Após chuvas, catadores se arriscam em meio ao lixo na Praia da Avenida

Quem passa pelo local pode sentir o mal cheiro provocado pelo esgoto.
Catadores sem proteção faziam a coleta de materiais recicláveis.

Riacho Salgadinho, em Maceió, é um dos vários pontos onde o esgoto é lançado em direção ao mar (Foto: Jonathan Lins/G1)

Riacho Salgadinho, em Maceió, é um dos vários pontos onde o esgoto é lançado em direção ao mar (Foto: Jonathan Lins/G1)

Do G1 AL
28/01/2014 13h48

A chuva forte que caiu na madrugada desta terça-feira (28), em Maceió, acentuou a já degradante situação do Riacho Salgadinho, que deságua na Praia da Avenida. Nesta manhã, era possível ver uma enorme quantidade de lixo sendo levada pela água em direção ao mar. Profissionais de limpeza urbana, contratados pela prefeitura, faziam a limpeza no local. Catadores sem equipamentos de proteção também se arriscavam em meio ao lixo na tentativa de conseguir material reciclável para vender, ignorando o forte mau cheiro provocado pela sujeira.

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Garis tentam efetuar a limpeza do lixo trazido pela chuva. (Foto: Jonathan Lins/G1)

Garis tentam efetuar a limpeza do lixo trazido pela chuva. (Foto: Jonathan Lins/G1)

Catadores se arriscam na água suja sem equipamentos de proteção. (Foto: Jonathan Lins/G1)

Catadores se arriscam na água suja sem equipamentos de proteção. (Foto: Jonathan Lins/G1)

Tratatores auxiliam no trabalho de retirada do lixo da Praia da Avenida (Foto: Jonathan Lins/G1)

Tratatores auxiliam no trabalho de retirada do lixo da Praia da Avenida (Foto: Jonathan Lins/G1)

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Slum retira lixo e entulho na foz do Riacho Salgadinho

© Secom Maceió

© Secom Maceió

Secom Maceió
29/01/2014 – 12:34

Desde o início da manhã desta quarta-feira (29), mais de 90 agentes de limpeza da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) retiram lixo e entulhos da foz do Riacho do Salgadinho. Equipes iniciaram a remoção do lixo nas proximidades da comunidade de pescadores do Jaraguá e se concentram na foz do riacho. Para facilitar os trabalhos, operadores de caçambas, retroescavadeiras e tratores também estão no local. A ação é realizada durante todo o dia e se estenderá até a orla do Pontal da Barra, próximo ao Detran.

“Foram retiradas, somente na manhã de ontem, 150 toneladas de lixo. Intensificamos os serviços devido às ultimas chuvas. Os resíduos são os mais variados e têm origem no descarte irregular do lixo que com as forças das águas pluviais ficam concentrados aqui na foz”, disse Pablo Ângelo, diretor de operações da Slum. Ainda segundo declarou, já foram recolhidos restos de mobília, capacetes, pneus, frascos de vidros, embalagens plásticas, além de um colchão. “Para hoje, está prevista a remoção de mais 250 toneladas”, completou.

Na praia, a máquina Beach Teach 2000, capaz de recolher lixo até 30 centímetros de profundidade, também reforça as ações de limpeza. A limpadora possui capacidade de armazenar os resíduos sólidos e conta com recurso de higienizar a areia da praia por completo após três meses de utilização.

“A contribuição dos maceioenses na conservação da cidade é de grande importância para que, em épocas chuvosas, a população não sofra com pontos de alagamentos espalhados pela cidade”, explicou Pablo Ângelo. Ainda de acordo com o diretor, a Prefeitura tem trabalhado a conscientização ambiental, a exemplo do projeto Varre Grota.

“O projeto tem o objetivo de garantir uma faxina geral dentro das comunidades. É mais uma atividade que aproxima o cidadão da conservação da cidade. Já foram instaladas mais de 100 novas lixeiras nas comunidades São Rafael, Santo Onofre e Loteamento Ipanema, situadas no bairro do Jacintinho. A Slum já estuda ampliar esse projeto para demais regiões de Maceió”, disse.

Lixo toma conta da ‘Praia da Avenida’ após chuvas desta madrugada

Catadores aproveitam para recolher materiais recicláveis em meio ao lixo

Foto: Karoline Torres

Foto: Karoline Torres

O volume de chuvas na parte alta de Maceió elevou o nível do Riacho Salgadinho, despejando uma grande quantidade de lixo e dejetos na Praia da Avenida nesta quarta-feira (03). Catadores de materiais recicláveis foram ao local recolher os objetos para vender e garantir a renda familiar.

Pedro dos Santos, de 39 anos, que trabalha como ajudante de serviços gerais, está sem emprego e resolveu usar a venda de garrafas recicláveis para ter renda temporária. “Tive que aproveitar a quantidade de lixo que a chuva veio trazendo para poder trabalhar enquanto não arrumo emprego”, contou.

O catador estava acompanhado de seu filho de 10 anos, que também esvaziava as garrafas e as colocava no saco. Pedro garantiu que o menino estava na escola, mas que hoje não teve aula.

Grande quantidade de lixo foi levada ao mar (Foto: Karoline Torres)

Grande quantidade de lixo foi levada ao mar (Foto: Karoline Torres)

Quando questionado sobre as doenças que poderia contrair, Pedro disse que tem medo, mas que precisava trabalhar. “Fazer o quê? Tenho que sustentar a família”, lamentou.

Outros catadores e crianças também estavam recolhendo materiais, enquanto os tratores da prefeitura e garis começavam a limpeza da praia.

A Gazetaweb entrou em contato com a assessoria da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) e recebu informações de que uma equipe, com vinte agentes devidamente equipados, se diriu ao local para fazer a coleta do lixo.

03/04/2013 10h34
Atualizada às 11:50
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