrônico e envolvimento da comunidade no processo de reciclagem. Ao mesmo tempo nessa viagem nos firmamos um protocolo de cooperação com apoio da R20 para substituição das lâmpadas LED com financiamento do fundo internacional. Vamos inaugurar em Friburgo essa nova iluminação de LED e em breve estaremos levando essa iniciativa para o maior número de municípios possíveis”, disse Portinho.

MMA mostra no Senado como está a implantação da logística reversa

Em quatro anos, aterros sanitários receberão apenas rejeitos

© Global Garbage Brasil

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por Rafaela Ribeiro, do Ministério do Meio Ambiente
Quarta, 09 Abril 2014 17:46
Última modificação em Sexta, 11 Abril 2014 16:11

Na terceira audiência pública da Subcomissão de Resíduos Sólidos do Senado, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (09/04), em Brasília, a diretora de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Zilda Veloso, explicou como tem sido o trabalho para a implantação da logística reversa das cinco cadeias estabelecidas pela Lei 12.305/2010, art.33: embalagens de óleos lubrificantes, embalagens em geral, lâmpadas, eletroeletrônicos e medicamentos. “Após a implantação dessas cadeias, vamos revisar as que já foram estabelecidas por resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama): pilhas e baterias, pneus, agrotóxicos e óleos lubrificantes”, disse.

A diretora do MMA detalhou as etapas do processo para os acordos setoriais. Desde a instalação dos grupos de trabalho, a realização dos estudos de viabilidade técnico-econômica, avaliação e aprovação do Comitê Orientador para Implantação dos Sistemas de Logística Reversa (CORI), publicação de editais, recebimento e analise de propostas, ajustes, consultas públicas e, finalmente a assinatura do acordo setorial.

© Global Garbage Brasil

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INCENTIVOS

Zilda Veloso dividiu a mesa com o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), presidente da subcomissão, e três representantes da indústria que participam ativamente de todo o processo de construção desses acordos em cadeias diferentes. O vice-presidente Executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), Lauro Moretto, do setor de medicamentos; o diretor da Área de Responsabilidade Socioambiental da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), André Saraiva, de eletroeletrônicos e Ana Paula Bernardes, da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), da cadeia de embalagens em geral. Os três destacaram desafios como a desoneração e outros incentivos para a reciclagem, problemas de bitributação de produtos reciclados, os custos da coleta seletiva e da logística reversa e a viabilidade econômica da reciclagem em alguns casos.

“A lei não estabelece simplesmente o fim dos lixões, vai mais além. Fala que em até quatro anos depois da publicação da lei, o que tem que ser encaminhado ao aterro é somente o rejeito. Então não é só eliminar os lixões, é também tratar a área contaminada e o município ter o sistema de gestão implantado que começa pelo plano de gestão dos resíduos”, explicou Zilda Veloso. “Para conseguirmos encaminhar apenas o rejeito aos aterros, o sistema de logística reversa precisa estar funcionando, a logística é um dos instrumentos para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS)”.

No Recife, infância perdida na lama e no lixo

A história dos meninos cujo cotidiano é catar latas na imundície do Canal do Arruda

Paulinho quase se confunde com os entulhos que tomam conta do Canal do Arruda, numa cena que choca e revolta Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Paulinho quase se confunde com os entulhos que tomam conta do Canal do Arruda, numa cena que choca e revolta
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Wagner Sarmento e Marina Barbosa
cidades@jc.com.br

Eles nadam onde nem os peixes se atrevem. De longe, suas cabeças se confundem com os entulhos. Pela falta de quase tudo na terra, mergulham no rio de lixo atrás da sobrevivência. Lá sim tem quase tudo: latinhas, garrafas, papelão, móveis velhos, restos de comida, moscas, animais mortos. Menos dignidade. Lá, no Canal do Arruda, Zona Norte do Recife, o absurdo é rotina. Anfíbios e miseráveis catam sonhos onde o pesadelo é retrato soberano. São três meninos da comunidade Saramandaia, melados até o pescoço da lama do abandono, numa área que o prefeito da capital, Geraldo Julio (PSB), elencou como prioridade de sua gestão e que, até agora, não viu resultados senão promessas.

Paulinho nada com dificuldade em meio ao lixo e à lama Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Paulinho nada com dificuldade em meio ao lixo e à lama
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Geivson fica perdido em meio ao rio de lixo Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Geivson fica perdido em meio ao rio de lixo
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

O sol inclemente não intimida. É preciso aproveitar a maré baixa, quando os resíduos se acumulam. A cena choca, intriga, envergonha. Em pleno 2013. Em plena capital pernambucana. Aos olhos de todos. O Canal do Arruda, foz de boa parte do lixo recifense, é a mina de ouro de Paulo Henrique Félix da Silveira, 9 anos; Tauã Manoel da Silva Alves, 10; e Geivson Félix de Oliveira, 12, unidos pelo sangue, pela necessidade e pela indiferença do poder público.

Paulinho joga a lata colhida para Geivson, que a coloca na sacola Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Paulinho joga a lata colhida para Geivson, que a coloca na sacola
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Moram em dois barracos na comunidade de Saramandaia, também na Zona Norte, e não hesitam em entrar no fosso. Antes, era só para tomar banho, diversão infantil ocasional. Há mais de ano, passou a ser ganha-pão. Paulinho via as cerca de cem famílias que trabalham com reciclagem na região e decidiu tomar o mesmo caminho. Encontrou seu nicho, o pior de todos, e arrastou os primos.

De longe, Paulinho quase não é notado. Parece parte daquele monte de entulhos Foto: Diego Nigro/JC Imagem

De longe, Paulinho quase não é notado. Parece parte daquele monte de entulhos
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Paulinho, Galego e Geivson, embora exemplos radicais da realidade, não estão sozinhos. De acordo com o perfil dos catadores brasileiros elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), baseado no Censo 2010, 3,6% dos 20.166 pernambucanos que trabalham com reciclagem têm entre 10 e 17 anos. São, oficialmente, só 726 crianças e adolescentes no Estado que tiram seu sustento do lixo. Nas cifras do trabalho infantil em geral, o número sobe para 1.329.229. Na faixa etária dos pequenos catadores de Saramandaia, até 13 anos de idade, há 665.500 pernambucanos trabalhando, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De longe, Paulinho quase não é notado. Parece parte daquele monte de entulhos Foto: Diego Nigro/JC Imagem

De longe, Paulinho quase não é notado. Parece parte daquele monte de entulhos
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Galego é o único que não entra no canal. Tem medo Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Galego é o único que não entra no canal. Tem medo
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

O trio se acotovelava entre dejetos mil para catar latas de alumínio e garantir o alimento de duas famílias com, ao todo, 18 pessoas. Nadava em meio a tudo que a cidade vomita. Paulinho, o menor e mais astuto dentro d’água, tapava a boca com veemência. Tinha noção exata do risco que corria. Ainda não sabe ler, mas conhece da vida o suficiente para não deixar entrar uma gota sequer daquela lama de cheiro insuportável e chamariz de doenças. Febre e diarreia são constantes.

Meninos de Saramandaia sobrevivem do que catam no lixo Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Meninos de Saramandaia sobrevivem do que catam no lixo
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

O lixo lhe cobria o pescoço. A cabeça erguida com dificuldade denunciava que ele estava ali, quase sumindo entre materiais recicláveis, comida descartada, brinquedos quebrados, roupas velhas, sacolas e tudo mais que se possa imaginar. Parecia parte daquilo. Geivson, o mais velho, acompanhava o primo Paulinho na missão inglória e diária.

Um saco cheio de lata vale cerca de R$ 5 Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Um saco cheio de lata vale cerca de R$ 5
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Tauã, chamado por todos pelo apelido de Galego e irmão de Geivson, foi o único que não teve coragem de se embrenhar no meio do canal. Na beira, um pé lá e um pé cá, cumpria sua função na engrenagem do absurdo: recolhia as latas catadas pelos outros dois. Quando precisava ir mais no fundo para pegar algo que caiu, reclamava: “Não quero me sujar”. Juntava tudo em um saco de farinha que é quase de sua altura.

Paulinho é o mais astuto dentro do canal Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Paulinho é o mais astuto dentro do canal
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

O trabalho costuma durar horas, até a maré permitir. Findo o serviço, lavam-se no lado menos poluído do fosso. “Tem que se limpar, né?”, frisa Paulinho, banhado de inocência. À tarde, eles trocam o que cataram num galpão de reciclagem localizado em Saramandaia mesmo. As latas saem tão sujas de lama que nem o depósito aceita. É preciso lavá-las antes. “A gente tira uns R$ 5 por dia”, gaba-se Geivson. Em dia ruim, o esforço rende apenas R$ 1. Paulinho queria comprar biscoitos. Galego e Geivson prometeram entregar o dinheiro à mãe. Invejaram o primo.

Num mesmo barraco, moral 10 pessoas. Numa mesma cama, dormem seis Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Num mesmo barraco, moral 10 pessoas. Numa mesma cama, dormem seis
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

No rio de lixo, encontram de tudo: bola, carrinhos e bonecas; galinha, cachorro e gado morto. Até jacaré já foi visto pelas cercanias, prova de que o risco vem de todos os lados.

Apesar de todas as dificuldades, os garotos não perderam a capacidade de sonhar Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Apesar de todas as dificuldades, os garotos não perderam a capacidade de sonhar
Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Algumas feridas abertas na pele desvelam doenças trazidas pela água suja – Galego tenta esconder com a mão uma dermatite perto da boca; os outros têm pés e canelas cortadas por cacos de vidro. Outras feridas, invisíveis, se revelam numa conversa mais demorada. “Se a vida é assim, fazer o quê? Vai ter que ser. A gente só faz isso porque precisa. Seria bem melhor se não precisasse”, reflete Galego. Achou a resignação no meio do lixo.

PS – E-mails relativos a ajudas aos garotos podem ser enviados para o wsarmento@jc.com.br.

Publicado em 02/11/2013, às 13h56
Jornal do Commercio

A hora da logística reversa

MMA discute com deputados a destinação adequada aos produtos após o consumo

© Global Garbage Brasil

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DA REDAÇÃO

Os setores obrigados a implementar mecanismos de logística reversa – dar destinação adequada aos produtos após o consumo – que ainda não firmaram acordos setoriais ou assinaram termos de compromisso terão que fazê-lo conforme prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Caso contrário, o governo federal poderá recorrer aos decretos, também previstos em lei, para garantir a adoção da medida. O alerta foi feito nesta quinta-feira (06/06) pelo gerente de projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ronaldo Hipólito, durante o seminário “Desafios para a Implementação da Lei de Resíduos Sólidos”, realizado na Câmara dos Deputados, em Brasília.

O seminário, promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, é preparatório para a 4a. Conferência Nacional do Meio Ambiente, que acontece entre os dias 24 a 27 de outubro e tem a PNRS como tema. O diretor do Departamento de Educação Ambiental do MMA, Nilo Diniz, classificou om evento como uma terceira etapa da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Segundo ele, as etapas regionais do encontro estão demonstrando a importância da educação ambiental, aliada a uma estratégia de comunicação para implementação da PNRS.

Os setores de pneus, óleos lubrificantes, agrotóxicos, pilhas e baterias, normatizados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), serão chamados para se ajustar à PNRS. Embalagens de óleos lubrificantes já tem acordos com o governo. Em fase final, ainda, os setores de lâmpadas e embalagens em geral. A indústria de eletroeletrônicos está com o edital de chamamento aberto até 30 de junho. Alega encontrar dificuldades em lidar com os custos da reciclagem, principalmente com os produtos de menor valor agregado. O diálogo com o setor de medicamentos também está em andamento.

© Global Garbage Brasil

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DIVULGAÇÃO

Para o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) é preciso criar instrumentos econômicos e tributários, preparar o municípios e dar mais divulgação à política de resíduos sólidos. Para o professor Waldir Bizzo, da Universidade de Campinas, a reciclagem no Brasil “é mais um discurso que uma ação”, pois falta tecnologia para tornar o processo viável economicamente. Já Ana Paulo Bernardes, da Associação Técnicas Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro, a lei atribui as responsabilidades, mas não define “quem vai pagar”.

O Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Ronei Alves, por sua vez, disse que a situação dos catadores no país ainda é precária e o sistema de cooperativas ainda não atingiu seus objetivos. Ele criticou a terceirização do sistema de coleta e defendeu o fim dos lixões. Alves disse que o governo federal vem apoiando os mais de 4 mil catadores em Brasília. No entanto, ainda falta muito para dar condições dignas de trabalho aos catadores, citando, por exemplo, aspectos relacionados com a infraestrutura da atividade.

Quinta, 06 Junho 2013 18:41
Última modificação em Terça, 11 Junho 2013 18:44
Ministério do Meio Ambiente

Embalagem melhor, mundo melhor

O consumo consciente e o descarte adequado estão previstos nas políticas do MMA

© Global Garbage Brasil

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TINNA OLIVEIRA

Como proteger o meio ambiente, promover a reciclagem, a coleta seletiva e o consumo consciente de embalagens? Essas questões nortearam a oficina “Embalagens e meio ambiente”, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto de Embalagens, durante a Semana do Meio Ambiente, nesta quarta-feira (05/06), no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

O papel da embalagem é proteger e preservar o produto, reduzir a perda e o desperdício, aumentar a segurança alimentar e conservar a qualidade dos alimentos por mais tempo. “Mas precisamos saber o que fazer com as diversas embalagens que entram em nossas casas todos os dias”, afirmou a gerente do instituto, Magda Cercan, durante a palestra.

LOGÍSTICA REVERSA

© Global Garbage Brasil

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Por isso, ao se desenvolver uma embalagem é importante ter o cuidado de facilitar o descarte adequado e o reaproveitamento. Esse tipo de atitude converge com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que prevê a logística reversa, ou seja, a devolução dos produtos pós-consumo ao fabricante. O acordo para a logística reversa de embalagens em geral está em andamento, mas a de embalagens de óleo lubrificantes já foi firmado no fim do ano passado. A política também prevê a avaliação do ciclo de vida dos produtos e dos impactos ambientais.

Para Cercan, a sustentabilidade neste contexto representa a preocupação real com o final, levando em consideração os vários “Rs”– reutilizar, reciclar, reaproveitar, recusar, retornar, recuperar, repensar. A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Mariana Meirelles, enfatizou a relevância das parcerias para desenvolvimento de ações no setor. “Estamos construindo a diferença de forma articulada com a sociedade, governo e setor produtivo”, reforçou.

Consumo consciente de embalagens já faz parte de iniciativas do Ministério do Meio Ambiente. Dentre elas está o Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), na qual foi firmada uma iniciativa voluntária com o instituto para capacitações e produção de material informativo sobre produção sustentável de embalagens. “Produção e consumo sustentável é um tema prioritário para o governo, além de ser um assunto inovador e que o Brasil já tem experiências importantes nessa área”, concluiu a secretária.

Quarta, 05 Junho 2013 17:29
Última modificação em Quarta, 05 Junho 2013 17:49
Ministério do Meio Ambiente

Logística reversa empresarial

Setor de embalagem apresenta à ministra relatório de cumprimento de metas previstas no pacto setorial e projeto de norma técnica para descarte dos resíduos

© Global Garbage Brasil

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LUCIENE DE ASSIS

Em audiência com a ministra Izabella Teixeira, na tarde desta terça-feira (21/5), o presidente da Associação Brasileira de Embalagens, Mauricio Groke, apresentou o Relatório de Cumprimento de Metas previstas no Pacto Setorial firmado entre a ABRE e o MMA em 23 de novembro de 2011.

As ações e metas estabelecidas pela Abre e que integram o Acordo foram integralmente cumpridas, garante o presidente da instituição, Maurício Groke. Segundo ele, até agora, mais de 20 grandes empresas aderiram, voluntariamente, às propostas da Política Nacional de Resíduos Sólidos, adotando a simbologia, as orientações de descarte seletivo e a identificação dos materiais em 1020 tipos de embalagens.

Groke também comunicou à ministra o início de discussão do Projeto de Norma Técnica de Embalagem e Acondicionamento, que trata da simbologia de orientação de descarte seletivo e de identificação de materiais, que deverá ser homologado nos próximos meses pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O texto do projeto foi entregue à ministra Izabella Teixeira.

De acordo com o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Ney Maranhão, que participou da reunião, essas iniciativas evidenciam a importância concedida pelos setores empresariais às proposições da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Para Maranhão, ao compartilhar responsabilidades, a iniciativa privada demonstra comprometimento com a adoção da reciclagem, atuando de forma estratégica para que as embalagens retornem às indústrias, reduzindo os custos de produção.

Do ponto de vista social, explica o secretário da SRHU, “o descarte correto das embalagens, a criação de centros de triagem e a capacitação dos catadores favorecem a inclusão social, a redução da miséria e o reaproveitamento de materiais”.

A recomendação, agora, é estimular a separação do lixo seco do úmido. “É possível usar as embalagens como ferramentas de educação ambiental, ensinando a fazer o descarte correto dos resíduos”, confirma Luciana Pellegrino, diretora executiva da Abre. E acrescenta, “com o correto descarte, os centros de triagem poderão fazer a reciclagem com mais critério, melhorando a qualidade do reciclado.”

Quarta, 22 Maio 2013 10:00
Última modificação em Quarta, 22 Maio 2013 17:00
Ministério do Meio Ambiente

Faça uma conferência livre e participe da 4ª CNMA

© Global Garbage Brasil

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Dentro de um ônibus, numa escola, numa sala de aula, em uma casa de detenção, na casa de um amigo, na repartição pública, na beira do rio, em uma aldeia indígena, comunidade quilombola, universidade, associações de bairro e tantos outros são espaços propostos pela 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente para a organização de conferências livres. “É mais uma possibilidade de diálogo aberto entre grupos, entidades e pessoas; é mais um espaço para dar voz à diversidade”, afirma o coordenador geral da 4ª CNMA e diretor do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente, Geraldo Vitor de Abreu.

O prazo para acontecerem as conferências livres começou em 1º de abril e vai até 10 de setembro, sendo que duas conferências livres já aconteceram em Brasília, a primeira durante o Curso de Formação das Comissões Organizadoras Estaduais, e a segunda no Instituto Federal de Brasília, ambas no final de abril.

Qualquer cidadão ou segmento social que queira participar da 4ª CNMA pode organizar uma conferência livre, pois não é necessário convocação formal. A Coordenação Executiva Nacional ressalta a importância das Conferências Livres e o desejo de que aconteçam em todo país, pois são um grande exercício de cidadania e democracia, que possibilitam a participação de diferentes atores em busca de um objetivo comum. Para tanto, foi elaborado um Manual das Conferências Livres, com o passo a passo para organizar um evento como esse.

A possibilidade de apresentar ações para a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos em qualquer lugar e enviá-las diretamente à Coordenação Executiva Nacional garante e amplia a participação de grupos até então distantes dos processos de Conferências e permite o acolhimento de ideias vindas de todo o país.

Os pontos iniciais de provocação para o diálogo estão tratados no Texto Orientador, em cada um dos quatro eixos temáticos: Produção e Consumo Sustentáveis; Redução dos Impactos Ambientais; Geração de Trabalho, Emprego e Renda; e Educação Ambiental. Contudo, em uma Conferência Livre não é necessário o debate dos 4 eixos temáticos, diferentemente das Conferências Municipais/ Regionais, Estaduais ou Distrital. Caso deseje, o debate pode ser realizado sobre um ou mais eixos temáticos. As únicas regras são:

1. Realizar a leitura do eixo temático escolhido (Texto Orientador) antes de iniciar o diálogo no(s) grupo(s) de trabalho;
2. Elencar, ao final, até 20 Ações priorizadas;
3. Enviar o relatório para o MMA.

Ascom MMA

Boletim #05 da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente

Fernando de Noronha. Foto: João Vianna

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Equipe da 4ª CNMA
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BOLETIM 4ªCNMA #05 – 13/maio/2013
BOLETIM 4ª CNMA #04
 – 28/abril/2013
BOLETIM 4ªCNMA #03
 – 05/abril/2013
BOLETIM 4ªCNMA #02
 – 22/março/2013
BOLETIM 4ªCNMA #01 – 08/março/2013 

Boletim #04 da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente

Fernando de Noronha. Foto: João Vianna

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Boletim #03 da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente

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