Barraqueiros do Leblon terminam curso de educação ambiental e fazem trabalho de conscientização

Eles percorreram a praia nesta terça-feira e conversaram com banhistas sobre a importância do descarte adequado do lixo

Foto: Ascom SEA

Foto: Ascom SEA

por Ascom SEA
16/12/2014 – 00:00h – Atualizado em 17/12/2014 – 09:47h

Os barraqueiros da Praia do Leblon, formados no curso de capacitação de monitores socioambientais da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), já estão colocando em prática o que aprenderam em sala de aula. Nesta terça-feira (16/12), eles percorreram a praia, recolhendo o lixo deixado pelos frequentadores. Coletaram desde o coco até pequenos resíduos, como tampinhas de garrafas e canudos, que ficam enterrados na areia, depois da passagem dos garis da Comlurb. Além de fazer esse trabalho de limpeza, os barraqueiros também conversaram com os banhistas, explicando a importância do descarte adequado do lixo nos contêineres espalhados pela orla carioca.

Apesar do trabalho de conscientização, alguns frequentadores ainda resistem. É o que conta Clara Martins, de 19 anos, que trabalha em uma barraca na altura do Posto 12. Ela lembra que muitos banhistas não dão a mínima e dizem que “isso é serviço de gari ou de quem está me atendendo na praia”, acrescentando que o trabalho de conscientização tem surtido efeito. Segundo ela, muitos frequentadores, agora, começam a dar o bom exemplo e guardam os próprios resíduos.

Foto: Ascom SEA

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Essa mudança de cultura é gradual, conforme destacou o professor da UERJ, parceira da secretaria no curso de capacitação, e coordenador- adjunto do programa Praia Limpa, Otávio Rocha Leão. “Por mais que a Comlurb faça o trabalho de limpeza, é descartado muito material na praia. E a gente está tentando, através dos barraqueiros, criar uma cultura de praias limpas, um dos principais atrativos turísticos do Rio de Janeiro”.

Otávio Rocha Leão explicou ainda que o trabalho feito nesta terça-feira faz parte de uma pesquisa que vai apontar os hábitos dos banhistas e quais são os resíduos mais comuns deixados na areia. Durante o curso, que durou noventa dias, os barraqueiros do Leblon entrevistaram 800 frequentadores da praia. As informações vão compor o inventário do lixo, que poderá ajudar a aprimorar o serviço de limpeza. Atualmente, os garis da Comlurb recolhem até 70 toneladas de resíduos nos dias de semana. Aos sábados, são 120 toneladas. E aos domingos, são 180 toneladas de lixo recolhidas na orla do Rio. A Secretaria de Estado do Ambiente pretende levar o programa Praia Limpa a todo o litoral carioca, até os Jogos Olímpicos de 2016.

Barraqueiros vão conscientizar banhistas na praia do Leblon

Projeto Praia Limpa deve atingir todo o litoral carioca até 2016

Foto: Pedro Kirilos | Riotur

Foto: Pedro Kirilos | Riotur

por Ascom da Secretaria do Ambiente
15/12/2014 – 11:29h

Os 30 barraqueiros do Leblon formados no curso de capacitação socioambiental da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) vão percorrer a praia numa ação de conscientização de banhistas e ambulantes. Acompanhados de monitores do projeto Praia Limpa, os formandos vão chamar a atenção para falta de cuidado no descarte de lixo e fazer um levantamento dos resíduos mais comuns jogados na areia do Leblon.

Nesta segunda-feira (15/12), os barraqueiros do Leblon receberam os certificados de conclusão do curso de capacitação de monitores socioambientais, em cerimônia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Durante três meses, eles tiveram 40 horas de aulas de educação ambiental e receberam orientações, principalmente, sobre o manuseio e descarte correto dos resíduos sólidos, além de cuidados com a saúde.

Os garis da Comlurb recolhem das praias do Rio até 70 toneladas de resíduos nos dias de semana. Aos sábados, o trabalho é quase o dobro: são 120 toneladas. Aos domingos, os garis recolhem até 180 toneladas de lixo. O principal detrito encontrado nas areias e contêineres é o coco, que representa 60 por cento do total. O grande volume desse item específico dificulta o descarte final e aumenta o custo do trabalho de limpeza das praias.

Segundo o secretário do Ambiente, Carlos Portinho, é uma questão importante.

– O descarte de lixo na praia é uma questão ambiental de extrema importância, visto que, além de poluir a areia e a água do mar, pode causar doenças aos banhistas – disse Portinho.

O secretário adiantou que pretende levar o projeto Praia Limpa a todo o litoral carioca, até os Jogos Olímpicos de 2016.

Barraqueiros da praia do Leblon fazem curso de capacitação

Objetivo é transformá-los em multiplicadores de boas práticas socioambientais

Foto: Pedro Kirilos | Riotur

Foto: Pedro Kirilos | Riotur

por Ascom da Secretaria do Ambiente
15/09/2014 – 19:14h

Entra verão, sai verão e a tradicional água de coco mantem o primeiro lugar na preferência de quem procura as praias cariocas. No entanto, o descarte inadequado do coco, após o consumo, contribui para aumentar a sujeira nas areias. Uma das iniciativas para amenizar o problema é transformar quem trabalha nas barracas da orla em multiplicadores de boas práticas socioambientais. E os barraqueiros começaram a frequentar um curso de capacitação para aprender a fazer o descarte correto do lixo e difundir esse conhecimento, inclusive entre os banhistas.

As aulas acontecem no Auditório 11 da UERJ e tem como ponto de partida 52 barraqueiros da praia do Leblon. A capacitação começou hoje (15/9) e vai até 15 de dezembro.

As aulas também incluem técnicas de reciclagem de plástico, normalmente encontrado nas praias na forma de canudos, copos, embalagens de biscoito, sacolas e outros. O curso terá foco nos seguintes módulos: Sociedade/natureza e questões socioambientais, diagnóstico socioambiental da praia do Leblon; Fundamentos da educação ambiental; O lixo na sociedade; sustentabilidade ambiental; e saúde ambiental.

O principal detrito encontrado nas areias e contêineres é o coco, representando 60% do lixo coletado nas praias cariocas. Os 40% restantes são distribuídos entre embalagens de alimentos (principalmente biscoitos e sorvetes), plásticas (garrafas e copos de água) e copos descartáveis, palitos de sorvete e espetos diversos.

Funcionária de barraca na praia do Leblon há três anos, Clara Figueiredo Martins é categórica ao apontar um culpado pelo lixo na areia:

“Tem muito cliente que merecia fazer esse curso também. Eles largam papel de sorvete, de milho, coco, garrafas de água na praia. Acho o curso muito interessante por isso: para você aprender e passar um pouco da experiência, também”, disse ela.

Marcos Baiano, outro barraqueiro, do Leblon, disse que é imprescindível a dedicação dos colegas:
“Se cada um da barraca tiver estiver ciente da sua função, se todo mundo tiver consciência, o trabalho que a gente tem de recolher o lixo vai ser dividido pela metade. A gente vai dividir entre os barraqueiros e entre os próprios clientes, levando essa conscientização para eles e para a própria casa, para a família.”

De segunda a sexta-feira, no período de alta temporada, são removidas diariamente da orla, incluindo dos quiosques, 60 a 70 toneladas de lixo. Aos sábados, o volume aumenta para entre cem e 120 toneladas; e aos domingos, de 150 a 180 toneladas. Os dados são da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).​

“Tenho o maior orgulho em trabalhar aqui, pois foi por onde consegui terminar a faculdade e não desisti.”

Diego Souza Rocha, 29 anos, nasceu no bairro da Ilha de Guaratiba, zona oeste da cidade maravilhosa. E onde reside até hoje. Carioca e de família simples, Diego passou por muitas dificuldades como a maioria dos brasileiros. Mas não se acomodou na posição de excluído social. “Muitas pessoas ficam tristes e desanimadas com os problemas que têm na vida. Uma das coisas que me incentiva muito é a minha alta autoestima, tenho que lutar”, afirma o rapaz batalhador.

Diego Souza Rocha. Foto: Moskow

Diego Souza Rocha. Foto: Moskow

por Andre Aicaua, da Revista Reticência
31/10/2014

O jovem começou sua história de conquistas ainda na infância, quando foi trabalhar com a jardinagem – atividade peculiar da região de Guaratiba, com grande concentração de hortos. Logo se destacou na profissão pelo seu entusiasmo e alegria ao cuidar das plantas. Com isso, conquistou a admiração e a confiança dos clientes. Nada demais para quem carrega um sorriso largo em seu rosto. E, por causa desse seu jeito otimista e perseverante, seus chefes o incentivaram a fazer um concurso público. A empresa escolhida foi a COMLURB e o cargo público, gari.

Estudou e se dedicou mais uma vez à superação. Em 2006 foi aprovado. Fez treinamento na coleta de rua pelas redondezas de Irajá e Marechal Hermes por nove meses. O expediente era puxado, começava às 6h e se estendia por todo o dia. Só chegava em casa às 21h. “No início tudo é mais difícil. Na época diziam que o gerente era carrasco. Mas pra mim foi show, aprendi muito. Iniciante tem que ser cobrado mesmo”, relembra satisfeito com seu esforço.

Além da jornada de trabalho extensa e exaustiva, ainda tinha a dificuldade de locomoção. Num dia de eleição, foi escalado pra trabalhar no turno da noite. E não conseguiu voltar para casa. O último ônibus com destino a Campo Grande partia de Marechal à meia noite. De lá até Guaratiba ficaria sem transporte. O que fez Diego dormir no alojamento da empresa.

Mais uma vez sua dedicação chamou a atenção. Agora, o gerente da região, Cesar Balona, sinalizou o interesse em incentivar seu funcionário a crescer na empresa. “Sr. César, para crescer tem que estudar, não é? Não tenho condição. Acordo às 3h da manhã e chego em casa às 21h. Fui tentar fazer um curso de informática, exausto, dormi na sala de aula”, contou.

Durante o trabalho, numa das ruas de Bento Ribeiro, ficou sabendo o nome do gerente do Recreio – Moacir. E foi até lá num domingo de chuva só para esbarrar com o tal Moacir. Explicou seu caso e soube da necessidade de contingente para as praias de Prainha, Abricó e Grumari. E soube também da dificuldade de pessoal para trabalhar na região. Moacir precisava de funcionários que morassem próximo ao Grumari e assim foi feita a mudança.

No início do verão de 2007, após nove meses de ralação no asfalto e 38km de deslocamento de sua casa, Diego passou a trabalhar na praia. A apenas nove quilômetros de distância da sua casa.

Trabalhando na coleta do lixo das Praias de Abricó e Grumari, pensou em cursar arquitetura e paisagismo. Seguiu seu impulso, estudou e concluiu o curso de Gestão Ambiental. No primeiro período sofreu preconceitos por parte de alguns colegas de turma, quando falava sobre sua profissão. Mesmo assim, nunca escondeu o orgulho de ser o que é e de fazer o que faz. “No segundo período aquelas pessoas que me olhavam de rabo de olho já não estavam mais. Enquanto eu, com todas as dificuldades, fui ficando até me formar. O tema do meu trabalho final na faculdade foi o descarte de lixo eletrônico”, fala com orgulho.

A oito anos trabalhando na praia, conquistou o carinho e a amizade dos banhistas e dos surfistas locais. O gestor ambiental passou a avaliar a conscientização da população em relação a degradação do meio ambiente e ao reaproveitamento de materiais recicláveis. Segundo Diego, os frequentadores da praia estão mais conscientes. E vê uma grande melhoria nos 2,4km da orla do Grumari. Observa que a quantidade de lixo recolhido é menor que há sete anos atrás. E alimenta seu otimismo com a perspectiva de uma vida mais sustentável. Com muitas ideias na cabeça e a vontade de ser uma pessoa melhor, ele afirma que não exerce a função de gari apenas pelo salário, mas porque gosta.

Coleta seletiva, descarte de lixo, programas educacionais e conscientização dos banhistas, compostagem, parcerias entre a iniciativa privada e a companhia de limpeza municipal, a criação de uma praia modelo e mais um monte de ideias. Isso tudo é combustível para alimentar seu desejo de cuidar da natureza e exercer sua cidadania em contato direto com o meio ambiente.

Barra da Tijuca ganha mais uma edição “Praia Feliz é Praia Limpa”

Ação contará com 200 colaboradores do GPA Clube que vão conscientizar banhistas e turistas sobre pequenos resíduos na Barra da Tijuca

“Praia Feliz é Praia Limpa”. Foto: Murillo Tinoco

“Praia Feliz é Praia Limpa”. Foto: Murillo Tinoco

por Imprensa GPA
19 de novembro de 2014

No dia 23 de novembro, próximo domingo, das 7h30 às 11h, o Pão de Açúcar promoverá na Barra da Tijuca, altura do posto 4, atividades voltadas para os temas saudabilidade e sustentabilidade. Cerca de 200 colaboradores que participam do programa de esporte do GPA, o GPA Clube, percorrerão 500 metros de areia com o objetivo de limpar a praia. Eles convidarão o público a fazer esta limpeza e também a participar de um grande treino de corrida e caminhada na ciclovia, além de vários exercícios na areia e aula de frescobol.

Com esta ação, o Pão de Açúcar busca conscientizar os cariocas e turistas sobre a necessidade de destinar corretamente pequenos resíduos antes de descartá-los na natureza. O projeto “Praia Feliz é Praia Limpa” recebe ainda o apoio e o patrocínio de Taeq, marca própria do GPA voltada a quem busca se alimentar bem a qualquer momento do dia. Durante o evento, será promovida degustação de alguns produtos da marca.

Ainda no domingo, as promotoras do Pão de Açúcar distribuirão sacolinhas sustentáveis (feitas à base de cana de açúcar) para que os banhistas possam participar, não deixando detritos na areia.

Serviço:
Evento: Projeto “Praia Feliz é Praia Limpa”
Local: Praia da Barra da Tijuca – altura do Posto 4-RJ
Data: dia 23 de novembro
Horário: 7h30 às 11h

Tweet do dia – João Pedro Fiorio

© João Pedro Fiorio

© João Pedro Fiorio

Chega no verão a galera de fora vem pra praia e deixa sacola, garrafa pet, lixo e outras coisas isso não pode acontecer, nós da @snprodutora lançamos a tag #preservamambucaba se você é a favor disso tb faça um video ou uma foto e se tiver na praia qualquer praia não só de mambucaba por favor não esqueça de jogar o seu lixinho fora “valeu Aloha”