Municípios da Baía de Todos-os-Santos discutem a gestão de resíduos sólidos

© Global Garbage Brasil

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por Secretaria do Turismo do Estado da Bahia
25 de julho de 2014

A necessidade de elaboração do Plano de Gestão Integrada e Resíduos Sólidos nos 18 municípios da Baía de Todos-os-Santos, como está previsto pelo Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) Nacional, foi discutida em seminário realizado, nesta sexta (25), pela Secretaria do Turismo da Bahia e Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia.

O subsecretário do Turismo, Benedito Braga, abriu os trabalhos, representando o secretário Pedro Galvão e destacou o a importância das ações de planejamento e atenção aos cronogramas. A promotora Karinny Guedes, da Câmara de Saneamento do Ministério Público da Bahia, falou aos participantes da reunião sobre a forma mais eficaz de elaboração do plano de gestão integrada de resíduos sólidos.

Sob a coordenação das Superintendências de Investimentos em Pólos Turísticos e de Serviços Turísticos da Setur, o seminário reuniu prefeitos e secretários do Turismo e Meio Ambiente dos municípios de Salinas da Margarida, Jaguaripe, Saubara, Nazaré, Muniz Ferreira, Candeias, Itaparica e Maragojipe. A ausência de representantes de São Francisco do Conde foi registrada em razão do velório da prefeita da prefeita Rilza Valentim, que morreu nesta quinta (24) e será sepultada hoje.

A promotora Karinny Guedes foi uma das que homenageou Rilza Valentim, afirmando que a prefeita elaborou o plano de gestão dos resíduos sólidos e deixa um bom exemplo neste setor. “É preciso associar ações de educação ambiental, estabelecer metas para a redução da produção de resíduos sólidos e promover a responsabilidade compartilhada entre poder público, empresas e sociedade”.

A representante do MP lembrou a falta de eficácia dos aterros sanitários. “Foram gradativamente transformados em lixões, entre outros motivos, pela falta de metas para ampliação da coleta seletiva e redução da produção de resíduos”, explicou Karinny Guedes.

Avanços – As diretrizes para o plano de gestão de resíduos sólidos avançam com a realização deste seminário, avaliou o subsecretário Benedito Braga. “Isto favorece o ambiente onde se desenvolverão projetos do Prodetur Nacional, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)”, disse.

O conjunto de ações na Baía de Todos-os-Santos prevê investimentos de R$ 214 milhões e contrapartida do Estado. Entre as ações previstas estão a inserção da população nativa nos projetos de infraestrutrura e capacitação profissional, informa Benedito Braga. O programa vai alterar o perfil da zona turística e atrair visitantes interessados no setor náutico e cultural em área dos municípios situados no entorno da baía.

Confira o áudio desta notícia

Tweet do dia – Malu Vieira

Hoje caminhando na praia resolvi juntar todo o lixo que encontrasse pelo caminho

© Raquel Latalisa

© Raquel Latalisa

Raquel Latalisa
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Hoje caminhando na praia resolvi juntar todo o lixo que encontrasse pelo caminho. Infelizmente não é pouca coisa. O lixo é em sua grande maioria plástico, e pode ser encontrado já no mar ou até mesmo pouco visto por já estar praticamente enterrado na areia. O tempo de decomposição do plástico é de no MÍNIMO 100 anos. Isso quando os animais como tartarugas comem pensando que é comida. E isso me incomoda e me deixa muito triste. Os animais não têm nada a ver com isso e nem podem pagar pela falta de consciência e educação de nós, seres RACIONAIS. Vamos cada um fazer nossa parte, conscientize! “Só jogue no mar o que peixe come”

Lixo e esgoto irregular poluem praias de Salvador

Mancha, aparentando ser esgoto, afugentou banhistas em Patamares, em março passado. © Raul Spinassé | Ag. A TARDE | 05.03.2013

Mancha, aparentando ser esgoto, afugentou banhistas em Patamares, em março passado. © Raul Spinassé | Ag. A TARDE | 05.03.2013

Flávia Faria
Portal A TARDE

Lixo jogado nas ruas e ligação irregular de esgoto à rede pluvial. São esses os principais responsáveis pela poluição das praias de Salvador e região metropolitana.

Segundo relatório do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) divulgado na última sexta-feira, 20, das 34 praias analisadas não apresentavam condições para banho. A praia mais famosa da cidade, o Porto da Barra, é uma delas.

No mesmo período do ano passado (segunda semana de novembro), eram 15 os locais inadequados para os banhistas. O Porto, porém, não estava incluso.

O levantamento analisa a água das últimas cinco semanas e determina como impróprios os locais em que ao menos 20% das amostras apresentam alta concentração de coliformes.

De acordo com Eduardo Topázio, coordenador de monitoramento do Inema, é comum que, em períodos chuvosos, mais praias tenham problemas em relação à balneabilidade.

Isso  porque  boa parte do lixo das ruas escorre com a água da chuva para o sistema de drenagem pluvial, despejado nas praias.

Além disso, segundo conta o engenheiro civil e professor da Universidade Católica do Salvador (Ucsal), Edgarde Cerqueira, são muitas as construções irregulares cujo esgoto é despejado na rede de coleta da água da chuva.

“Quando não chove, é feita a chamada captação de tempo seco: a água de córregos e manilhas de drenagem é desviada para estações de tratamento. Em dias de chuva, porém, corre tudo para a praia”, explicou.

Zona nobre

Isso não acontece apenas nas zonas mais pobres, onde são muitas as construções realizadas de maneira irregular.

Cerqueira, que durante muitos anos prestou serviços à Embasa, explica que em locais nobres, como Pituba, Graça e Itapuã, ainda há prédios e condomínios relativamente antigos que não têm ligação à rede de esgoto.

“Antigamente se usavam fossas, mas elas saturaram e muitos ligaram à rede pluvial. Até hoje, muitos síndicos, por desconhecimento, não fizeram a ligação à rede”, disse.

Segundo dados divulgados pela Embasa, 81% da cidade é coberta pela rede de esgoto. São 450.613 ligações domiciliares.

Confira a localização exata das praias impróprias

Periperi (atrás da estação Férrea)
Penha (em frente à Igreja N. S. da Penha)
Bogari (em frente ao Colégio João Florêncio Gomes)
Pedra Furada (atrás do Hospital Sagrada Família)
Roma (atrás do Hospital São Jorge), Canta Galo (atrás da antiga fabrica da Brahma, atual FIB)
Porto da Barra (em frente à Rua Cezar Zama)
Ondina (em frente ao posto Shell)
Rio Vermelho (em frente à Rua Bartolomeu de Gusmão e em frente à Igreja N. S. Santana)
Amaralina (em frente à Escola Cupertino de Lacerda e em frente ao Edifício Atlântico),
Pituba (em frente à Rua Paraíba, próximo ao Ki-Mukeka e atrás do antigo Clube Português)
Armação (em frente ao Clube Inter. Pass)
Boca do Rio (em frente ao Posto Salva Vidas), Corsário (em frente ao Posto Salva Vidas e em frente ao Posto Salva Vidas Patamares)
Itapuã (em frente à Sereia de Itapuã) e Buraquinho (em frente à barraca de praia Chalé)

Ter , 12/11/2013 às 08:40
Portal A TARDE

Apelidada de Cocô Beach, areia da praia do Costa Azul é repleta de lixo

Em dias de chuvas mais intensas, são retiradas até 20 toneladas de material das areias das praias de Salvador

Garis recolheram oito toneladas de lixo das praias do Costa Azul e Rio Vermelho, na tarde de ontem. Foto: Almiro Lopes

Garis recolheram oito toneladas de lixo das praias do Costa Azul e Rio Vermelho, na tarde de ontem. Foto: Almiro Lopes

Gil Santos
gil.santos@redebahia.com.br

Garrafas pet, vidro, plástico, pneus e até camisinha usada… O que poderia ser o cenário de um aterro sanitário foi percebido na praia do Costa Azul, ao lado do Jardim de Alah, na manhã de ontem. Segundo os garis que trabalhavam no local, apelidado de Cocô Beach, até mesmo animais mortos foram encontrados na areia da praia.

“Dois porcos, uma galinha e um cachorro. Cheguei aqui às 7h e já vi muita coisa inacreditável”, contou o gari Antônio Meireles, 60 anos. Segundo o diretor de operações da Limpurb, Ronaldo Ferreira, o lixo encontrado nas praias são os mesmos descartados de forma irregular pela população nas ruas e bairros de Salvador.

“O lixo jogado nas ruas e nas encostas é arrastado pelas enxurradas nos dias de chuva, desembocando nos rios e no mar. É preciso que a população tenha mais cuidado no momento de descartar o lixo para evitar esse tipo de situação”, explicou. Ele contou que em dias de chuvas mais intensas são recolhidas até 20 toneladas de lixo nas praias da cidade.

“Já sabemos que toda vez que chove acontece isso, tanto é que mantemos uma equipe de prontidão para atender a esse tipo de situação”, afirmou Ferreira. Ontem, 20 funcionários da Limpurb trabalhavam nas praias do Costa Azul e do Rio Vermelho, onde, no total, oito toneladas de lixo foram recolhidas das areias. “Se não ocorre a operação, o lixo vai todo parar no mar”, ressalta a presidente da Limpurb, Kátia Alves.

Ela acredita que a solução para o problema está na conscientização da população. “A solução é a educação. As pessoas precisam aprender a parar de jogar lixo na rua e serem mais conscientes”, afirmou a estudante de direito, Nara Dourado, 19 anos. Além de poluir as praias, o lixo descartado de forma irregular é um perigo também para a vida animal. A poucos metros do mar e com as ondas fortes provocadas pela ressaca, esse material logo seria arrastado para o oceano.

O biólogo Clarêncio Baracho diz que o lixo é um problema global e interfere tanto na paisagem quanto na vida marinha. “Temos conhecimento de muitos casos de golfinhos, tartarugas e aves que acabam morrendo após ingerir esse material”, ressalta. Além disso, Baracho chama a atenção que o lixo na praia pode atrair outros animais vetores de doenças, como ratos, afetando também os humanos.

O surfista Bruno Balbi, 25 anos, contou que já teve problemas de pele por conta da poluição do mar. “A sujeira é comum nas praias de Salvador, principalmente quando chove. Aqui, no Costa Azul, a situação não é diferente”, disse. Para o biólogo do projeto Tamar, Alexsandro Santos, os plásticos representam um grande problema para a fauna marinha.

“O risco maior é da tartaruga comer o plástico, confundindo com comida. O mesmo pode ocorrer com os mamíferos marinhos, podendo entrar no sistema respiratório deles e causar asfixia”, pontua.

Além disso, ele ressalta que os próprios banhistas podem ser prejudicados: “Uma pessoa pode estar tomando banho e se deparar com o vidro no fundo do mar, causando um acidente”. Segundo informou a Limpurb, a limpeza das praias de Salvador é feita todos os dias.

04.11.2013 – 07:51
Jornal Correio*

Porto da Barra tem beleza e lixo

Cartão-postal de Salvador, a praia está maltratada

© Bernardo Mussi

© Bernardo Mussi

por Daniela Pereira

Praia, sol, cerveja, turistas e muito lixo compõem o cenário encontrado no Porto da Barra, uma das mais belas praias do mundo. Vandalismo, falta de educação e lixeiras pequenas são apontadas como os principais fatores que contribuem para a sujeira do local. Nos finais de semana e feriados a situação se complica, diante do intenso movimento.

Segundo comerciantes da praia, o serviço de limpeza pública ocorre com regularidade, porém ainda falta conscientização por parte dos banhistas e alguns ambulantes.

Garrafas e copos plásticos, cocos, canudos, latas de refrigerante e sacos plásticos são alguns dos resíduos sólidos encontrados na areia e calçada do Porto da Barra. Logo no começo de uma das escadas que dá acesso à praia é possível observar uma quantidade de lixo acumulado.

Na areia, a sujeira é encontrada apenas próxima à balaustrada. “As pessoas não têm educação. Toda hora o gari passa a vassoura e daqui a pouco está sujo novamente. Final de semana e feriado é ainda pior. Aqui só não vira um chiqueiro porque alguns barraqueiros recolhem o lixo e limpam tudo”, conta Elis Regina Oliveira, 40 anos, que trabalha há 12 anos como ambulante no Porto.

Um exemplo desses agentes de limpezas voluntários é dona Neuza Alves Sena, 51. Há cerca de um ano ela assumiu a responsabilidade de limpar a praia e varrer a calçada, sem garantia de receber nenhuma renda. “Comecei a trabalhar numa cooperativa daqui da Barra, mas ainda continuei recolhendo o lixo da praia e sempre os clientes me dão um trocado”, contou. Modesta, dona Neuza não reconhece o valor do trabalho prestado para o bairro. “Só pego do chão e jogo no lixo, mais nada”, resume.

© Bernardo Mussi

© Bernardo Mussi

Há também tem reclame da falta de lixeira apropriada para receber cocos e latas de refrigerantes. “Se jogar três cocos nessa lixeira, ela enche”, reclamou Fernando dos Santos Jr, 29. Cena comum em diferentes pontos da praia, ao lado do isopor da autônoma Nil Fraga, 31, foi possível encontrar latas de cervejas e pratos descartáveis.

Acompanhada pelas irmãs, ela afirmou que dentro da bolsa, havia sacolas plásticas para recolher o material. “O lixo está aqui, mas a sacola está dentro da bolsa. Sempre recolhemos o que sujamos. Seria bom que todos fizessem a mesma coisa. Acredito que os ambulantes também deveriam contribuir dando sacolas de lixos para os banhistas”, afirmou.

A presença de usuários de drogas também é um fator predominante para a degradação visual do Porto da Barra. Além do barulho e confusão provocados pelos mais exaltados, comerciantes garantem que eles são responsáveis por arrancar as lixeiras da praia.

“Como os vendedores de cachorro-quente não tem direito de receber lixeira da Prefeitura, os usuários de droga arrancam as da praia e vendem por qualquer dinheiro. Assim somos obrigados a recolher o lixo e jogar no canto”, contou Tico, um dos ambulantes mais antigos do Porto da Barra. Sobre a coleta de lixo, os comerciantes confirmaram a coleta diária e pontual. “O que falta é só um pouco de conscientização da sociedade”, disse Tico.

06/04/2013
Tribuna da Bahia