Lixo se intromete em foto de turista na praia de Copacabana

22.jan.2014 - A corrente marítima levou o lixo da baía de Guanabara para as águas da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22) Domingos Peixoto/Agência O Globo

22.jan.2014 – A corrente marítima levou o lixo da baía de Guanabara para as águas da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22)
Domingos Peixoto/Agência O Globo

22.jan.2014 - A corrente marítima levou o lixo da baía de Guanabara para as águas da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22) Domingos Peixoto/Agência O Globo

22.jan.2014 – A corrente marítima levou o lixo da baía de Guanabara para as águas da praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (22)
Domingos Peixoto/Agência O Globo

Turismo: lixo marinho na previsão econômica

Será que o lixo marinho influencia o valor recreativo das nossas praias públicas?

Industrial Economics, Inc. - mapa do projeto

Industrial Economics, Inc. – mapa do projeto

Por Jason Landrum
NOAA’s Marine Debris Blog
1 de novembro de 2013
Traduzido por Natalie Andreoli, Global Garbage Brasil

O lixo marinho é um problema persistente que altera o valor de áreas recreativas, como praias, mas poucos estudos têm tentado estimar estes custos econômicos. Para preencher essa lacuna de conhecimento, o Programa de Lixo Marinho da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration – Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) contratou a empresa Industrial Economics, Inc. para realizar um estudo preliminar para estimar os custos do lixo marinho aos visitantes da praia dentro e ao redor do Condado de Orange, na Califórnia.

Como o lixo marinho pode alterar o valor? Vamos analisar isso por partes:

A recreação em praias é popular nos Estados Unidos, no entanto, a presença de lixo marinho, tal como garrafas de plástico, embalagens de doces, e outros lixos pode fazer com que os visitantes evitem ir à praia.  Assim, o lixo marinho pode revelar-se “caro” para as comunidades costeiras, atraindo menos banhistas a cada ano ou fazendo com que esses banhistas viajem para outras áreas de lazer.

Aqui na NOAA, estamos interessados ​​em estimar como a presença de lixo marinho altera o valor dessas atividades recreativas para você. Experiências de lazer são difíceis de se colocar um preço, mas, se perguntarmos: quanto você estaria disposto a pagar para se aventurar a ir à praia por um fim de semana cheio de diversão no sol e na areia?  É improvável que você tenha pensado ou escrito sobre isso ao longo do tempo!

Instrumentos econômicos podem ser utilizados para estimar o valor de atividades recreativas nas praias.  Economistas estimam esses valores, acompanhando os custos, ou o “preço” que as pessoas pagam para visitar as praias no seu tempo livre. Por exemplo, quanto você gasta de combustível para chegar lá? Havia uma taxa para estacionar? Mensurando o preço que as pessoas pagam para visitar uma determinada praia e contrastando com o preço de todas as outras praias que poderiam ter sido visitadas, ajuda a revelar o quanto uma praia pública vale para os seus visitantes. Além disso, os economistas podem estimar a perda do valor de atividades recreativas devido à presença de lixo marinho. Se a presença de lixo marinho reduz a qualidade de recreação nas praias, banhistas provavelmente vão evitar essas praias e ir para outros locais (ou até mesmo fazer outras atividades recreativas), porque o benefício que recebem é menor do que o preço que teriam que pagar para visitar essas praias.

Para o nosso projeto, a Industrial Economics, Inc. irá entrevistar 4.000 residentes do Condado de Orange sobre suas preferências de viagem e custos, a fim de estimar o quão valiosas são as praias locais para essas comunidades costeiras. Além disso, a Industrial Economics, Inc. irá mensurar o lixo marinho em algumas dessas praias de modo que eles possam estimar diretamente o valor perdido  pela presença deste lixo.

O lixo marinho tem muitos impactos, mas a perda econômica é o que estamos tentando entender melhor. Conhecer  este tipo de informação afeta as comunidades e incentiva o público que vai à praia a fazer  escolhas melhores. A NOAA irá utilizar os resultados do estudo para aperfeiçoar futuras avaliações de custos econômicos do lixo marinho e identificar as áreas prioritárias onde são necessários esforços de prevenção e remoção de lixo. Fique ligado nas atualizações sobre o projeto!

Gestão marinha e costeira

Portarias publicadas nesta segunda-feira criam grupo para fortalecer o uso compartilhado da costa brasileira e o comitê executivo do SMC-Brasil

© Global Garbage Brasil

© Global Garbage Brasil

SOPHIA GEBRIM

Duas portarias publicadas nesta segunda-feira (29), no Diário Oficial da União (DOU), fortalecem a gestão marinha e costeira no Brasil. O objetivo dos documentos, publicados no âmbito da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), da qual o Ministério do Meio Ambiente (MMA) faz parte, é fortalecer os espaços de discussão da agenda no país, com a participação de diversos ministérios ligados a temas como turismo, aquicultura, infraestrutura e meio ambiente.

Portaria nº 222 cria o grupo de trabalho sobre Uso Compartilhado do Ambiente Marinho e detalha a sua composição. “A necessidade de planejamento do uso do mar e costa brasileira, compatibilizando a pesca, navegação, turismo, entre outros, é a prioridade desse grupo interministerial”, explica a responsável pela Gerência Costeira da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Leila Swerts.

Ela acrescenta, ainda, a diversidade do uso compartilhado da costa, com vários interesses e necessidades de ocupar o mesmo espaço. “São áreas protegidas ambientalmente, ou específicas para pesca ou turismo, enfim, uma infinidade de atividades na mesma região que precisam ser organizadas e compatibilizadas”, ressalta Leila Swerts. Dessa forma, o grupo, composto por representantes de 14 ministérios, além da Presidência da República, irá discutir e propor iniciativas de uso compartilhado do território marinho.

SISTEMA DE MODELAGEM

Já a Portaria nº 223 cria o Comitê Executivo do Sistema de Modelagem Costeira do Brasil (SMC-Brasil) e detalha a sua composição. “Nesse caso, como o sistema já vem sendo discutido amplamente, a portaria, composta por um conjunto de ministérios, irá assumir a responsabilidade pela disseminação do SMC no Brasil”, destaca a representante do Ministério do Meio Ambiente. De acordo com Leila Swerts, o grupo estruturará a agenda, com diretrizes e planos de apoio.

O Sistema de Modelagem Costeira do Brasil (SMC-Brasil), ferramenta customizada para apoio à gestão da costa brasileira, é coordenado pelo MMA e pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). “O sistema é uma importante iniciativa para instrumentalização da gestão integrada da costa brasileira, cuja ferramenta a ser disponibilizada a sociedade, composta pelo modelo numérico e pela base de dados, permitirá a construção de cenários sobre a dinâmica da linha de praia produzindo informações importantes para planejamento e qualificação da tomada de decisão nesse espaço”, finaliza Leila Swerts.

Segunda, 29 Abril 2013 18:35
Ministério do Meio Ambiente